Autoconhecimento

A vaidade exacerbada



Nós humanos somos vaidosos, pelo menos uma grande maioria. Alguns mais, outros menos. Dizem que a vaidade é o cuidado exagerado com a aparência. Você concorda com isso?

Os menos vaidosos dizem que o exagero em cuidar da aparência física tem como único objetivo atrair a atenção, a admiração e, por conseguinte, os elogios dos outros. É como se o vaidoso quisesse ostentar orgulhosamente sua beleza, suas posses, suas roupas, sua inteligência, enfim, suas qualidades e quantidades.

Claro que existem os vaidosos tipicamente egocentristas e soberbos, que criam um mundo à parte onde se tornam reis e rainhas e o resto da humanidade são meros súditos. Mas eu creio que ser vaidoso sem extremos é muito bom, é ter carinho e respeito por si, é cuidar-se e amar-se. É saber que uma boa aparência não é só beleza, mas higiene e cuidado.

Etimologicamente falando, “vaidade” vem do latim “vanitate”, que designa o que é vão, fútil, o que é vazio.

Ao meu ver, a vaidade é vazia quando o indivíduo só se preocupa com ela, só se enxerga através dela e se compara aos outros através do seu conceito extremista de vaidade. Ninguém pode estar melhor do que ele, ser mais do ele (mais rico, mais inteligente, mais bonito, mais engraçado). O vaidoso exagerado se preocupa constantemente com o que os outros pensarão sobre ele. Esse tipo de indivíduo precisa sempre estar com a melhor roupa, o sapato mais bonito, o relógio mais caro, o perfume mais sensual. Sente medo da rejeição, se angustia com isso e, portanto, precisa diminuir e menosprezar o outro.

Já a vaidade dita normal é aquela em que a pessoa sente-se bem em ter uma “bela estampa”. Sente-se mais segura, mas não se sente superior a ninguém. A vaidade sem exageros pode ser empregada até em benefício da coletividade. Algumas pessoas sentem vergonha de dizer que são vaidosos justamente por medo de serem taxados de superficiais e egoístas. Acredito que a vaidade desmedida é sim prejudicial, faz com que a pessoa viva atormentada em busca do corpo perfeito, obcecada pela sua imagem no mundo. Esquece-se de que o seu eu interior é muito mais importante do que o exterior. É de dentro que vem toda a beleza, simpatia e carisma.

Eu termino por aqui com essa frase de François La Rochefoucauld, para reflexão:

“O que nos torna insuportável na vaidade dos outros é que ela colide com a nossa.”

Sobre o autor

Lúcia Maria de Almeida

Lúcia Maria de Almeida

Sou formada em Administração de Empresas, duas pós-graduações na área administrativa, reikiana, esteticista facial e atualmente faço um curso de Psicanálise Integrativa. Sou colunista do site "O Segredo" e tenho duas páginas no Facebook e uma no Instagram com textos e poemas.

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