Autoconhecimento

Infelicidade no trabalho. O que fazer?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Segundo a psicóloga da USP, Cristiane Moraes Pertusi, quem trabalha feliz consegue ter uma produtividade maior no trabalho e ao mesmo tempo se sente mais realizado na área em que escolheu. Mas 80% da população brasileira afirma que se sente infeliz no emprego. Existem vários motivos que podem lhe fazer infeliz no trabalho: Trabalhar apenas por dinheiro (sem ter afinidade com a área em que se encontra), horários inflexíveis, baixa remuneração, atraso no pagamento, problemas profissionais (e pessoais) com a chefia, falta de tempo para si e a família e muita exigência.

Alguns desses problemas podem ser resolvidos pessoalmente no próprio escritório, mas a maioria deles não tem essa solução. Segundo a psicóloga a insatisfação profissional começa na juventude, e cada vez mais está presente na vida dos jovens: “Eles são obrigados a decidir cedo demais, e nem sempre a profissão lhes agrada. Na faixa dos 30 a 40 anos, a insatisfação pode aumentar pela falta de reconhecimento e motivação”, explica. E isso pode aumentar cada vez mais e atingir os jovens bem antes do que se espera. Allan Fernando Lima Lopes, responsável pela área de Recursos Humanos da Soar Desenvolvimento Humano (Santos – SP), completa que: “A nova geração vive uma cultura de informação instantânea. A comunicação no mundo corporativo ainda segue o modelo do e-mail, na qual é necessário aguardar a resposta de seu cliente, fornecedor ou outro departamento por horas. E os modelos de carreira propostos pelas empresas também geram dificuldades para a nova geração, que deseja um crescimento rápido e sem muita burocracia”. Mas nem tudo está perdido. A melhor forma de resolver essa insatisfação profissional é tentar identificar o motivo de se estar assim e então tomar coragem e tentar buscar uma solução. Uma nova especialização? Um novo emprego? Um curso? Transformar o hobby em profissão?

Talvez você goste do seu trabalho e só esteja cansada da rotina, por isso é bom tentar ver, de um jeito positivo os desafios que lhe são oferecidos:

– Problemas de relacionamento com colegas de trabalho podem ser enxergados como um jeito de exercitar a tolerância e a comunicação. Tente se aproximar daqueles com os quais você tem mais afinidade, e reforce os laços.

– Tente considerar o impacto que determinado projeto terá na sua carreira a médio e longo prazo, pense nos pontos positivos que isso irá lhe trazer. Pense no significado que aquele trabalho terá na sua vida como um todo.

– Dedique-se a uma tarefa por vez, dentro dos prazos.

Caso esse não seja o motivo da sua insatisfação, pense em mudar de trabalho. Você quer sair da profissão ou também deseja trocar de carreira, fazer algo novo? É bom pensar e analisar alguns pontos:

-É necessária uma especialização?

– Você tem condições de se sustentar durante a transição de um emprego para o outro? Ou o melhor seria fazer uma mudança gradual?

– Isso vai impactar no seu estilo de vida?

Se você não mudar de ideia, já é hora de conhecer os próximos passos: Quais as suas atividades favoritas? Qual o seu perfil profissional? Existe algum hobby que pode virar profissão? Qual habilidade será útil nessa sua nova jornada? – Tem um  curso de inglês inacabado? Agora é o momento de voltar.

Se quiser um aconselhamento mais especializado, procure um coach em carreiras. O coach tem a capacidade de ver como o profissional pode melhorar as atividades dentro da área na qual já está inserido.

Pense bem se o motivo da sua insatisfação não é o salário. Caso seja isso, não se desespere e não reclame sem fazer nada. Procure cursos e especializações que possam agregar e trazer qualidade ao seu currículo, assim será possível concorrer a vagas com faixas salariais maiores. Procure o que irá te animar e não desista da sua satisfação pessoal e profissional.


  • Escrito por Klenair Franklin da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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