Sagrado Feminino Saúde da Mulher

Útero baixo

Direitos autorais : Oksana Kukuruza
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

O útero de uma mulher é um órgão muscular oco que tem como função abrigar um feto. Porém, mesmo que ela não queira engravidar, o útero continuará existindo e funcionando em seu corpo, preparando-se todos os meses para receber uma criança. Quando a fecundação do óvulo pelo espermatozoide não acontece, ocorre a menstruação.

Um útero que não apresenta especificidades anatômicas pode passar quase despercebido por uma mulher, sendo lembrado apenas durante a menstruação. No entanto, existem casos em que ele pode se tornar um incômodo e um problema. O útero baixo é um exemplo desse cenário.

Em geral, o útero de uma mulher é separado da vulva pelo canal vaginal, que apresenta cerca de dez centímetros de comprimento. No caso do útero baixo, porém, a distância entre a vulva e o órgão muscular em si é menor. Então, em um exame ginecológico, verifica-se que o útero é baixo, já que está mais próximo do canal vaginal do que o convencional.

A seguir, entenda melhor as causas, os sintomas e as dificuldades do útero baixo, além de conferir um tratamento para essa condição. Lembre-se de consultar um(a) ginecologista caso se identifique com algum dos sintomas apresentados!

Imagem de uma mulher sentada na beira da cama. Ela está com fortes dores na região do útero. Suas mãos estão sobre ele. Ela foi diagnosticada com o útero baixo.
Imagem de Mabel Amber por Pixabay

Causas do útero baixo

O útero de uma mulher permanece suspenso na região abdominal pelos filamentos. Conforme o tempo passa, sobretudo depois da menopausa, quando os níveis hormonais diminuem, esses filamentos tornam-se flácidos, reduzindo a sustentação do útero. Além disso, problemas como bexiga caída, tosse crônica, constipação intestinal, excesso de pele na região abdominal, excesso de peso, tumores pélvicos e herniação das alças do intestino podem levar ao diagnóstico de útero baixo.

Em casos menos comuns, partos normais frequentes podem levar ao enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico, tornando os ligamentos do útero flácidos, resultando no útero baixo.

O “prolapso uterino”, nome dado ao útero baixo, pode se manifestar em quatro níveis. O primeiro é caracterizado pela descida do colo do útero até a vagina. No segundo, o colo do útero alcança a saída da vagina. O terceiro acontece se o colo do útero sair da vagina, alcançando o lado externo do corpo. Por fim, no último grau, o útero por inteiro fica para fora da vagina.

Imagem de uma mulher deitada no sofá. Ela está com um semblante de muita dor. Suas mãos estão sobre a região da barriga. Ela foi diagnosticada com a doença do útero baixo.
Direitos autorais : 9nong

Sintomas do útero baixo

O útero baixo é uma condição que normalmente apresenta sintomas. Dor lombar é o mais comum, mas também há dificuldade para urinar, evacuar e caminhar, além de dor durante as relações sexuais, proeminência da vagina (como se ela estivesse mais para fora do que normalmente estava) e corrimentos frequentes.

Ao sentir qualquer um desses sintomas, o mais indicado é procurar auxílio médico. Ao mesmo tempo que esses sintomas podem ser um indício de que você sofre de útero baixo, também podem apontar para outro problema de saúde. De qualquer forma, não ignore incômodos e dores nessa região.

Para identificar a ocorrência do útero baixo, a(o) ginecologista poderá fazer um exame de toque ou encaminhar a paciente para um exame transvaginal. Somente com orientação profissional é possível indicar com precisão a condição do seu útero: não hesite em buscar atendimento médico.

Imagem de uma mulher deitada em uma cama forrada com lençol branco. Ela está sentido fortes dores. Ela foi diagnosticada com a doença do útero baixo.
Direitos autorais : 9nong

Dificuldades causadas pelo útero baixo

Considerando que o útero baixo pode causar incômodos, dificuldades e dores, essa condição precisa de acompanhamento médico em qualquer situação. Mas há outras especificidades que o útero baixo provoca e que merecem atenção.

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um método anticoncepcional bastante conhecido, mas que não é indicado para as pessoas que têm útero baixo. Essa condição pode levar à expulsão do dispositivo pelo próprio útero, ou pode deixar o DIU aparente, por não ter espaço dentro do corpo.

O útero baixo também afeta o uso de coletores menstruais, substitutos de absorventes externos e internos. Como eles devem ser introduzidos no canal vaginal para colher o sangue da menstruação ao longo do dia, o pouco comprimento dessa região dificulta o processo de encaixe. Será necessário usar um coletor menor, se a mulher quiser mantê-lo.

O risco de contrair infecções e doenças também é maior para quem tem útero baixo, já que o órgão estará mais exposto ao mundo externo. É preciso tomar o dobro de cuidado para evitar infecções urinárias, corrimentos e contração de HPV.

Um receio comum de mulheres que têm útero baixo e desejam engravidar refere-se a como essa condição afetará a gestação. É possível engravidar tendo útero baixo? Sim! Durante a gestação, o útero naturalmente é enviado mais para baixo, em razão dos hormônios liberados nesse período. O útero baixo não causa infertilidade.

Apesar disso, é preciso realizar acompanhamento médico ao longo da gravidez, para garantir que o útero baixo não traga problemas para a mãe ou o feto. É importante ressaltar que essa condição é comum na gravidez, mas isso não significa que não traz riscos. Mantenha contato com um(a) profissional da saúde para garantir que está tudo bem ao longo da gestação!

Imagem de uma mulher deitada sobre a cama, forrada com um lençol azul. Ela está com muitas dores e segura uma bolsa de água quente na região da barriga. Ela está com a doença do útero baixo.
Direitos autorais : Tatjana Zivkovic

Tratamento para útero baixo

O tratamento para o útero baixo é indicado de acordo com os sintomas apresentados em cada mulher. Se ela tem infecções frequentes, por exemplo, o tratamento pode ser feito com medicamentos. Se sente dores e dificuldade para urinar, seria mais adequado realizar uma cirurgia.

Você também pode gostar

Cada situação exigirá um tipo de tratamento, mas uma medida que se aplica a todas elas é o fortalecimento do assoalho pélvico. Isso pode ser feito com exercícios físicos para a região da pelve, recomendados por um(a) profissional. Os mais comuns são os exercícios de Kegel e o pompoarismo – nesse caso, ambos devem ser acompanhados por autoridades da saúde.

Se você se identificou com os sintomas apresentados ou se não realiza exames ginecológicos há um tempo, procure um(a) ginecologista. Mantenha sua saúde íntima em dia para se conectar melhor com seu corpo, conhecer-se e evitar possíveis problemas mais sérios. Cuide-se!

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para [email protected]