Autoconhecimento

A língua e o dever de refreá-la

Mulher sorrindo
Sergey Chetvertnykh/Pexels


Sempre tive como base de moral e ética o cristianismo, que de certa forma vai contra tudo que eu defendo, e sinto-me fascinado por esse motivo.

Vejo muitas críticas ao cristianismo, e em todos os casos discordo de todas as acusações, o fato que considero de extrema importância são os ensinamentos que são transmitidos por meio dos reais defensores desse modo de viver.

Lembro-me de uma passagem numa carta que carrega o título “Epístola de Tiago”. Segundo alguns cristãos o título deveria ser completado com o termo “justo”. O leitor poderá perceber por qual motivo esse termo deveria ser usado.

No terceiro capítulo, o autor dedica sua atenção para a língua e sua utilidade. Como utilizarmos esse pequeno órgão para abençoarmos e amaldiçoarmos o próximo, como diz o ditado popular:

Mulher sentada olhando para o mar a sua frente
Engin Akyurt/ Pexels

“Cura-se a ferida que uma espada faz; é incurável a que faz uma língua”. O ditado é correto no sentido em que estou utilizando-o. Esse pequeno órgão é capaz de destruir um corpo inteiro, o tolo faz sua própria vala, e o sábio permanece calado.

Aprendi, lendo Tiago, que quando conseguimos refrear nossa língua, somos capazes de refrear nosso corpo. Ele utiliza exemplos de sua época, o leme e o freio utilizados nos cavalos, ambos são pequenos instrumentos que comandam fortemente um animal selvagem e o barco em uma grande tempestade. O autor entende que esse órgão é capaz de contaminar o corpo por completo.

O nosso dever é refrear esse pequeno órgão, mas como isso é possível? Aprendi que podemos modificar todo esse contexto, quando aprendemos algo em nossas tribulações, adversidades etc.

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Claro que se você não aprendeu nada, é provável que sua situação seja completamente desgastante por falta de paciência; o sentido de paciência está fortemente ligado ao controle emocional e à capacidade de suportar situações desagradáveis. Logo, compreendi que antes de tentar controlar esse pequeno órgão, deveria trabalhar algo que considero

um pouco difícil, que é a paciência; quando perseveramos, entendemos que a paciência e a capacidade de controlar a nossa língua estão ligadas à característica de um ser humano completamente educado e humanizado, que não caiu em suas jactâncias.

Sobre o autor

Jonathan Gomes de Brito

Jonathan Gomes de Brito

Gosto de fazer leitura sobre diversos assuntos, ou seja, tudo que você tiver em mente eu posso escrever a qualquer momento de forma bastante respeitosa e que traga benefício para o leitor.

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