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Startup transforma plásticos não-recicláveis em blocos de construção

A produção desenfreada de plástico é um dos maiores problemas ambientais que possuímos nos dias de hoje. Só no nosso país, de acordo com WWF Brasil, produz-se cerca de 11 milhões de toneladas de resíduo plástico por ano, sendo que apenas 1,3% desse lixo é reciclado. Além disso, essa produção aumenta a cada ano, gerando mais e mais riscos a nosso clima, nossas florestas, nossos oceanos e, por fim, nós mesmos. Infelizmente, essa questão não atinge somente o nosso território, mas o mundo inteiro.

No caso dos Estados Unidos, por exemplo, de acordo com o The Guardian, são produzidas cerca de 42 milhões de toneladas, recebendo o ingrato recorde de maior produtor de lixo plástico do mundo. Por outro lado, há pessoas procurando alternativas para essa situação alarmante.

Uma delas, segundo o site Fast Company, é apresentada pela ByFusion, uma startup americana que promete fazer blocos de construção a partir de resíduos de plásticos – recicláveis ou não. Por meio de uma combinação de compressão de vapor, o material produzido pode ser essencial para o controle de lixo, uma vez que promete reciclar até 100 milhões de toneladas até 2030.

A empresa possui uma linha de produção completa em Los Angeles, capaz de processar até 450 toneladas por ano. Além disso, já fez parcerias com várias cidades dos Estados Unidos, como Boise (Idaho), Tucson (Arizona) e até Lihue (Havaí).

O material vendido pela ByFusion são blocos padrões de 16 por 8 polegadas, além de serem mais leves e duradouros do que os ocos de cimento. Ademais, pretendem diversificar sua produção e construir blocos menores para atender a necessidade de todos. Ele possui três variações: com pinos, sem pinos ou uma combinação de ambos. Além disso, como o plástico é fundido, não necessita de cola, massa ou qualquer outra substância senão o próprio plástico. Isso significa que 10 quilogramas de plástico virarão literalmente 10 quilogramas de bloco, sem nenhum desperdício. E, para completar, o produto pode ser revestido de qualquer tipo de material e, se precisar ficar exposto à luz solar, basta revesti-lo de tinta transparente ou combinado com outro elemento resistente.

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Entretanto, o investimento pode ser um pouco alto. Uma máquina grande pode custar cerca de 1,3 milhão de dólares (7,4 milhões de reais), mas é preciso também colocar na balança o quanto um município gasta para lidar com os resíduos de plástico não recicláveis. A longo prazo, o investimento vale a pena. Além disso, o aparelho está disponível para aluguel a partir de 280 mil dólares (cerca de 1,5 milhão de reais por ano).

A mente por trás dessa ideia é a de Heidi Kujawa, a CEO da ByFusion. Desde criança, era apaixonada por trabalhos manuais e construção. Ao longo da sua vida, foi se interessando por tecnologia, até perceber que podia usar suas duas paixões com a ByFusion, além de ter a oportunidade de oferecer uma alternativa sustentável aos resíduos plásticos que são gerados diariamente.

Segundo Kujawa, o objetivo da empresa é expandir seu negócio para todas as cidades dos Estados Unidos e, possivelmente, no exterior, mas, por enquanto, ainda não há nenhuma estimativa de quando poderá vir para o Brasil. Entretanto, já é uma esperança no horizonte para um futuro com menos plástico e mais natureza no nosso caminho.

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