Convivendo

Uma vida nada por acaso

Mulher sorrindo na praia.

(…) A única coisa que nos consola das nossas misérias é o divertimento, e contudo,é a maior das nossas misérias. Porque é isto que nos impede principalmente de pensar em nós, e que nos faz perder insensivelmente. Sem isso, estaríamos no tédio, e este tédio levava-nos a procurar um meio mais sólido de sair dele. Mas o divertimento distrai-nos e faz-nos chegar insensivelmente à morte.
Blaise Pascal, in “Pensamentos”

O título deste texto acabou de soar em meus devaneios, como um nome de filme. Vou deixar desta forma mesmo, porque viver é roteirizar a existência. Para alguns, tarefa mais subjetiva, filosófica e sensorial. Para outros, um processo metronômico e concreto de realizar funções e utilidades.

Somos um compêndio de referências que vêm desde o histórico familiar e suas memórias transcritas e replicadas em nosso código genético bem como das colheitas que fazemos com autonomia. Na vida, tudo são escolhas. E nesse grande fato está a colossal diferença entre autônomo e autômato.

Quem está regendo a orquestra dos dias? Ou, estamos revendo episódios repetitivos de informações que nos adoecem e nos bloqueiam?

Mulher gargalhando.


Eu tenho caminhado feito um homo erectus para pertencer a uma grande massa fermentativa ou me autorizado a ações que me trazem à descoberta do homo ludens? Escolhas pedem sapiência.

Para nos preenchermos, muitas vezes é fundamental o desapego.

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Roupas e roupagens devem ser liberadas, objetos, coisas que tomam nosso tempo e sossego a ponto de faltar o mínimo disso (tempo e sossego) a nós mesmos. Como se ter um ócio criativo fosse pecado e “interagir” através da normose fosse nobre. Pode ser, se o figurino da moda for “a roupa do rei”…

O fato é que tudo está sob a força da transformação, da especulação, da expectativa e, estamos bem cientes que a durabilidade de tudo está cada vez mais perecível. Reciclagens nada sustentáveis, turbilhões asfixiantes. Quando todas as tendências passarem, o que de mim terá restado ou significado? Vamos pensar um pouco

As lindas partituras trazem pausas substanciais para que os movimentos todos sejam bem executados e expressados. Para que genuinamente haja uma troca entre emissor e receptor. Nosso corpo, nossos sistemas se equilibram dessa forma, nas trocas.

QUE ARTE FALE POR MIM TUDO AQUILO QUE EU NÃO CONSIGO DIZER COM PALAVRAS.

Vamos respeitar e acolher as dinâmicas do nosso biorritmo. Para o Mistério Maior, somos frutos de uma linda artesania.

QUESTIONE SEU DESTINO E SEU SENTIDO DE VIDA PARA NÃO CHAMAR SUA HISTÓRIA DE ACASO.

Sobre o autor

Patricia de Carvalho Mendonça

Patricia de Carvalho Mendonça

Formada em música, especialista em cirurgia, oncologia e endocrinologia veterinária, terapeuta sistêmica, pós em arteterapia, artista, roteirista, escritora, traz para seu contexto profissional o essencial da expressão humana.

“Estamos todos imersos na dualidade que gera e move os caminhos do pluriverso. Encontro na comunicação escrita uma forma de desvelar chamados e propósitos que podem ser partilhados e também terapeutizados.

Somos parte componente de uma teia, então trago no meu Servir sempre um olhar acolhedor e amoroso, sabendo da parte individual na individuação.”

Prefiro que minhas construções contenham minha história em vez de fazê-la por meio de um currículo.

A gratitude nos propulsiona ao que nos foi designado. Esta abertura traz fluência...

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