Convivendo

Descubra o que é o Possível Adjacente e como ele influencia ideias promissoras

Paola Primão Correa
É comumente frequente o seguinte questionamento ao nos depararmos com uma ideia relativamente simples: como não pensei nisso antes?

No livro de Steven Johnson, “De onde vêm as boas ideias”, o autor deixa claro o poder que o Possível Adjacente tem sobre as grandes ideias, e de como o ambiente externo influencia no desenvolvimento das mesmas. Neste artigo, aprofundaremos um pouco mais a respeito da opinião desse grande intelectual do século 21.

Quando falamos em Possível Adjacente, estamos fazendo referência ao modo como uma ideia se adapta ao ambiente.
 Isso significa que uma grande ideia depende do desenvolvimento do meio. Se formos utilizar como exemplo um dos grandes desejos das pessoas hoje em dia, o poder de voltar no tempo, não bastará apenas a ideia para realizar tal feito, é necessário que esse projeto seja inserido em um ambiente adequado, para que ele possa de fato ser desenvolvido.

Criança de braços abertos formando um arco-íris ligado na ponta de suas mãos.

Claro que, obviamente, não sabemos se um dia isso será possível, mas o que temos certeza é que grandes feitos da humanidade já foram considerados impossíveis, como a ida do homem à Lua. E é essa característica do “impossível” que se torna um dos pilares do Possível Adjacente. Acontece que se uma grande ideia não consegue se adaptar ao meio, isso é porque estava no limite do Possível Adjacente. Talvez um dos melhores exemplos de Steven seja o do projeto de Babbage, que tratou do esboço de um computador – e isso por volta de 1837 – e que se tivesse sido terminado em vida e se adaptado ao meio, seria, sim, programável. Entretanto, o primeiro computador a utilizar essa arquitetura programável só surgiu um século depois.

O que enaltece ainda mais o poder do Possível Adjacente é o ambiente, visto que Babbage tentou inserir uma ideia que estava à frente de seu tempo, já que a era tecnológica surgiu logo após a década de 1980.

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E, pensando no hoje, é difícil imaginar uma invenção tecnológica dando errado se cada vez mais as pessoas estão em busca das vantagens que, majoritariamente, a tecnologia pode trazer, visto que estamos diariamente em grande transformação. A grande questão está no fato de que uma grande ideia deve se desenvolver e estar adaptada ao meio em que for inserida. Para tanto, é necessário desenvolver uma determinada ideia até que a mesma esteja pronta para ser implantada no meio. Caso contrário, servirá apenas como base para que novas ideias surjam partindo do mesmo pensamento – a inovação. O importante é esperar até que o meio esteja pronto para absorvê-la.

Guarda-chuva colorido voando sobre guarda-chuvas escuro.

Ideias promissoras só são chamadas assim porque levam em consideração a grande chance de serem bem-sucedidas, isso pensando no futuro. Se você tem uma grande ideia, mas acha que é bobagem ou que não vai dar certo, pense que um dia as pessoas poderão olhar e dizer: como você pensou isso? Portanto, se você acredita que tem uma ideia promissora, procure desenvolvê-la ao máximo para que possa alcançar o Possível Adjacente, e lembre-se, ainda na perspectiva de Steven Johnson, de que “Uma maneira de pensar sobre a trajetória da evolução é como uma exploração contínua do possível adjacente”.

Afinal, é necessário “abrir portas” para continuar com o grande propósito da vida, a eterna evolução.

Sobre o autor

Paola Primão Correa

Paola Primão Correa

Procuro sempre entender o quanto as relações humanas são importantes, visto que sou estudante de recursos humanos, e é por meio da comunicação que conseguimos alcançar um objetivo comum: transmitir ideias.

Amo escutar música, adoro Walt Whitman e, principalmente, amo escrever, pois assim consigo compartilhar minhas opiniões para que outras pessoas possam refletir junto comigo e assim criarmos um elo comum.

Quando criança sempre questionei assuntos incompreensíveis e, atualmente, sigo com o mesmo objetivo, entender e refletir, para poder assim buscar o aprendizado contínuo, já que entendo que o mais importante é viver a vida intensamente, e nada melhor do que expressá-lá, pois como dissera Walt Whitman “Olhe tão longe quanto puder, há espaço ilimitado lá; conte tantas horas quanto puder, há tempo ilimitado antes e depois”.

Sim, eu amo a vida!