Convivendo

Aperto de mão

Duas pessoas apertam as mãos. Ao fundo, há grama.
Vitaliy Nazarenko / 123RF
Escrito por Nilton C. Moreira

A pandemia mexeu com tudo no planeta. Influenciou novas modalidades de relacionamentos e fez com que pessoas que estavam distantes se aproximassem e expressassem em pensamento ou via redes sociais sentimentos de carinho e fraternidade.

A caridade também passou a ser exercitada em maior amplitude, já que muitos perderam seus empregos e passaram a viver da ajuda de outrem e de grupos de solidariedade. As entidades de amparo e religiosas tiveram de se adaptar para receber seus seguidores e não deixar de fornecer, além do alimento material, o espiritual, pois nesses momentos em que a tristeza invadiu os lares em razão da perda pela doença de pessoas amadas, a melancolia com depressão se acentuou.

Certamente vamos sair desta situação mais fortes e com mais fé. Cada um poderá avaliar em que melhorou, no que diz respeito a caminhar na direção da evolução almejada pelo Pai.

Também o beijo, o abraço, o afago foram postos de lado, pois passaram a ser risco de contágio. Muitos que não respeitaram isso foram causa de contaminação, amargando procederes errôneos.

Talvez um dos gestos mais comuns, que mais ficou prejudicado, foi o aperto de mãos, esse costume que sempre fez parte do cotidiano ao longo dos tempos. O aperto de mãos, que é a consolidação mais respeitosa e calorosa existente, foi relegado a segundo plano, sendo substituído pelo famoso “soquinho” ou abano de mãos.

Duas mulheres apertam as mãos.
Cytonn Photography / Pexels

Um aperto de mãos sempre disse tudo, principalmente quando acompanhado do olhar no olho e de uma expressão simples “como vai”. Ele selava compromissos dos mais delicados até gestos de agradecimento.

Claro que existiram apertos de mãos que aconteceram apenas para cumprir protocolo ou formalidades, sem haver nesse momento uma energia salutar, calorosa. O aperto de mãos de alguns políticos, por exemplo, sem o olhar no olho, nada significou, mas aquele que é seguido pela conexão e pelo sorriso certamente foi o mais nobre dos sentimentos.

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A mão estendida sempre será o gesto de maior apoio. Neste dia 21, em que se comemora o aperto de mãos, vamos nos lembrar daquelas pessoas que sempre nos confortaram e nos ajudaram com a mão sincera, principalmente a mão amiga do mestre, que nunca deixou de nos ser estendida, para nos levantar e dar forças para seguirmos em frente.

Esperemos mais um pouco, nos cuidemos, façamos nossa parte. Em breve voltaremos ao aperto de mãos.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
Email: cristaldafonte@gmail.com
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