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O cérebro inquieto: por que a lógica e o afeto valem mais que a disciplina rígida

Crianças e professoras abraçadas e sorrindo em sala de aula, em momento de afeto e interação.
Yan Krukau / Pexels / Canva
Escrito por Fabiano de Abreu

E se aquilo que parece indisciplina escondesse um tipo de mente incomum? Entre lógica, emoções e comportamento, há algo que poucos enxergam… Você pode estar interpretando tudo errado! Quer entender o que realmente está por trás disso? Continue lendo!

Muitas vezes, olhamos para o comportamento de uma criança na escola, o riso em momentos “impróprios”, o desinteresse pelas tarefas ou até pequenas rebeldias, e nossa primeira reação é buscar uma correção disciplinar imediata. No entanto, quando mergulhamos no universo da superdotação e das altas habilidades, percebemos que o que parece indisciplina é, na verdade, um cérebro funcionando em uma frequência de busca constante por sentido.

Recentemente, acompanhei casos em que relatórios detalhados, unindo a genética, a observação clínica e o olhar pedagógico, transformaram a maneira como a escola enxerga seus alunos. É fascinante notar como uma criança de sete anos, já avançada para sua série, pode se sentir profundamente entediada se o ensino não oferecer o “porquê” por trás das instruções. Para essas mentes, uma regra sem lógica é apenas um ruído; elas precisam entender a engrenagem das coisas, seja na matemática ou no simples hábito de lavar as mãos.

Menina em sala de aula apoiando o rosto na mão, com expressão de tédio enquanto escreve no caderno.
Prostock-Studio / Getty Images / Canva

Eu mesmo, quando criança, fui um desafio para os meus pais e professores. Eu burlava o sistema para evitar advertências, não por maldade, mas porque a estrutura escolar da época não conversava com a minha necessidade de estímulo e compreensão. Essa experiência pessoal, somada ao que os dados e a ciência nos mostram hoje, reforça uma ideia central: precisamos relaxar a pressão sobre os filhos superdotados.

Essas crianças possuem uma capacidade de autodesenvolvimento impressionante, mas essa trajetória precisa ser balizada por valores sólidos. Em vez de focar apenas no desempenho acadêmico ou na obediência cega, que muitas vezes esse cérebro simplesmente não aceita, devemos investir na verdade, na ética e na moral. Quando oferecemos um ambiente onde a lógica prevalece e o suporte emocional é garantido, elas encontram o próprio caminho para se adaptarem e brilharem.

O conhecimento, seja ele neurocientífico ou genético, só cumpre seu papel quando se traduz em ferramentas práticas para ajudar as famílias a viverem com mais leveza. Ao compreendermos as questões sensoriais e cognitivas de nossos filhos, deixamos de apenas “lidar com o problema” e passamos a nutrir um potencial que, bem direcionado, é verdadeiramente grandioso.

Sobre o autor

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, psicanalista, neuropsicanalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e especialista em neurociência cognitiva e comportamental, neuroplasticidade, psicopedagogia e psicologia positiva.

Pós PhD em Neurociências e biólogo membro das principais sociedades científicas como SFN - Society for Neuroscience nos Estados Unidos, Sigma XI, sociedade científica onde os membros precisam ser convidados e que conta com mais de 200 prêmios Nobel e a RSB - Royal Society of Biology, maior sociedade de biologia sediada no Reuno Unido.

É membro de 10 sociedades de alto QI, entre elas a Mensa, Intertel, ISPE, Triple Nine Society, coordenador Intertel Brazil, diretor internacional da IIS Society e presidente da ISI e ePiq society, todas sociedades restritas para pessoas com alto QI comprovados em testes supervisionados. Criou o primeiro relatório genético que estima a pontuação de QI através de teste de DNA e o projeto GIP - Genetic Intelligence Project com estudos genéticos e psicológicos sobre alto QI com voluntários.

Autor de mais de 50 estudos sobre inteligência, foi voluntário em testes de QI supervisionados, testes genéticos de inteligência e estudo de neuroimagem já que atingiu a pontuação máxima em mais de um teste de QI em mais de um país corroborando com os demais resultados genéticos e de neuroimagem.

Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional.

Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo, criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil.

Lançou os livros “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, “Como Se Tornar Uma Celebridade”, “7 Pecados Capitais Que a Filosofia Explica” no Brasil, Angola, Paraguai e Portugal. Membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo, Fabiano foi constatado com o QI percentil 99, sendo considerado um dos maiores do mundo.

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