Autoconhecimento Comportamento

Paciência. “Um Espírito Amigo”

Imagem ampliada de uma mulher de olhos fechados.
123RF/rawpixel
Escrito por Nilton C. Moreira

Em meio à pandemia do novo coronavírus, estão acontecendo situações das mais diversas. Famílias que passaram a ter harmonia entre si, ar que ficou mais puro, menos criminalidade, menos acidentes nas estradas e assim por diante.

É preciso muita calma para que possamos atravessar essa situação com o menor pavor possível. Já vimos que somos impotentes e que existem situações em que o Planeta Terra é atingido e não temos como fugir. Apenas conseguimos protelar, e o recolhimento aos nossos lares é a única defesa no momento. É como o soldado que consegue chegar a uma trincheira. Não sabemos se pereceremos diante dessa guerra, mas a fé nos diz que morrerá apenas quem tiver que perecer, pois quem decide isso não é nenhuma norma, jogo ou um homem, mas o Criador. Portanto, o pavor, o desespero de nada adiantam.

Mulher imobilizada por faixas segurando uma placa com os escritos "COVID-19".
Pexels/cottonbro

Vamos observar o que os profissionais de saúde estão aconselhando. Eles são os estrategistas nessa guerra e nós apenas os soldados. Certa vez, Chico Xavier estava pela primeira vez viajando de avião para ser entrevistado em um programa de rádio, e a certa altura iniciou-se uma turbulência. A maioria na aeronave gritava e chorava, e Chico, apesar de sua fé e de seu conhecimento, também passou a gritar acompanhando os demais dizendo: “nós vamos morrer, socorro…”. Nesse momento, lhe apareceu o Mentor Emmanuel e o questionou sobre o comportamento. Chico então disse em tom ansiado: “vamos todos morrer! e Emmanuel então disse: “morra, mas morra com dignidade”.

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Assim devemos proceder. Se Deus consentir que devamos ser chamados em meio a essa peste, que foi por ele permitida chegar, vamos dignamente! Preparemo-nos! Façamos nossas preces! Onde está nossa fé nesse momento?

Aqui vai um texto das leituras da madrugada denominado Paciência: “A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu. Sede paciente, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei de caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e consequentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência.”

Homem com as mãos entrelaçadas sobre uma Bíblia aberta.
Unsplash/Patrick Fore

A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra. Coragem, amigos: o Cristo é o vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinham de que se acusar, enquanto tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede, pois, paciente, sede cristãos: esta palavra resume tudo. “UM ESPÍRITO AMIGO, Havre, 1862”.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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