Meditação Saúde da Mulher

Vaginismo e Meditação

Mulher meditando com as mãos para o auto em uma sala de meditação
dolgachov / 123RF
Anand Nisargan
Escrito por Anand Nisargan

A fisioterapeuta pélvica Viviane Manso e o mestre Nisargan, instrutor de meditação, ambos do Espaço Presença, falam hoje sobre questões de gatilhos mentais, especificamente em torno do tema vaginismo e meditação – elemento de ajuda que é desenvolvido por meio de um trabalho multidisciplinar.

O tema retrata o vaginismo. Para quem recebeu esse diagnóstico, ambos ressaltam que ele não define ninguém. É importante que as pessoas entendam que ele é passageiro, que não dura para a vida toda e, principalmente, que ele tem cura.

Esse vídeo nasceu por intermédio de uma paciente da Viviane que chamou atenção dela sobre um grupo de pessoas presente na rede social composto por mais de 4 mil mulheres que falam sobre o assunto.

A paciente solicitou que Viviane fizesse parte desse grupo, a fim de poder orientar as integrantes sobre o tema em questão. Tal pedido foi feito devido à falta de acesso que as pessoas têm aos fisioterapeutas pélvicos tanto por motivos financeiros quanto por essa especialidade ainda não fazer parte da lista de serviços que o Serviço Único de Saúde (SUS) oferece em suas redes.

Antes de aprofundar o tema do vídeo de hoje, Viviane traz uma definição sobre o que é vaginismo explicando que ele é caracterizado por uma contração involuntária, e, qie o intróito, a entrada da vagina, fecha involuntariamente, e que, segundo a ciência, é dividido em primário e secundário.

Mulher de roupas íntimas segurando um papel com uma cara triste desenhada.
Iurii Maksymiv / 123RF

O vaginismo primário acontece na primeira relação sexual da mulher; quando ela não conseguiu manter essa relação ou se conseguiu, foi com muita dor. Também pode ser que o pênis não tenha entrado por inteiro.

O vaginismo são contrações involuntárias que impedem a realização de um ato sexual, e isso pode ocorrer desde a primeira relação.

Já o secundário se relaciona à mulher que tinha uma relação sexual normal, que tinha uma vida sexual com qualidade, sem dor, sem as contrações involuntárias, mas que, em função de algum episódio, começou a desenvolver contrações involuntárias.

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Viviane ressalta que é importante que as mulheres entendam qual é a causa do vaginismo. Muitos sabem que ele está ligado a questões emocionais, traumas e memórias que estão em nosso subconsciente e que muitas vezes não conseguimos nem acessar, mas que estão relacionados a abusos e a coisas que foram ouvidas na infância.

São memórias que o corpo vai se manifestar de alguma maneira, mas que também pode estar relacionado a outros fatores físicos, por isso que o seu tratamento é multiprofissional e não envolve somente o terapeuta pélvico, mas também outros profissionais.

Mulher de vestido segurando um morango.
Timothy Meinberg / Unsplash

Além das contrações involuntárias, o vaginismo também traz como uma característica uma fobia: o pavor que as mulheres desenvolvem de pensar em ter uma relação sexual.

O vaginismo é um diagnóstico temporário e devemos sempre nos lembrar de que somos muito mais poderosos do que os diagnósticos temporários e de que eles podem ser aliados à prática da meditação, a fim de ajudar na solução do problema.

Achou interessante? Fique por dentro do assunto e confira esse bate-papo incrível, que poderá esclarecer as suas dúvidas bem como também de outras pessoas do seu convívio.

Sobre o autor

Anand Nisargan

Anand Nisargan

Anand Nisargan é o criador do ESPAÇO PRESENÇA e focalizador de seus Retiros de Meditação.

Formado em Medicina na Unicamp, em 1994 abandonou seu trabalho como médico psiquiatra para tornar-se instrutor de meditação.

Bebeu da fonte do Mestre Osho em sua própria presença física e foi membro de suas comunas na Alemanha, Itália e Brasil, sendo tradutor de dezenas de seus livros e vídeos. Autor do livro “A Arte de Estar Presente”.

Site: espacopresenca.com.br
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