Comportamento

“Quando a morte perde o seu peso, o individualismo busca razão.”

Mulher de perfil chorando com rosto apoiado nas mãos e olhos fechados
Fabiano de Abreu
Escrito por Fabiano de Abreu

Em meio a tantos rostos virtuais, nos encontrávamos sós, e uma tragédia global causou a irrelevância do indivíduo, quando a morte perdeu o seu peso e valor, a confirmar o individualismo.

A morte daquele com que não nos relacionamos não causa o mesmo impacto daquele que conhecemos. Quanto maior a proximidade, tanto maior será o peso da sua perda. As notícias da morte de alguém que antes chocara, em meio a tantos outros óbitos anunciados, adaptáveis que somos, costumeiro e cotidiano, perde o seu devido respeito e nos coloca em completa solidão em um curso em que o fim deriva em reticências.

Rosto visto de perto com máscara
Foto de Arya Pratama no Unsplash

Personificados em uma solidão inconsciente, sozinhos no alívio de ser a tragédia “alheia”, agradecidos por ainda não bater à sua porta. A solidão do isolamento encontra novas razões a justificar a sua busca, transferindo a culpa pela justificada precaução a alterar comportamentos e a criar personalidades de sentimentos embrutecidos, forjados pelos dias sombrios.

Pois que vejamos em cada morte possibilidades como vultos na janela, a valorizar caminhos interrompidos como um espelho de probabilidades. Tão lógica é a busca no conhecimento a aprofundar-se na imaginação do que poderia acontecer consigo mesmo. Tão racional é sentir-se vivo, ter a consciência da morte na razão da vida. Não há melhor precaução que a análise através da sensibilidade com a tragédia a que se assiste. Isso nos possibilita utilizar da emoção como impulso para uma melhor reflexão, como mecanismo de defesa para a própria sobrevivência.

A solidão é o melhor momento para o autoconhecimento, em que a reflexão veja no exemplo a expansão da consciência, já que a luz da memória está no coletivo, e a emoção torna-se o impulso para armazenarmos recordação a guardar para a história.

Que o momento nos retire do pessoal, nos colocando no coletivo. E que, diante da falta, o impacto nos traga a vontade, fazendo introduzir no desejo dos dias o que tememos, em meio à irracionalidade, uma nova cultura que nos faça parar de existir, dessa forma desumana.

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É imperativo que, apesar do homem e da falta de sentimentos, a humanidade seja preservada.

“O individualismo é uma resposta defensiva irracional, portanto ignorante, que não pode se tornar cultural, ou perderemos a noção de humanidade.”

Sobre o autor

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, psicanalista, neuropsicanalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e especialista em neurociência cognitiva e comportamental, neuroplasticidade, psicopedagogia e psicologia positiva.

Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional.

Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo, criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil.

Lançou os livros “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, “Como Se Tornar Uma Celebridade”, “7 Pecados Capitais Que a Filosofia Explica” no Brasil, Angola, Paraguai e Portugal. Membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo, Fabiano foi constatado com o QI percentil 99, sendo considerado um dos maiores do mundo.

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