“Em um instante de lucidez na vida, reparei ao meu redor, ouvi os pássaros, senti o vento, olhei as árvores ao movimento da natureza e me vieram mil tristezas de memórias sobre tudo que não passou.” – Poeta Nilo Deyson Monteiro.
Olá, amigo do Portal EuSemFronteiras. Você vai ir agora, viajar no subsolo da sua vida, pela realidade do que não sabia sobre sua própria caminhada até aqui, e vai se deparar com o que aconteceu ontem com você.
Sobre esses dias, você parou sua rotina em uma pequena fração e pensou sobre essa situação que lhe trouxe um pouco de preocupação, mas, na correria do seu dia, não se atentou em refazer um maior percurso dentro do que aconteceu. Espere, antes de iniciar essa leitura, não se desconcentre, porque é sobre você, logo, não é sobre o outro. Preste muita atenção na leitura que o filósofo Nilo Deyson Monteiro trouxe hoje sobre esse seu caótico pensamento.
Recorda daquelas manhãs quando ainda você tinha 8 a 10 anos? Faz tempo, né? Não faz, não!
Reflita nas manhãs de sua infância e lembre-se de sua rotina. Quem eram as 2 pessoas que você considerou seus melhores amigos? Lembre-se de cada momento, cada aventura, cada sentimento. Você tinha idade de criança, mas não foi perdido no tempo; está tudo dentro de sua memória, e foi ontem que você se sentiu com angústia por conta dessa situação que hoje te incomoda.
Você se lembra do cheiro da comida ao recordar seus 8 a 10 anos? Claro, você se lembra, sim! Aquele final de semana em que todos estavam juntos e você tinha uma mania de que todos falavam, lembra-se?
Por 1 minuto, tente se lembrar dos cheiros, das músicas, das pessoas em sua casa, da atmosfera da época em sua infância. A viagem no tempo é o respeito por sua trajetória. E pergunte-se: “O que foi que me tornou como sou?”
“Circunstâncias e problemas na vida podem tirar de uma pessoa a personalidade criativa e empática dela, dando lugar a uma alma triste e cheia de preconceitos por não ter vivido aquilo que a perfeição dela perdeu. — Filósofo Nilo Deyson”
A maioria dos retornos na memória ocorre após perdermos alguém ou alguma coisa valiosa. Nesse momento, a reflexão se torna mais lúcida e coerente com a realidade. O amor fati, que tanto o filósofo Nietzsche propôs, perde forças por conta da força da emoção e dos sentimentos que nascem da tragédia. Aliás, sugiro três livros para você ler e que podem lhe ajudar:
- O nascimento da tragédia
- O Crepúsculo dos Ídolos
- A genealogia da moral
Os autores dessas obras, vou deixar você pesquisar e ler essas 3 obras, porque, depois de ler os livros, será inútil a vida das tristezas dentro de você, pelo fato de que sua vida mudará completamente.
Saudades dos anos dourados
Quanta memória em seu coração! Recordar é fazer passar 2 vezes o coração pela mesma emoção. Os cheirinhos da comida aparecem, os amigos da infância são lembrados com mais força, os detalhes empíricos surgem entre interstícios e os olhos ficam lacrimejando ao reconhecer seu mundo, sua influência, sua força infantil e adolescência. Quantas perdas, quantas pessoas você não tem mais acesso, e o particular interior de sua consciência te coloca nos cenários de muitas coisas que sentiu e viveu. Tente se concentrar no tempo em que tinha 8 a 10 anos.
A neurociência trata muito bem dos valores do cérebro na vida adulta, em que muitos dos nossos conceitos surgem de traumas, perdas e escassez, mas também tenta estruturar sua mente em relação ao que hoje você tem por respeito ou por repúdio aos momentos da vida. Eu sugiro, em neurociência, que você conheça “Pedro Calabrez”, mestre em neurociência, comportamento humano e tomadas de decisão. Também estude essas áreas abaixo:
- SatSang (o encontro com a verdade)
- Filosofia da imparcialidade participativa
- Física Quântica
- Meditação
- História da psicanálise
Tudo está interligado, e todos esses estudos podem lhe oferecer uma vida suave de verdade, ao passo que, ao ler, verá que não há o que temer sobre o que hoje você vive.
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Existem emoções que irão te abraçar ao perceber que aquele lugar não comporta mais aquele tempo, quiçá aqueles elementos que te fazem sentir o que sente agora ao recordar tudo isso. Uns dirão: “Não volte àquele lugar porque as pessoas não estão mais lá e você vai sofrer ao se emocionar com o quanto aquele tempo mexeu com você”, e outros dirão: “Visite suas raízes, mesmo que as águas deste rio sejam outras e você seja outro, mas, na essência, tudo vive intensamente no eterno retrato da sua potência em ser.”
Portanto, fazer o exercício de reviver bons momentos em reflexão fará a vida ser mais leve e talvez você sinta orgulho de sua trajetória e de quão difícil foi suportar, superar e se tornar um ser humano incrível que você é hoje. Basta olhar quantas pessoas você poderia ajudar; seu coração diz: (ajude).
Tenha em mente: sua infância e adolescência não definem quem é você, mas provam quão intenso foi e quanto de tudo aquilo sobrou em você amanhã.
Palestras: @Palestrante Nilo Deyson Monteiro
