Autoconhecimento Convivendo

Por que me estressar com guerras que não são minhas?

Um homem relaxando sentado numa cadeira.
Koldunov / Shutterstock

Mais vale uma paz relativa que uma guerra ganha, pois a paz não é a ausência da guerra, é um lugar secreto onde moram todos os desejos de felicidade. Quando estamos bem conosco, amamos a paz, observamos melhor a natureza, estamos sensíveis aos sentimentos bons, alegres, em perfeita harmonia com o Universo.

Estamos vivendo em um mundo frenético, superveloz e cheio de infinitas possibilidades e informações. Em plena era da tecnologia, o ser humano vai se perdendo de sua essência, do respeito, do amor, e vai deixando de ser humanista para ser como um robô do capitalismo, do materialismo e da ganância.

Uma mão masculina segurando uma quantidade grande de moedas douradas.
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Intolerância por todos os lados. Ódio, inveja, ciúme, rancor, desrespeito para com quem pensa diferente, tudo isso colabora para que os seres humanos, cada vez mais, se tornem estranhos diante da própria espécie.

Existem brigas políticas, religiosas e de outras ordens, como no próprio futebol, de onde nascem guerras que não são nossas. Não precisamos deles, de nenhum deles para termos uma vida digna e de qualidade. A guerra que eu não quero é a guerra que eu venci, logo toda paz é o resultado de uma guerra vencida.

O fraco não é quem perdeu a guerra; o fraco é quem aceitou a guerra, deixando que o vencedor da guerra o faça desaparecer por ter perdido sem ajudar o fraco a sobreviver. Em tempos de paz, filhos sepultam os pais; em tempos de guerra, os pais sepultam os filhos. É muito importante que o homem conheça a guerra para não abandonar a paz.

O fato é que, quando o ser humano está em paz consigo mesmo, ele não quer guerra com ninguém, quiçá comprar o barulho de partidos políticos, ou de uma religião, time de futebol ou ideologias de direita ou esquerda. Não que a paz traga uma negação dos compromissos sociais, entretanto um homem bem decidido, em paz, ocupado com a linda família e vida que leva, de fato, não se importa com essas infantilidades da maioria dos adultos que são massa de manobra.

Nenhum sistema dobra uma pessoa consciente do que é a vida. Então, afinal, o que é a vida?

Uma mulher exibindo um semblante de dúvida. Acima dela, ilustrações de vários pontos de interrogação e uma lâmpada amarela.
ismagilov de Getty Images / Canva

Talvez a resposta possa estar dentro de sua casa ou ao se olhar no espelho.

A paz interior é a felicidade da alma, e o domínio próprio com equilíbrio e discernimento é, para a mente, refrigério, leveza e aceitação da realidade.

Não compre jamais a briga de ninguém. Aliás, o sábio abandona qualquer possibilidade de guerra dele mesmo, por saber que a guerra só pode ser vencida com o silêncio, e deixando o tempo passar e matar qualquer vida de guerra. A paz vale ouro, traz longevidade e saúde mental e física.

Não é preciso muito, apenas saber viver sem medo de não fazer parte dessas bobagens políticas e religiosas, ou qualquer eventual tipo de situação que possa gerar uma violência.

Quando você se ama, você tem probabilidade de ficar em paz, longe da guerra. Mas, quando digo amar a si, refiro-me ao nível máximo de consciência de tempo e espaço em que você vive. Portanto, ao amar a si mesmo acima de tudo – quando digo tudo, é acima de tudo mesmo –, você não dependerá de guru, pastor, mestres ou de quem aponte para você, para ditar regras na sua vida ou em suas escolhas. Quando você se ama acima de tudo, você se torna protagonista da sua própria existência, livre, sem guerras, sem obrigações de nenhuma natureza de instituições, em paz, sem guerras.

  • O que é a vida?
  • Para qual finalidade você faz o que faz?
  • Para quem você faz?

Você deveria tomar consciência, de verdade, sobre suas crenças, buscar referências e fazer uma pesquisa profunda, não baseada apenas em sua boa-fé. Por exemplo, quem compra a guerra pela religião são os religiosos extremistas. Tente convencer um evangélico de ler, pelo menos durante 5 dias, sobre os livros da Teologia Reversa ou assistir a documentários. Faça esse desafio e, depois de eles terem lido e assistido por, pelo menos, 5 dias no mínimo, deixe que te falem o resultado.

Isso se dá para todas as religiões no mundo. Tente ler sobre a antiga religião da mitologia, que no mundo antigo foi tão forte como o islamismo e o judaísmo de hoje. Tente ler sobre a história das políticas no mundo, sobre o marxismo, sobre direita e esquerda. Quanto mais você provocar suas crenças e achismos, menos preso e fanático você fica. Logo a guerra passa não ter sentido algum.

Um capacete de guerra posto num muro.
Couleur / pixabay

A guerra é um massacre entre gente que não se conhece, para proveito de pessoas que se conhecem, mas não se massacram. É fato que existem as guerras de classes. Eu, porém, ganho minha guerra não abandonando minha paz em meu universo. A guerra só é rio para os que navegam a favor de sua correnteza.

Portanto evite notícias que inflamam o ódio, que promovem inclinações à intolerância ou qualquer eventual tipo de desrespeito. Não entre nessa guerra que não é sua. Vote consciente, sem alardes. Se houver um problema familiar ou pessoal que cause revolta e ódio, vontade de vingança ou correlatos, fuja disso tudo. Mantenha seu turno enquanto vida em paz.

“Não quero saber como será a Terceira Guerra Mundial, pois, se a guerra fosse o único meio de se conseguir a liderança, as pessoas não a odiariam tanto.”

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Não sonhe com o sucesso, nem entre em guerras por coisa tão medíocre. Antes, trabalhe e conquiste a vida sem guerras; portanto use a imaginação, que é a maior arma de guerra contra a dura realidade.

FILÓSOFO NILO DEYSON MONTEIRO

Sobre o autor

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

Sou filósofo, escritor, poeta, colunista e palestrante.
Meus trabalhos culturais estão publicados em diversas plataformas. Tenho obras e livros publicados.

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Sou uma incógnita que deve ser lida com atenção e talvez somente outras gerações decifrem meu espírito artístico. Sou muitos em mim e todos se assentam à mesa comigo. Posso não ser uma janela aberta para o mundo, mas certamente sou um pequeno telescópio sobre o oceano do social.

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