Convivendo

A importância do abraço

Duas mulheres se abraçando.
Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos

O abraço como forma de cumprimento, saudação ou acolhimento é a mais pura manifestação de afeto. Ao ser abraçada, a pessoa se sente acolhida, protegida, amada. Este texto fala sobre o abraço como forma de afeto, de terapia, de cura.

O abraço deve ser entendido como uma forma de entrega, de acolhimento, de amor. Não pode ser um mero cumprimento de alguém que parte ou que chega. O abraço, conforme canta Jota Quest, é “o melhor lugar do mundo”.

Existem vários tipos de abraço: “o abraço amigo”, “o abraço da morte”, “o abraço da chegada”, “o abraço da partida”, “o abraço da cobra”, “o abraço da mãe”, “o abraço do pai”, “o abraço da sogra”.

Qual desses abraços você prefere?

O abraço é a mais pura manifestação de afeto. Além de ser um gesto de carinho, consiste numa maneira respeitosa de acolhimento. Quando abraçamos ou somos abraçados por alguém, geralmente nos sentimos acolhidos. O abraço nos afeta. Ninguém fica indiferente ao abraço.

Existem culturas que não adotam o abraço como forma de acolhimento. Os latinos, por exemplo, praticam mais o abraço do que as pessoas de países do oriente. No entanto isso não significa que eles não são carinhosos, são maneiras culturais diferentes de demonstrar afeto.

Vários profissionais da área da saúde recomendam o abraço como terapia. Especialistas afirmam que o abraço ajuda na diminuição de doenças cardíacas; na redução do nível de estresse, no controle da ansiedade; enfim, torna as pessoas mais felizes.

Sendo a felicidade o fim último da existência humana, ao receber ou dar um abraço, o ser humano se sente feliz, realizado. O abraço libera energia positiva. O abraço revigora. O abraço cura.

Pratique o abraço terapia!

Repito: o abraço é a forma mais democrática de demonstrar afeto. No entanto, se você é tímido, reservado, não gosta muito de abraçar as pessoas, eu digo: abrace o seu cachorro, o seu gato, o seu travesseiro. Abrace uma árvore, abrace você mesmo, mas não deixe de abraçar.

O abraço nos torna mais solidário, mais saudável, mais humano. Ele oxigena o sangue e evita doenças. A nossa autoestima aumenta, assim como a empatia. Quando abraçamos ou somos abraçados, tornamo-nos pessoas melhores.

Diante de uma sociedade tão pragmática, em que as pessoas não têm tempo para o outro, o abraço pode ser a porta de entrada para outras formas de amor, de carinho, de respeito, de compreensão.

O abraço ajuda no aumento da autoconfiança, do amor-próprio, da autoestima. Evita doenças cardíacas, emocionais e ajuda principalmente combater a depressão. Essa é a mais nobre das filosofias: abrace quem você ama, abrace sua família, abrace a vida!

Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).