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Diabéticos: Novos curativos reduzem número de amputações

Medidor de glicose em mão de paciente diabético
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
De acordo com a Fundação Mundial de Diabetes, a diabetes afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar da alta incidência dessa doença, muitas pessoas que sofrem com esse problema não têm acesso aos meios para controlar os níveis de glicose no sangue. Como consequência disso, as(os) pacientes sofrem com insuficiência renal, cegueira e amputações, quando o processo de cicatrização de uma ferida não ocorre como deveria ou quando há gangrena em um membro.

No Brasil, 70% das amputações não traumáticas de membros inferiores (como os pés) são decorrentes da diabetes. De 2008 a 2013, foram realizadas 1.183 cirurgias de amputação somente em pacientes diabéticos de Santa Catarina. Este cenário alarmante foi um motivador para que tecnologias fossem desenvolvidas, a fim de evitar a necessidade deste tipo de cirurgia.

Sabendo que 85% das amputações são necessárias após o aparecimento de úlceras na pele das pacientes que sofrem da doença, a Urgo Medical criou um um curativo para tratá-las antes que se desenvolvam. O produto, UrgoStart, promete evitar cerca de três mil amputações de pés e pernas ligadas a diabetes.

Pé com curativo

O curativo consiste em uma bandagem aplicada diretamente sobre a úlcera, acelerando o tempo de cicatrização desta. Funciona como um band-aid que libera uma matriz de cura aderente à pele. Com isso, o(a) paciente diabético(a) tem autonomia para tratar as úlceras nos membros inferiores sem que elas levem à necessidade de amputação. Desta forma, as pessoas vão conquistar mais qualidade de vida a um custo reduzido, por terem uma solução simples para um problema tão grave.

Além deste curativo, há outros meios, no mercado, para impedir que as úlceras se agravem. Em 2010, uma startup fomentada pela Universidade de Campinas, UNICAMP, desenvolveu um curativo para ferimentos nos pés de pessoas que sofrem de diabetes. O princípio desse medicamento é interromper o processo de ulceração e facilitar a cicatrização do machucado, regenerando o tecido perdido.

Vidro de remédio Hebertprot-B

Um remédio criado em Cuba, nomeado Heberprot-B, atua com uma função semelhante às anteriores. O medicamento é injetado na ferida durante dois meses, com três injeções por semana. O risco de amputação é reduzido em 80% graças a essa substância, utilizada também pelo sistema de saúde público.

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No caso de pacientes diabéticos(as) que desejam prevenir as úlceras, não há um medicamento ou um curativo específico. O ideal é que essa pessoa siga os seguintes passos com exatidão: verificar os pés diariamente em busca de ferimentos, calos, edemas e áreas sensíveis; vestir calçados confortáveis e fechados, para evitar bolhas e arranhões; secar os pés depois do banho para não sofrer com frieiras; utilizar hidratantes para evitar o ressecamento dos pés durante a noite; fazer uso de melaleuca para evitar a proliferação de fungos causadores de micose; cortar as unhas com distância da pele e evitar as peles dos cantos delas; consultar-se com um(a) médico(a) regularmente e, a cada trinta dias, visitar um(a) podólogo(a).

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