Convivendo

O Carnaval da Luz

Potinho com estrelas brilhantes caídas
Suzy Hazelwood / Pexels
David Hugo Peczenik
Escrito por David Hugo Peczenik

Há quase um ano, notícias relacionadas ao vírus que hoje preocupa o mundo estavam relacionadas apenas a uma localidade do outro lado do planeta. À época, não se desconfiava de que a Covid viria a se tornar uma pandemia.

O vírus chegou ao Brasil pouco antes do Carnaval, e com o imenso número de turistas que, como sempre, chegam às capitais brasileiras para curtir a festa de Momo, ganhou um empurrão em sua disseminação pelo planeta.

Neste ano, de forma inédita, não se celebrará o Carnaval oficialmente em grande parte do país, em uma tentativa de minimizar os riscos de contaminação e evitar uma nova onda de contágio.

O povo brasileiro, em grande parte entusiasta do Carnaval, entende que este ano será um pouco mais triste, sem as celebrações. O desfile oficial de Carnaval do Rio de Janeiro, por exemplo, foi oficialmente cancelado.

Infelizmente, uma grande parte da população não respeita algumas das mais importantes medidas de combate à Covid, como manter um distanciamento seguro, por exemplo.

Sabemos que durante o Carnaval, ainda que em menor número, provavelmente será possível ver aglomerações formadas por blocos de rua e bailes.

Trata-se de uma espécie de miopia da consciência, capitaneada pelo ego, que segundo o saber cabalístico é uma armadilha, que nos induz a esquecer que todos nós somos parte integrante de um todo.

Mulher assoprando confetes de estrelas
Oleg Magni / Pexels

O Carnaval normalmente está relacionado à música, à alegria, ao flerte e suas consequências. Definitivamente, é uma festividade relacionada às circunstâncias materiais, por isso é conhecido como “a festa da carne”.

Os cabalistas sabem que o mundo material em sua plenitude não representa mais do que 1% da realidade. Dessa forma, lançar um novo olhar com mais consciência sobre os dias de folia nos convida a refletir.

Se os 99% restantes da realidade não são parte integrante do mundo físico, mas do âmbito espiritual, podemos entender que ao aproveitarmos os dias de pandemia para uma maior introspecção, perceberemos que temos inúmeros aspectos de nossa vida para desenvolver e diversos motivos para agradecer, a despeito da enxurrada de notícias preocupantes que invadem nossa mente.

Qual tipo de conexão é mais potente, a que apresenta frequência de 1% ou a dos 99%?

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A do 1%, durante o Carnaval, vibra ao som das baterias das escolas de samba, dos blocos de rua, dos bailes e dos trios elétricos, que hipnotizar multidões país afora.

A conexão espiritual, dos 99%, nos eleva em consciência, permitindo que vejamos o próximo como parte de nós mesmos, nos permite compreender que o flerte pode chegar a representar 1% daquilo que em verdade realmente ansiamos: o amor incondicional, frequência esta que domina o mundo espiritual, ou dos 99%.

Se este ano não pudermos assistir ao desfile das escolas de samba por causa da pandemia, por outro lado poderemos mergulhar dentro de nós mesmos e nos maravilharmos com o esplendor que está muito além da avenida.

Sobre o autor

David Hugo Peczenik

David Hugo Peczenik

Judeu, tive meu primeiro contato com a cabala aos 8 anos, por meio do meu avô materno.

Em 1998 me afiliei à Ordem Rosacruz, onde comecei a dar palestras e cursos sobre o tema, no estado do Rio de Janeiro.

Escrevo em minhas páginas do Facebook e Instagram intituladas “O Pomar dos Aprendizes”.

Assinei uma coluna sobre cabala em um jornal online de uma cidade no Rio de Janeiro e fui convidado a escrever um artigo para uma revista de bairro de grande tiragem.

Atualmente realizo lives e dou cursos à distância.

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