Espiritualidade

Aparições

Fantasma de lençol com a mão erguida sobre o pano
Ryan Miguel Capili / Pexels / Canva
Escrito por Nilton C. Moreira

Sempre me perguntam se é possível uma pessoa que já morreu aparecer entre os chamados vivos. E eu respondo que sim, até porque a morte como conotada pela maioria das pessoas não existe! O que realmente acontece é que apenas passamos do plano carnal para o plano espiritual, mas continuamos com a mesma individualidade com um corpo fluídico.

Quanto a tornar-se visível um desencarnado, temos a experiência corriqueira por ocasião do sono, no qual nos encontramos na espiritualidade com vários irmãos nossos que partiram antes, entrando com eles em comunicação. As pessoas que, quando se acham na solidão ou na obscuridade, se enchem de medo, mas um malfeitor vivo é bem mais perigoso do que um desencarnado. “Uma senhora do nosso conhecimento teve uma noite, em seu quarto, uma aparição tão bem caracterizada que ela julgou estar em sua presença uma pessoa e a sua primeira sensação foi de temor. Certificada de que não havia pessoa alguma, disse: “Parece que é apenas um espírito; posso dormir tranquila.”

Os desencarnados nem sempre podem manifestar-se visivelmente, mesmo em sonho e malgrado ao desejo que tenhais de vê-los. Pode dar-se que obstem a isso causas independentes da vontade deles. Quanto às pessoas que vos são indiferentes, se é certo que nelas não pensais, bem pode acontecer que elas em vós pensem.

Fantasma de lençol sentado sobre cama
Ryan Miguel Capili / Pexels / Canva

Os animais como, por exemplo, cavalos empinam e recusam-se a andar para frente por motivo de aparições que assustam os cavaleiros que os montam.

Muito mais frequentes do que julgamos são as aparições. Porém muitas pessoas deixam de torná-las conhecidas por medo do ridículo e outras as atribuem à ilusão. Parecem mais numerosas entre alguns povos. A credulidade então faz que se vejam efeitos sobrenaturais nos mais vulgares fenômenos: o silêncio da solidão, o mugido da floresta, as rajadas da tempestade, o eco das montanhas, a forma fantástica das nuvens, as sombras, as miragens, tudo enfim se presta à ilusão para imaginações simples e ingênuas, que de boa-fé narram o que viram ou julgaram ver. Porém, ao lado da ficção, há a realidade, mesmo que não queiramos admitir.

Muitas vezes vemos pessoas que não identificamos como conhecidas cruzarem conosco e não demonstrarem a mínima atenção à nossa presença. São os chamados Agênere.

Portanto não nos surpreendemos se nos depararmos por aí com alguém que já se foi. Não é comum, mas é normal, amigos.

A vida continua.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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