Autoconhecimento

A sociabilidade humana e seus benefícios

sociabilidade humana
Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos
Para as ciências humanas e sociais, em especial a sociologia, a principal característica do ser humano é a sociabilidade. Para essa ciência em particular, o homem é um animal social, e a sociabilidade é o que nos identifica como espécie. Enquanto animal social, o ser humano também é um ser seletivo.

A seletividade é o processo natural de escolha das pessoas e lugares que nos fazem bem. Dessa forma, ninguém escolhe estar do lado de uma pessoa ou em algum lugar que não lhe faça bem, ou que não seja agradável, que não lhe traga algum benefício, seja ele moral, emocional ou espiritual.

Estudiosos do comportamento humano, os filósofos e psicólogos costumam afirmar que pessoas e locais que nos fazem bem nos atraem. Isso significa dizer que quando viajamos para conhecer uma cidade, um novo país ou até mesmo para visitar um parente distante, só voltaremos se formos afetados positivamente.

Sabendo disso, os governos e as agências de viagens investiram na “pedagogia da acolhida”. Ou seja, turistas e clientes que são bem acolhidos, voltam sempre! Esse é um padrão observado pelas ciências humanas e sociais: conforme a empatia cresce, o amor também cresce.

No entanto, na sociedade atual, pela complexidade das relações, a empatia vem diminuindo entre as pessoas, e o amor também. O resultado dessa equação maluca: solidão, depressão, síndrome do pânico, estresse; doenças muito frequentes entre as pessoas atualmente.

sociabilidade humana

Com efeito, temos a sorte de viver em um momento em que os níveis de inteligência nos seres humanos são altos o suficiente para entender que ninguém vive sozinho, que precisamos sempre uns dos outros. Embora saibamos que vem ocorrendo o aumento da antipatia e do medo entre as pessoas, precisamos acreditar na sociabilidade humana. O homem contemporâneo precisa ser mais solidário com a própria espécie!

Nesse processo de sociabilidade, eu só serei feliz totalmente quando reconhecer o outro como parte integrante de mim. Isto é, o outro não é apenas um ser semelhante a mim. Ele é o que é porque eu sou parte integrante dele. Essa visão integralista contribui com a saúde mental e espiritual do ser humano. Dessa forma, o ser humano só será feliz totalmente quando conseguir reconhecer no outro aquilo que lhe falta e humildemente for lá pedir ajuda.

Por isso, acredito que vivemos na era em que a homogeneidade começa a acontecer. Sem essa mistura, ou sem o reconhecimento do outro como parte integrante de mim, o homem pode entrar num estado de barbárie perpétua. Se eu misturo tudo, se eu reconheço o outro como ele é – parte fundamental de mim – a antipatia diminui e aumenta a empatia. Aumentando a empatia, aumenta o amor entre as pessoas. Enfim, uma vida saudável e feliz é aquela que consegue desenvolver a consciência e a autoconsciência de que somos animais sociais, limitados e frágeis.

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Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).