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Será mesmo que a Inteligência Artificial vai acabar com as profissões?

Muitas pessoas temem que o avanço da tecnologia de inteligência artificial faça com que algumas profissões acabem. Será que isso vai acontecer? Ou os humanos são insubstituíveis em algum aspecto? Estimule seus pensamentos sobre essa questão da atualidade com base no conteúdo que preparamos sobre o assunto.

Será mesmo que a Inteligência Artificial vai acabar com as profissões?

A Inteligência Artificial ampliou seu espaço com ferramentas tecnológicas, sendo considerada uma inovação no mundo do trabalho e o temor de muitas profissões e microempreendedores individuais.

Um estudo realizado pela Open AI e pela Universidade da Pensilvânia (criadora do ChatGPT) aponta que profissões como jornalistas, secretários jurídicos, designers e outras tendem a acabar.

Homem digitando texto no chat GPT
CHUAN CHUAN / Shutterstock.com

Afinal, até que ponto o medo de a Inteligência Artificial (IA) substituir pessoas é real e como podemos aprender a lidar com essas transformações na vida profissional de forma mais saudável?

Nada de pânico

Para o TEDx Speaker e especialista em Tecnologia, Inovação e Tendência, Arthur Igreja, não há necessidade de ver a IA com extremismo. Embora o temor para algumas profissões seja real, as adaptações profissionais ocasionadas pela pandemia de Covid-19 nos trouxeram uma flexibilização para lidar com as ferramentas tecnológicas; afinal, elas auxiliaram vários processos nos últimos três anos.

Arthur Igreja
Foto de Fernando Tiegs

A tendência é que essa flexibilidade, aprendida em tempos de pandemia, continue sendo uma grande aliada para aqueles que observarem a IA como uma oportunidade de ganhos na carreira. “O temor para algumas profissões é real, mas é preciso ser colocado em perspectiva. Não precisa ser vista como a ‘versão do exterminador do futuro’ na história. Por outro lado, tem toda uma possibilidade de ganhos, sejam de produtividade, ferramentas muito interessantes, possibilidades inéditas para criação de conteúdo, de arte, de conhecimento”, diz o especialista.

Se o humano está em adaptação, a IA também está

Ao mesmo tempo que temos uma ferramenta potente, capaz de transformar o mercado e as relações de trabalho, ela também está em constante adaptação. O ChatGPT, por exemplo, é uma das ferramentas que depende de informações coletadas na internet, de uma base de dados. Utilizá-la como total fonte de informação e conteúdo pode ser um grande problema para a capacidade de senso crítico; portanto, ela ainda não substitui o humano, mas traz a todos a necessidade de se adaptar e incorporar habilidades para não ficar para trás.

“Alguns vão incorporar e usar isso muito bem no trabalho, dar um salto na sua produtividade, enquanto outros, se não a utilizarem, vão penar muito mais para conseguir se manter ativos — se o que a pessoa faz pode ser resumido a um conjunto de tarefas que podem ser descritas como muito repetitivas. É extremamente necessário criar estratégias para lidar com a Inteligência Artificial”, completa Arthur Igreja.

Um bate-papo com o seu Eu do Futuro

Para não sofrer com ansiedade, pressão ou impactos negativos com a Inteligência Artificial, é importante criar a flexibilidade para aprender algo novo, constantemente. “Se a tecnologia começa a causar mais danos do que benefícios, ela já não é mais uma tecnologia que serve às pessoas, ela tem que trazer ganhos. O caminho é de construção, de aprendizado, para que a pessoa incorpore isso na vida, no dia a dia”, afirma Igreja.
Portanto, que tal começar a conversar com seu Eu do Futuro? Isso pode até parecer uma frase de palestra motivacional, mas a realidade é que essa pergunta será cada vez mais importante diante de ferramentas tecnológicas rápidas e capazes de substituir o que é convencional.

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Perguntar o que você faz bem no seu trabalho, e que a Inteligência Artificial ainda não faz e como aprender novas habilidades para atuar no que gosta, incorporando a IA como uma aliada, pode ser o começo de uma boa conversa com o seu novo eu.

Sobre o autor

Kelly Christi

Kelly Christi é jornalista, escritora e cientista social. É Mestre na linha de Comunicação, Cultura e Sociedade pela Universidade Federal do ABC (UFABC). É autora do livro literário “Quasi di Verdadi" (Litteral Ed.) e do livro de comportamento social "Amor sob Telas - insights sobre vivências afetivas na Era Digital" (Ed. Dialética).

No Eu Sem Fronteiras, Kelly compartilha reflexões sobre comportamentos que impactam nosso dia a dia e como podemos lidar com estas questões de forma mais saudável, produtiva e crescermos com elas.

Sua principal característica está na versatilidade de estilo e ideias. Você pode conhecer um pouco mais dos seus trabalhos e livros em

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