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4 estratégias para ser um orador de alto impacto

Mulher de pele branca e cabelos lisos segurando um microfone e falando para pessoas que estão sentadas.
Eliuse Silva
Escrito por Eliuse Silva
Ser efusivamente aplaudido por um auditório lotado ou então deixar todos os presentes em uma reunião boquiabertos com sua apresentação é o sonho de qualquer um.

Independentemente do tamanho do público para o qual você vai falar, certas estratégias farão sua apresentação ter alto impacto e cumprir seu objetivo.

Neste artigo você descobrirá quatro dicas fundamentais para fazer uma grande apresentação eficiente e impactante. Lá vão elas:

Homem asiático falando em um microfone.

Comece bem 

O principal fator que diferencia um bom orador de um orador desqualificado é sua capacidade de manter uma plateia atenta. Hoje em dia, é cada vez mais complicado manter alguém prestando atenção em alguma coisa por muito tempo, pois estamos sempre concorrendo com os celulares e as redes sociais.

A não ser que você seja a grande atração do evento e as pessoas estejam esperando ansiosamente suas palavras, você precisará iniciar de forma impactante sua apresentação, se quiser despertar o interesse de seus ouvintes.

Começar sua exposição de forma marcante demonstra para as pessoas que aquela não será uma apresentação desinteressante, em que uma pessoa fala cansativamente por uma hora.

Uma boa alternativa é iniciar sua apresentação com uma frase bem atraente do tipo: “Nesta apresentação você vai descobrir como se tornar um grande orador mesmo sendo tímido e inexperiente”. Esse tipo de chamada capta a atenção das pessoas e é muito usada por publicitários. A chamada deve trazer algo que interesse verdadeiramente ao público.

Outra coisa que prende a atenção das pessoas é uma história bem contada. Nossos antepassados usavam histórias para repassar conhecimento, e hoje isso continua sendo algo bem útil. Então busque uma informação atraente em sua história e comece por ela.

Tome cuidado para não se colocar no centro da história. Fale dos personagens, do cenário, de um ou outro caso engraçado, mas não fique afirmando: “eu fiz isso ou aquilo”. Lembre-se de que a proposta é tratar do tema, não ficar falando de você.

Mulher sorridente falando em um microfone.

Use humor 

É muito comum também que grandes palestrantes usem o humor para entreter suas plateias. Ele é bem recomendado, sobretudo após você falar coisas extremamente técnicas. Um comentário engraçado pode ser uma ótima forma de deixar o clima mais leve e de interagir melhor com o público.

No entanto o humor deve ser usado com cuidado, primeiramente porque, a não ser que você esteja fazendo um show de humor, não é necessário fazer uma piada por minuto. Outro motivo é que alguns ambientes são formais demais para o uso de técnicas cômicas.

Outro perigo é fazer uma piada e ela não ter graça ou as pessoas não entenderem. Isso pode acontecer e é preciso “jogo de cintura” para passar pela situação sem demonstrar insegurança.

A principal habilidade para usar humor é ser espontâneo e não parecer artificial. Se não for natural para você, é melhor não aplicá-lo.

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Mulher olhando para o público.

Mude de ritmo 

O ser humano fica entediado facilmente. Se você falar sempre no mesmo ritmo, isso vai acontecer ainda mais rapidamente. Portanto varie os tons de sua fala e a velocidade em que você fala, criando certa musicalidade. Desta forma, você vai deixar o cérebro das pessoas atentos, não dispersos.

Em um momento de reflexão, falar de forma mais vagarosa se mostra mais adequado. Já se o assunto não for tão importante, se for uma mera ilustração, você pode falar um pouco mais velozmente.

Outra coisa que pode ser feita é a seguinte: quando houver um clima mais “pra cima”, falar de forma mais empolgante e motivada. Se o assunto for mais denso, falar num tom mais sóbrio. O importante é não falar “monotonicamente”.

Senhor executivo sorrindo para o público.
Elimine os vícios de linguagem 

“Tipo”, “Né”, “Na verdade”, “Tá entendendo”, “é é é é”… esses são alguns exemplos de vícios de linguagem que devem ser a-bo-li-dos.

Isso irrita qualquer um que está escutando e joga para longe sua credibilidade. Certamente não passa por sua cabeça uma autoridade falando “tá ligado?!” (com sentido de gíria) a cada frase. Então você deve fugir destes vícios linguísticos que só prejudicam a sua comunicação.

O primeiro passo para fazer isso, sem dúvida, é reconhecer quais são esses vícios.
 Para isso, ouça uma gravação de uma apresentação sua ou peça a alguém próximo que observe se há palavras que você repete exaustivamente. A partir da autoconsciência, procure evitá-las.

Uma comunicação clara, objetiva e livre de vícios é praticamente uma obrigação para aqueles que desejam se tornar grandes oradores.

Se for difícil aplicar de uma só vez todas essas dicas, escolha uma para começar e vá adicionando-as gradativamente às suas apresentações. Sucesso!

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Sobre o autor

Eliuse Silva

Eliuse Silva

Nascida e residente na Bahia, carrego a alegria de minha gente e o jeito espontâneo de se expressar. Realizo-me profissionalmente como Professora Universitária e como Coach em Comunicação Harmônica e em Oratória.

Licenciada em Letras e mestra em Linguística, sou uma apaixonada pela linguagem, pelas formas de interação e pelo contínuo desenvolvimento do ser humano, seja pessoal ou profissional. Acredito que somos seres múltiplos e inacabados, em constante transformação e potencialização.

Por isso, venho mesclando estudos relativos a autoconhecimento, autodomínio emocional e comunicação intra e interpessoal. E, dessa simbiose, nasceu o Projeto Oratória Mestra, através do qual ofereço cursos presenciais e online em Comunicação Compassiva e em Oratória Emocional, provocando a expressão autêntica e autônoma de cada participante.

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