Autoconhecimento Convivendo

Os arquétipos e as deusas

Escultura de deuses gregos
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Andrea Pavlo
Escrito por Andrea Pavlo

Há aproximadamente 10 anos, eu conheci um livro chamado “Oráculo da deusa”, de Amy Sophia Marashinsky. Desde então, utilizei muito esse livro em todos os meus processos terapêuticos. Na verdade, ele é um tarô, com todas as deusas de várias culturas diferentes, e cada uma dessas deusas representa um arquétipo, um aspecto do nosso inconsciente.

Os arquétipos foram cunhados por Carl Gustav Jung, o pai da psicologia analítica. Segundo ele, nós temos dois inconscientes: o inconsciente pessoal – em que ficam armazenados as suas memórias, seus traumas, suas sombras – e o inconsciente coletivo. No inconsciente coletivo, ficam armazenadas também memórias, sombras e traumas, mas de toda a humanidade. É uma grande energia, um grande HD que todos nós acessamos em momentos diferentes da vida.

A primeira vez em que tive acesso ao inconsciente coletivo, e entendi o que ele era, foi quando tive um sonho aos 25 anos de idade. Nesse sonho, alguém chamava por Lucrécia, um nome incomum e que eu nunca tinha ouvido falar. Como a minha terapeuta na época era junguiana, ela me falou da história de Lucrécia Bórgia. Eu nunca havia ouvido falar da história dela, mas ela tinha tudo a ver com aquele meu momento.

A partir desse ponto, entendi o que era o inconsciente coletivo. Algo do que eu nunca tinha ouvido falar, mas que existe enquanto arquétipo. Dessa forma, se eu consegui acessar a Lucrécia Bórgia, com certeza também acesso outros símbolos que, de alguma maneira, influenciam na minha psique e nas minhas decisões.

Os arquétipos são, portanto, manifestações de imagens e símbolos. Como exemplo, vamos usar Afrodite, deusa do amor e da beleza. Quando ela aparece para você – seja num tarô, num sonho ou em algum outro tipo de manifestação do inconsciente, ela está tentando transmitir uma mensagem a você. Talvez você precise trabalhar mais do seu lado feminino ou talvez ele esteja sobrecarregado.

O caminho contrário também é possível e podemos usar os arquétipos para acessar aspectos do inconsciente que sabemos que precisamos trabalhar. Assim, quando precisamos de prosperidade, podemos usar o arquétipo dos peixes, por exemplo. Os peixes representam a prosperidade em várias culturas de tempos diferentes. Como exemplo, podemos usar a história da multiplicação dos peixes por Jesus.

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Eu uso bastante os arquétipos das deusas com as minhas clientes desde então e inclusive elaborei um treinamento chamado “Jornada da deusa”, justamente para acessarmos esses arquétipos e manifestarmos as deusas nas nossas vidas. São arquétipos extremamente antigos e poderosos, que trazem resultados fantásticos para a vida de todas as pessoas. E eu sei de experiência própria.

Nos próximos textos, falarei um pouco mais sobre esse assunto e sobre as deusas que regem nossas vidas.

Sobre o autor

Andrea Pavlo

Andrea Pavlo

Psicoterapeuta holística, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e outros assuntos de várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa. Mãe da Nina, de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

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