Convivendo

Dia do Beijo (em tempos de pandemia)

Casal na rua usando máscara de proteção

O beijo é uma manifestação de carinho das mais presentes em nossos relacionamentos. Seja ele no rosto, singelo e puro, seja ele na boca, fruto de nossas paixões e afetos amorosos, o beijo demonstra zelo, apreço e cuidado. Beijamos aqueles que amamos. Deve ser desagradável e quase impossível beijar com ódio no coração, não é mesmo? A falta dessa demonstração, em tempos de afastamento social, pode gerar melancolia. O impacto de não podermos beijar as pessoas de nossas relações pode ser grande, porém, é o necessário para o momento.

Sabe-se que o temido vírus a que estamos combatendo se dispersa em gotículas de saliva, e muitos beijos podem deixar escapar saliva ou mesmo vir de troca de saliva. Considerando que muitas pessoas que incubam o vírus podem ser assintomáticas, a prevenção é pertinente e evitar os beijos pode, até mesmo, salvar vidas.

Mulher sentada no sofá segurando seu celular e sorrindo
123RF

Mas como podemos demonstrar afeto sem o contato físico? É importante usarmos as palavras para enfatizar o quanto amamos nossos amigos, pais, filhos, netos, sobrinhos, esposas e maridos. Se antes não demonstrávamos tanto, se antes tínhamos dificuldade em expressar nossos sentimentos, ou deixávamos os elogios para depois, agora é o momento: “eu te considero”, “você é muito importante para mim”, “eu te amo”, são, mais do que nunca, essenciais. Para os que não convivem conosco na mesma casa, a distância e a saudade podem ser aplacadas com videochamadas e áudios carinhosos. Preocupar-se com o outro é cuidar do outro. E, para os que estão próximos de nós, é preciso manter uma distância segura ou o uso de máscaras. Embora invisível, o perigo está à espreita.

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O Dia do Beijo pode ser comemorado quando tudo se acalmar e se normalizar. Certamente viveremos outra era, o início da regeneração do Planeta, marcada pelo controle do novo Coronavírus e por mais precaução com nossa saúde e com nosso bem estar. A preocupação com o que consumimos e com o modo que vivemos deverá ser constante.

Sabemos ser difícil, mas o resguardo parece ser a melhor opção para o momento; guardemos nossos beijos e abraços para um futuro bem próximo, que há de chegar a acalentar nossos corpos e corações.

Sobre o autor

Caroline Gonçalves Chaves

Caroline Gonçalves Chaves

Sou pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em psicopedagogia e TICs, também pela UFRGS. Como educadora, atuei na educação infantil e na educação de jovens e adultos (EJA). Sempre gostei de escrever, e nos últimos anos tenho me aventurado à escrita de contos infantis (meu primeiro livro, "Dorminhoca", foi lançado em 2019). Tenho afinidade, ainda, por temas como direitos dos animais, abolicionismo animal e veganismo, por acreditar que os animais não humanos são merecedores de respeito e possuem direitos como os animais humanos – eles são nossos irmãos nesta caminhada de evolução. Sou também estudante do espiritismo kardecista, trabalhando em uma sociedade espírita da minha região.

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