Comportamento

Prisão, cadeia, carceragem…

Imagem ampliada de um papagaio preso em uma gaiola, olhando para a câmera através de grades de metal.
Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira

Sempre dizemos que não existe situação na vida mais triste de ser enfrentada, tanto direta quanto indiretamente do que a prisão e o hospital, pois em tais situações sofrem o que está internado e os familiares. Um amigo meu, em certa ocasião, disse que, estando uma pessoa da família presa, toda a família também está.

Quando se fala em prisão, vem à nossa mente cadeia, carceragem. Fico também pensando naqueles pequeninos e indefesos que ficam recolhidos a pequenos espaços, sem opção de exercerem a liberdade lhes outorgada por Deus, ficando condicionados a comerem o que lhes servem e a beber muitas vezes água em condições ruins.

Imagem do corredor de uma cadeia escura, com várias celas vazias.
Unsplash/Emiliano Bar

Vivem em ambientes que muitas vezes nem limpos são, privados de enxergarem paisagem natural, ficando em meio a paredes sem a devida iluminação, o calor e o brilho do Sol.

São separados de seus pais e só sabem da vida o que o instinto lhes delegou.

Estamos falando de certo tipo de aves. Mais corriqueiramente passarinhos, que vivem nas gaiolas das mais variadas.

Dizem seus donos que não podem soltá-los, pois morreriam, já que foram criados desde filhotinhos assim e não possuem condições de sobrevivência por não saberem como se alimentar e se defender dos predadores.

Achamos estranhas essas alegações, pois Deus deu tanto ao homem quanto aos animais o instinto, e isto é algo que não se perde ao longo dos anos nem ao longo de várias vidas. O animal, ao ser libertado, certamente desenvolverá a capacidade de sobrevivência e de defesa, pois isto faz parte da sua criação.

Você também pode gostar

Nota-se que o homem, ao encarcerar bichinhos, está usando a inteligência para comprometer a natureza. Em nada ajuda no progresso. Alguns, inclusive, dizem que tem pássaros enjaulados apenas para serem contemplados em sua beleza e ouvir seu canto. Desculpe-me quem assim pensa, pois, se é para contemplar, procurem sair pela natureza e verão os pássaros, principalmente nos locais onde o próprio homem não destruiu as árvores. Se for então para ouvir o canto, existem inúmeras mídias com sons dos mais diversos cantos reproduzidos com fidelidade.

Imagem ampliada de um papagaio preso atrás de grades de metal, olhando para a câmera.
Unsplash/Kira auf der Heide

Infelizmente ainda não conseguimos desenvolver um amor mínimo que nos permita respeitar a natureza e deixar de enclausurar bichos que não foram criados para tal.

Avaliemos o perfil de quem, por exemplo, deixa um cão amarrado às vezes em pequena corrente, mantém um pássaro engaiolado ou ainda utiliza um animal para atividade de trabalho excessivo e pesado! Será que se trata de pessoa efetivamente compromissada com o amor ao próximo? Será que está de acordo com os princípios que o Mestre pregou?

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
Email: [email protected]
Facebook: /Nilton-C-Moreira