Autoconhecimento

Será que eu mereço?

Juliana Moura
Escrito por Juliana Moura
Você acha que uma planta se pergunta se merece a terra fértil onde cria raízes ou a chuva que cai para que ela cresça e se desenvolva?

Imagine uma flor respondendo ao receber um elogio: “Imagina, nem sou tão bonita assim, são seus olhos”.

Você acha que um passarinho que encontra mais comida do que está acostumado se pergunta se merecia tanto? “Nossa, nem me esforcei tanto assim hoje, não mereço tanta comida”.

Pois é, as plantas e os animais não possuem crença de merecimento, porém 98% de nós têm em algum nível de intensidade gravado em seu subconsciente a crença de não merecimento.

Quando nascemos, não nos questionamos se somos ou não merecedores do que recebemos. Nossas crenças são formadas ao longo da vida, e com maior intensidade na primeira infância. 

Nosso cérebro é como se fosse um computador, e as crenças são os programas que fazem com que ele funcione. Desta forma, podemos ter o melhor computador do mundo, porém se estiver operando com os programas errados, não terá os resultados desejados.

Nós aceitamos o amor, o dinheiro, a saúde, enfim, a vida que acreditamos merecer. 

Por mais que, conscientemente, você se considere uma boa pessoa, competente e merecedora, muitas vezes não é nisso que o seu subconsciente acredita. Já se pegou pensando: “Nossa, fulano é muita areia para o meu caminhãozinho”, ou ainda, “Ah! Não quero ficar rico, só quero ter dinheiro para pagar as contas”, ou até mesmo julgando o outro: “Fulano não merece aquilo que tem”.

Nossas crenças pessoais são reforçadas pela crença coletiva, buscando encontrar motivos para que possamos merecer o que recebemos.

Frases como: “O que vem fácil, vai fácil”, “Sem dor, sem ganho”, são ditas todos os dias reforçando ainda mais a crença do máximo esforço.

Precisamos trabalhar duro para merecer o que temos, por isso tantos ganhadores de grandes prêmios acabam perdendo tudo, eles não sentem que mereceram aquele dinheiro ou aquele bem.

Quer descobrir como andam suas crenças? Comece fazendo uma autoavaliação:

Como você se sente quando recebe um presente? Quando alguém se oferece para pagar um café, um jantar ou qualquer outra coisa para você? 

Você aceita e desfruta tranquilamente ou precisa logo encontrar uma forma de retribuir para poder se sentir melhor?

Você sabe receber elogios e agradecer com naturalidade ou precisa se diminuir e retribuir a ele de imediato?

Se elogiarem sua roupa ou algum bem material, você simplesmente agradece ou precisa dizer que “Custou baratinho”, “Comprei em uma promoção”, “Ah, isso já é velho, tenho faz tempo”?

Quando recebe uma promoção ou adquire um bem de valor, você aproveita ou precisa fazer uma lista do quanto se esforçou para chegar até ali?

Quando compra algo para você ou gasta com coisas que gosta, você aproveita ou sente culpa no final?

Você está em um relacionamento onde não é tratado como gostaria, mas insiste em ficar assim mesmo?

Não se trata de desmerecer o trabalho duro e a dedicação.

Se desejamos algo, devemos sim nos dedicar a esse objetivo da melhor forma, porém as coisas não precisam ser difíceis e sacrificantes.

Crenças são pensamentos, e pensamentos podem ser alterados! E se você acredita que “pau que nasce torto, nunca se endireita”, saiba que isso também é uma crença.

Saber aproveitar o que vem com facilidade sem questionar ou justificar, é acreditar na fluidez da vida.

É agir com confiança, como as plantas e os animais, e acreditar que merecemos o melhor. 

Sua opinião é bem-vinda, sempre que colocada com a educação e o respeito que todos merecem. Os comentários deixados neste artigo são de exclusiva responsabilidade de seus autores e não representam a opinião deste site.

Sobre o autor

Juliana Moura

Juliana Moura

Coach de orientação e reorientação vocacional e empreendedorismo.

“Onde meus talentos e paixões encontram as necessidades do mundo, lá está meu caminho, meu lugar” – Aristóteles.

Personal & Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching.
Coach Vocacional pelo IMS – Instituto Mauricio Sampaio.

Especialista em gestão de pessoas pela Universidade Regional de Blumenau.
Terapeuta em ThetaHealing® certificada pelo THInK - EUA.

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