Saúde Integral

Insulina inalável: inovação para os diabéticos

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Escrito por Eu Sem Fronteiras

No Brasil, cerca de 12 milhões de pessoas são portadoras de diabetes. Isso significa que este número gigantesco de brasileiros precisa se preocupar com a ingestão de açúcares e lidar diariamente com o desconforto de se autoaplicar insulina através de injeções na barriga. No entanto, o tratamento para as diabetes tipo 1 e 2 pode ter uma solução indolor e bem menos invasiva: a insulina inalável.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que facilita a entrada de glicose nas células de nosso corpo para que elas possam ser transformadas em energia. Os diabéticos não produzem este hormônio ou possuem dificuldade para que o corpo o utilize de forma correta, tornando necessária a aplicação de doses de estímulo e reposição diárias.

Já à venda no mercado norte-americano, a insulina inalável é produzida pelo laboratório Sanofi e deve chegar ao Brasil em breve, porém, ainda sem data definida. Trata-se de uma insulina em pó de ação rápida que é inalada pela boca através de um aparelho semelhante a um apito. A Afrezza, nome comercial dado a insulina inalável, foi bem aceita pelos pacientes e tem um preço justo: nos Estados Unidos, cerca de 12 unidades são vendidas por 7,5 dólares, aproximadamente 20 reais.

Para pacientes acima dos 18 anos, praticamente não há restrições para o uso desta inovadora insulina inalável. O laboratório alerta que para pacientes com doenças respiratórias crônicas como asma e bronquite, e para fumantes, o caso deve ser estudado em particular com o médico que acompanha, pois devido à capacidade pulmonar alterada, pode ser que o medicamento tenha sua eficácia comprometida.

A Afrezza deve ser usada um pouco antes das refeições nos casos de diabetes tipo 1 e 2, mas não substituirá as insulinas de longa duração. Ela deve ser usada como um complemento do tratamento de diabetes, que também inclui atividades físicas constantes e mudanças conscientes na alimentação.

De qualquer forma, a Sanofi do Brasil acredita que a inovação trará uma modificação considerável na qualidade de vida dos diabéticos que sentem dificuldade em adaptar-se a aplicação de injeções e também diminui o desconforto, além de poder ser aplicada em qualquer lugar e com menos preocupações de infecção ou dor.


Texto escrito por Roberta Lopes da Equipe Eu Sem Fronteiras

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