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Mãe é bom, mas dura muito!

mãe
Silvia Jara
Escrito por Silvia Jara
Pra ser mais exata, uma vida toda!!! E, apesar da brincadeira, de fato, mães duram muito, são eternas em nossas vidas, assim como suas atitudes, suas crenças e suas lições.

Faz muito tempo que deixei de compreender a missão “mãe” como algo glamouroso. Sim, ser mãe é verdadeiramente uma missão e acredito que, mais do que ser mãe, a questão é ser mulher. Tenho amigas que decidiram não ter filhos, outras não puderam, outras os tiveram e assim por diante. Nem por isso deixaram de ser mães.

Como missionárias, temos nossos momentos de fraqueza, nossas dúvidas, nossas delícias, nossos medos e tudo o que envolve a responsabilidade de cuidar de um outro ser. Trazer à vida, educar, ensinar e dar as diretrizes para que possam seguir de maneira a se tornarem adultos íntegros, completos e felizes. Falhamos diversas vezes em nossas missões e, na maioria das vezes, as coisas não saem exatamente como “planejamos”. Apesar disso, o importante é ter a humildade de admitir que não temos poder para isso.

Mãe

Ser mãe é um exercício diário de aprendizado que, ao contrário do que se pensa, pode acontecer com os papéis trocados: hoje, aprendo mais com minhas filhas do que posso ensinar a elas. Aprendo que o amor é meu, mas que a vida é delas. Que os planos são meus, mas que os desejos e realizações são delas. Que o que parece mais adequado para mim, pode ser o mais distante daquilo que é correto para elas. E assim vamos, mães e filhas aprendendo juntas a nos tornar seres mais completos.

Quando falo que mães duram muito estou falando do quanto nossas atitudes, palavras e a forma de nos colocar diante dos filhos pode atingir e permanecer na alma e na essência deles. Quantas crenças nós, mães, não transmitimos sem que nos déssemos conta de que elas podem ser muito pesadas para eles.

Cada um interpreta cada uma delas à sua maneira. Cada uma terá um impacto em suas vidas. Cada uma deflagrará uma atitude diversa perante nossos “ensinamentos”. Carrego várias dessas crenças até hoje e tenho buscado aprender como me libertar delas. Outras, positivas que são, me ajudaram a passar valores como respeito e ética.

Tenho desconstruído muito do que pensava sobre o papel de mãe.
 Verdades não existem. Com minhas filhas tenho aprendido a crescer, enxergar-me e enxergar o outro de modo diverso ao espelho.

E quer saber? É muito melhor admitir que não detenho verdade alguma, aceitar o caminho que cada uma escolhe é libertador. Por mais que doa para aceitarmos, precisamos confiar e acreditar que a energia que empregamos (e não gastamos!!!) no “educar” tem um grande valor quando percebemos que nossos filhos estão fazendo suas próprias escolhas.

E, mesmo sabendo que essa “figura materna” viverá para sempre, seja pelos bons ou maus momentos, me orgulho muito de ser mãe!

Você também pode gostar de outro artigo desta autora. Acesse: Mulher Quebrada

Sobre o autor

Silvia Jara

Silvia Jara

Depois dos dois primeiros anos do Eu Sem Fronteiras, resolvemos atualizar nossas informações e isso foi um belo exercício de reflexão!
Nosso propósito sempre foi ajudar as pessoas na busca do autoconhecimento e eu, pessoalmente, não fiquei isenta disso.

Contato:
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Em meu perfil anterior disse: “olhando para trás percebo que, em minha vida, as coisas sempre aconteceram de maneira fluida, sem muito planejamento, embora tenha verdadeira admiração pelo planejamento ‘das coisas'”. Hoje entendo que foi o foco no presente que me fez seguir o fluxo da vida em muitos momentos, sem me preocupar com o ontem ou com o amanhã. As coisas caminharam como deveriam ser.

Minha paixão pela publicidade se transformou na paixão por pessoas, comportamentos, sentimentos, atitudes e, principalmente, na capacidade e necessidade do ser humano de se comunicar, compartilhar e crescer. Minha formação acadêmica em Publicidade não mudou, mas minha formação humana tem sofrido diversas e importantes mudanças no sentido de compreender que sozinhos não chegaremos longe. Somos um sistema e como tal, precisamos uns dos outros.

Minha capacidade analítica e observadora, aplicada à Pesquisa Qualitativa de Mercado que, até então, me serviu para compreender o comportamento de consumo das pessoas e grupos, agora parece muito mais voltada a me compreender, a olhar para dentro de mim e buscar minha essência verdadeira. É praticamente impossível ficar ilesa, isolada e desconsiderar tantas informações e conteúdos com os quais lidamos no dia a dia de nossa redação.

Hoje entendo que o trabalho em áreas comerciais, marketing de empresas, agências de publicidade e a atuação em pesquisa de mercado estavam me preparando para esse mergulho no autoconhecimento. Nada é coincidência!

A curiosidade pelo mundo espiritual, pela meditação, pela metafísica, pela energia vital está se transformando em novos conhecimentos e práticas: Reiki, Apometria, Constelação Familiar, Thetahealing, PNL, EFT, Florais e tantas outras técnicas. Sigo acreditando que o questionamento, a busca de informação e a vivência me levarão a conhecer minha missão de vida, meus caminhos e minha plenitude.

Trabalhando no Eu Sem Fronteiras desde 2014, tenho aprendido muitas coisas, vivenciado outras tantas e não sei onde isso chegará! O que me importa é continuar nessa busca. É um caminho sem volta no qual o grande objetivo é aceitarmos que somos sujeitos de nossa própria vida, os únicos capazes de transformá-la.

Grande abraço e muita luz!