Comportamento Convivendo

Reinventando a vida

Pés de tênis andando em estrada com sol refletindo ao fundo
123RF | Linux87
Luiz Guimaraes
Escrito por Luiz Guimaraes

Ao longo dos tempos a humanidade convive com pandemias que resultaram em muito sofrimento. Naqueles períodos, não havia o conhecimento que hoje a ciência nos traz com grandes benefícios. Muitas das agruras já são evitáveis ou minimizadas à mercê dos avanços tecnológicos que oportunizam a previsão de catástrofes.

Logo no alvorecer de 2020, o mundo se deparou com uma nova doença que rapidamente se transformou em pandemia. A Covid-19 solapou o sossego de todo o mundo e nesse processo expandiu-se de forma abrupta, ceifando milhares de vidas.

Mulher com rosto apoiado em ponte de madeira com expressão triste
Engin Akyurt / Pexels

O recolhimento tornou-se imperioso, além de outras medidas restritivas e de cuidados pessoais intensos, para tentar deter o avanço da contaminação. O ser humano isolou-se compulsoriamente, já que há muito se encontrava na “solidão comunitária”, por causa da comunicação pela tecnologia em detrimento da palavra verbal. Os de longe vivem perto e os contíguos afastados…

Essa calamidade que deixa sofrimentos intensos tem sua razão de ser. É a destruição favorecendo a renovação. Temos no “Livro dos Espíritos”, Q-728: “É lei da Natureza a destruição? Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar; porque o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e a melhoria dos seres vivos”.

Nesse rastro de dor, a perda de entes queridos, o desemprego e tantas carências se tornaram mais evidentes, ficando o ser humano impotente diante de algo microscópico: um vírus… Depreende-se, então, como somos frágeis diante de algo aparentemente insignificante, mas potencialmente perigoso e letal.

Em decorrência disso, além da enfermidade física, aliaram-se as de ordem mental. Os casos de ansiedade e depressão avolumaram-se, sendo um fator a mais nessa neurose pandêmica que se instalou no mundo. Será motivo de reflexão? Sim! Mas qual o grau de amadurecimento que a lição nos trouxe ou ainda trará? Durante esses acometimentos, deparamo-nos diante de pessoas sem a mínima proteção pessoal, que de forma egoísta se esqueceram de que sendo contaminadas outras também seriam… Essa prática foi um desrespeito aos semelhantes, indicando que alguns vivem de forma “soberana” sobre todos os demais.

O bom senso não teve espaço naquelas mentes que se arvoram do direito de prejudicar os demais. A esperada “imunidade de rebanho” não contou com a “fraternidade” correspondente.

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Será que a lição foi suficiente para mudarmos os padrões de comportamento? Ainda não! Contudo, tivemos de nos reinventarmos e a tecnologia fez com que as reuniões das Casas Espíritas e demais entidades religiosas promovessem encontros virtuais para suprirem de alguma forma a realização dos seus trabalhos.

Evidentemente não é o ideal, mas a necessidade renova o espírito criativo do homem para superar os desafios que se lhe apresentam. São as experiências dolorosas ou não que nos levam à evolução na escola da vida.

Sobre o autor

Luiz Guimaraes

Luiz Guimaraes

Sou médico diplomado no ano de 1972, pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco. Já era funcionário do Banco do Brasil e em 1977 assumi o cargo de médico no serviço da Instituição. Em 1988, assumi a chefia daquele serviço e em 1996 aposentei-me. Escrevo para o Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco (ambos em Recife) sobre a Doutrina Espírita e também sobre nossa conjuntura política. Sou membro efetivo da Academia Pernambucana de Música desde 1998.

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