Comportamento Convivendo

A beleza dói!

Imagem de fundo de flores coloridas e sobre ela uma jovem deitada. Ela usa um vestido preto e cabelos longos e loiros.
Free-Photos / Pixabay
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Todos os dias vemos em capas de revistas, na televisão ou em redes sociais, mulheres e homens representando a beleza “ideal” imposta pela sociedade. Parece que quanto mais o tempo passa, mais é alimentado um padrão de corpo, de cabelo, de roupas e até mesmo do uso de maquiagens. É como se existisse uma única verdade em relação à aparência das pessoas, só que todas elas são diferentes, pensam diferente e se sentem bem consigo mesmas de formas diferentes. Mas, infelizmente, a visão e o comportamento de muita gente acaba detonando qualquer bem-estar alcançado por alguém que esteja fora do que lhe foi “ensinado” na televisão sobre beleza.

Uma grande verdade sobre este assunto é que a beleza dói! E quando falamos em dor, não estamos citando dores causadas por procedimentos estéticos ou algo do tipo, mas sim a dor emocional e o peso psicológico resultantes dos julgamentos e imposições que provêm da sociedade que acredita na existência de um padrão de beleza que deve ser seguido. Continue lendo e reflita sobre o assunto.

Porquê a beleza dói?

As pessoas são extremamente influenciadas por tudo o que acontece no mundo, mas quando o assunto é beleza e aparência, tudo fica muito mais sério. Passou-se o tempo em que os incômodos físicos que sentíamos eram somente nossos: hoje com as redes sociais, visualizamos inúmeras pessoas que apresentam uma saúde perfeita, um corpo perfeito e, por muitas vezes, propagandas que prometem resultados rápidos e quase instantâneos para quem quer se embelezar um pouco mais.

Antigamente, as questões que mais nos incomodavam eram relacionadas ao nosso corpo. Perder peso, colocar silicone, fazer cirurgia plástica para afinar o nariz ou alterar qualquer parte do nosso físico, eram as coisas que mais tomavam conta da nossa mente. Atualmente, além dessa carga de um padrão corporal, surgiram novos padrões de beleza: o cabelo perfeito, a boca carnuda que precisa de enchimento, a forma correta de se maquiar, harmonizações faciais, entre muitas outras coisas que observamos e acabamos absorvendo e tendo como verdades.

Por conta de tantos padrões criados e impostos pelo mundo, nós acabamos acreditando que devemos ser iguais às mulheres das capas de revista, aos homens fortes de academia ou a qualquer imagem perfeita de selfie que enfeite uma rede social. Sabe por quê? Porque além de uma aparência “bonita”, quem prega esses padrões de beleza também afirma que eles são sinônimos de saúde! Com os discursos limitados de uma sociedade cruel e superficial, sentimos a necessidade de aceitação – como se precisássemos ser aceitos por alguém, e como se para sermos aceitos precisássemos seguir seus ideais de beleza.

Imagem preto e branco do rosto de uma mulher. Ela está usando um chapéu de feltro grande e que cobre os seus olhos.
Pera Detlic / Pixabay

A partir de tudo isso, a beleza começa a doer. Olhar-se no espelho se torna um motivo de descontentamento. Renegamos o nosso próprio corpo, buscamos por procedimentos para parecer com alguém, para conquistar a silhueta dos sonhos e até mesmo para acreditar que se alcançarmos o visual que os outros tanto admiram, começaremos a admirar a nossa própria imagem.

A beleza dói, porque na maioria das vezes não nos embelezamos para nós mesmos. Nós vivemos em busca de um olhar mais carinhoso do outro, acreditamos que há empatia e bom senso na humanidade, mas nem sempre as coisas são assim – principalmente no mundo da moda e dos fitness de plantão. Corpo não define saúde. Magreza, muito menos. Estilo? Cada um tem o seu! Cabelo? Não existe nenhum igual, então por que vivemos querendo ser aceitos a partir das mentiras que nos contam? Cada um é cada um!

Autoaceitação

No mundo da beleza, existe uma verdade que você deve saber: o que importa é como você se sente diante do espelho. Você se sente bem? Se a resposta for sim, ótimo! Se você não se sente, qualquer necessidade de mudança deve partir da sua vontade, não do que os outros dizem ou mostram. O mundo real é muito diferente do mundo apresentado por trás de uma câmera! Tudo o que as pessoas apresentam são estereótipos de perfeição quase que inalcançáveis – pois além de inúmeros procedimentos estéticos que sim, você pode fazer, há muita alteração de imagem (photoshop). Então por que viver em busca de algo imposto pela sociedade, se você é incrível dentro da sua singularidade e do seu mundo real?

Essa busca incessante pelos padrões de beleza só gera frustração. As dietas rigorosas que afirmam resultados impressionantes fazem com que nos sintamos impotentes e renegados – tanto pelos outros quanto por nós mesmos. Não podemos acreditar no que dizem por aí! Só nós sabemos quem somos e o que é melhor para a nossa vida!

Imagem de uma linda mulher negra com seus cabelos pretos e longos. Ela está sorrindo e usa um cachecol marrom envolta do seu pescoço.
Dean Moriarty / Pixabay

Não há corpo perfeito! Há apenas um corpo ideal, mas esse ideal é idealizado por cada um de nós ou simplesmente é o que achamos ser melhor para a nossa vida. Se as nossas opiniões forem contrárias às opiniões alheias, tudo bem! Enquanto para eles ser magra é algo bonito, para nós, ter um corpo plus size pode ser mais bonito ainda. Por que alisar os cabelos cacheados? Se você gosta dos seus cachos, assuma-os! A única coisa que não é aceitável é alguém vir nos dizer o que é ou não bonito. Cada um deve decidir o que é melhor para si. Seja mais flexível consigo mesma, liberte-se de toda essa visão extremamente limitada de beleza!

Mas e quando nós nos aceitamos e entendemos todas as imposições feitas pela sociedade, mas percebemos que as pessoas que amamos tentam nos colocar de volta na busca do corpo perfeito? Como lidar com body shaming e o preconceito?

Me aceitei, e agora? Como lidar com o body shaming?

Body shaming significa “vergonha do corpo”, mas não aquela vergonha involuntária que sentimos. Esse termo consiste em uma vergonha proporcionada por uma terceira pessoa, a partir de ofensas, comentários e opiniões. Esses julgamentos sempre existiram, mas atualmente estão mais constantes e mais fortes, vindos de pessoas que amamos e de pessoas que nunca vimos na vida.

Em tempos de internet, muitos se sentem no direito de “opinar” sobre o nosso corpo e acabam “proferindo” palavras maldosas sobre a nossa aparência – muitas vezes, travestidas de bons conselhos à nossa saúde, mas também de forma direta e cruel. Tais comentários nem sempre tão despretensiosos assim, acabam se tornando gatilhos muito perigosos às pessoas que sofrem body shaming.

Imagem preto e branco de duas lindas jovens de cabelos brancos sorrindo.
Cheryl Holt / Pixabay

Em âmbito familiar, esta vergonha imposta também acontece muito. Quando nos aceitamos do jeito que somos e desistimos de alcançar a perfeição dos padrões de beleza, muitas vezes somos intitulados como desleixados ou preguiçosos. Mas precisamos ir na contramão de todas essas vertentes do preconceito e dos ideais dos outros! Assim como o body shaming surgiu, o body positive veio com tudo para defender as diferenças e quebrar todos os padrões estéticos. O “corpo positivo” é um movimento que se contrapõe ao body shaming, e que ressalta a importância de se amar, respeitar-se e se cuidar – antes de qualquer assunto relacionado à beleza.

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Liberte-se dos olhares alheios! É você quem decide como é o seu corpo perfeito! A sociedade padronizada esteticamente costuma contar muitas mentiras, e você deve viver com a leveza de ser quem você é! Não carregue pesos ou dores! A beleza não tem que doer, mas sim lhe proporcionar inúmeros sorrisos e contentamento!

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