Convivendo

Dia dos Namorados

Homem e mulher brancos abraçados.
Oleksii Hrecheniuk / 123rf
Escrito por Denis Schaefer

A inspiração para a instituição do Dia dos Namorados vem da época do papa Gelásio, no século V, em referência ao sentenciamento e à morte de São Valentim, em 270 d.C., por contrariar as ordens do imperador de Roma, Cláudio II, que proibiu as celebrações de casamentos dos jovens em idade de serviço militar.

No Brasil, o Dia dos Namorados foi fixado próximo ao dia de comemoração de Santo Antônio, o santo casamenteiro, por causa da necessidade de melhorar as vendas no comércio, tradicionalmente fracas no mês de junho.

O namoro é um dos passos anteriores ao casamento; é a fase de aproximação e di conhecimento do futuro casal. Para que o casamento seja bem-sucedido, essa fase inicial é de extrema importância, pois permite que se tenha uma ideia mais profunda sobre as qualidades e os defeitos do outro.

Homem e mulher brancos de mãos dadas.
Pablo Heimplatz / Unsplash

A sabedoria da cabala enumera uma série de pontos que temos que considerar para que o namoro dê certo e resulte em uma união feliz e estável. O primeiro deles é saber se estamos preparados para assumir um romance ao lado de uma pessoa. Será que somos equilibrados emocionalmente? Temos a maturidade de sermos responsáveis por nossas vidas, independentemente de estarmos ligados ou não a uma segunda pessoa? Temos uma vida própria ou somos dependentes das emoções e ideais de outros? Afinal, se não estamos preparados para viver as nossas próprias vidas de maneira equilibrada, muito provavelmente teremos uma vida também instável ao lado da pessoa amada. Antes de mais nada, temos que ser felizes conosco mesmo, estarmos satisfeitos e completos. Feitas essas primeiras reflexões, vamos ao segundo ponto, que é o conceito do poder de compartilhar para que ocorra um relacionamento saudável e construtivo. Não devemos namorar ou casar apenas para obter satisfação pessoal e resolver nossos problemas emocionais e até mesmo financeiros. O foco, na verdade, deve ser ajudar e compartilhar com o parceiro. Ao mantermos o pensamento de ajudar o outro em sua evolução — e se o outro pensar da mesma forma —, formamos uma energia circular infinita, na qual os dois construirão um fluxo de ajuda mútua, uma espiral de prosperidade e felicidade. Sendo assim, compartilhar acaba por ser também receber. Se pensarmos apenas em receber do outro, a união acaba por causa do egoísmo mútuo. Completada essa segunda reflexão, vamos ao terceiro ponto, que é o de que, por mais distante e difícil que seja, existe um parceiro ou uma parceira que está nesta dimensão terrena e que nos completa para o cumprimento de nossa verdadeira missão espiritual. A força do universo, enfim, vai favorecer esse encontro de almas, para que o destino se realize.

Ao fim, a escolha é nossa: iniciar um namoro e seguir em frente (ou não). O principal é saber que a vida a dois é para ser recheada de prazer e alegria, com a concomitante evolução espiritual, em proveito da humanidade. O namoro é o início de uma caminhada espiritual a dois que se tornam um nos mundos superiores.

Sobre o autor

Denis Schaefer

Denis Schaefer, oficial da Marinha do Brasil - formação em ciências navais, com ênfase nas matérias de administração, Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo, Cabalista, Escritor e Palestrante.

Estuda e divulga os conhecimentos da cabala, sabedoria que desvenda os códigos ocultos da Torá (Bíblia). Segue os ensinamentos de Isaac Luria (ARI), renomado cabalista do século XVI, que viveu em Israel, tendo estudado em diversas escolas, sendo as mais recentes dirigidas pelos rabinos cabalistas Rav Berg e Rav Joseph Saltoun. Realizou suas primeiras palestras após viagem iniciática em Israel, Marrocos e Espanha, onde visitou as principais fontes e teve muitas inspirações. Promove encontros de cura e meditação.

A missão de minha vida é de revelar a luz do Criador ao mundo, para que todos vivam em sua plenitude, alegria e paz.

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