Autoconhecimento

5 valiosas formas de eliminar da sua vida o algoz que tanto maltrata você

Mulher sentada na cama com os olhos fechados e cabeça apontada para o teto. Parece estar feliz e relaxada.
Vanessa Milis
Escrito por Vanessa Milis

A profissão de coach me colocou no papel de observadora atenta dos relacionamentos, sejam eles conjugais, familiares, empresariais ou sociais.

Sabe o que mais me chama a atenção? A capacidade que alguns têm de eleger um algoz, sem perceber que vez ou outra somos nós o algoz uns dos outros.

Temos uma enorme capacidade de encontrar culpados para o vazio da nossa própria alma. Somos bons nisso. É muito prático transferir culpa quando vivenciamos ela dentro de nós. É mais fácil culpar do que admitir nossas falhas. Aprendemos a culpar o outro em lugar de perdoar.

Existe uma passagem bíblica de que gosto muito e que procuro reviver sempre que minha mente vira tribunal de inquisição, está no capítulo 8 de João, versículo 3 a 11:

“Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos e disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?” Eles estavam usando essa pergunta como armadilha, a fim de terem uma base para acusá-lo. Mas Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela”. Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão. Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando com os mais velhos. Jesus ficou só, com a mulher em pé diante dele. Então Jesus pôs-se de pé e perguntou-lhe: “Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?” “Ninguém, Senhor”, disse ela. Declarou Jesus: “Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado”.

Menina chorando para as amigas enquanto elas aconselham.

O que essa passagem me diz é: somos todos semelhantes. 

Muitas vezes, nosso algoz é espelho daquilo que somos ou fizemos. Ele vem muito mais para nos confrontar e dar oportunidade de mudarmos do que propriamente para nos condenar. A condenação é escolha de quem acusa, o perdão e a mudança são decisões unicamente de quem é acusado. É preciso, antes de tudo, perdoar a si mesmo, caso contrário seremos nós o nosso próprio algoz. E isso é o mais cruel, porque teremos que conviver com ele todos os dias.

Precisamos romper o ciclo vicioso da culpa. E isso só é possível se admitirmos que somos todos imperfeitos e passíveis de incontáveis escolhas e atitudes equivocadas. Erramos e erraremos inúmeras vezes na vida, e por um simples motivo: toda escolha tem consequências e renúncias.

Quando temos filhos, renunciamos noites de sono, vaidades, horas de lazer e até momentos de individualidade. Ao nos casarmos, renunciamos a “liberdade” de fazer o que bem quisermos, do jeito e na hora que desejarmos. Quando abrimos uma empresa, renunciamos decisões unilaterais, assumindo a responsabilidade de afetar vidas. Em todas essas escolhas teremos ganhos, que podem ser incríveis, se soubermos enxergá-los e dar valor a eles. Exemplos de alguns ganhos: com um filho vivemos um amor incomparável, temos um senso de proteção jamais visto antes, nossas ambições são potencializadas, visando elevar a segurança deles; no casamento temos com quem dividir nossos anseios, com quem conquistar realizações, namorar, falar besteiras e ser livres juntos; abrindo uma empresa, ganhamos força na execução, temos muitas mentes e braços em prol de objetivos e somos capazes de escalar resultados.

teclado com teclas escrito "prós e contras".

Tudo isso, é claro, precisa ser construído e alimentado diuturnamente. 

Toda relação diz respeito a uma escolha principal: que impacto essa escolha ou atitude vai gerar na minha vida a na das pessoas com as quais me relaciono?

Mesmo que nossa opção seja ficar só, não casar, não abrir uma empresa, não trabalhar em empregos tradicionais, não ter filhos, qualquer escolha gerará impacto.

Viver é assumir e gerenciar riscos. E viver exige envolvimento. Fugir disso é uma opção utópica, simplesmente porque somos seres relacionais. A menos que você fuja para uma ilha deserta e viva em isolamento total, terá que aprender a se relacionar.

Relacionar-se exige compreensão, porque nem sempre concordamos com as atitudes e escolhas do outro.

Para compreender é preciso conhecer a história, as origens, os pressupostos que formaram as crenças e as atitudes do outro.

Amigas conversando enquanto andam em parque.

Gostaria de compartilhar com você algumas das lições mais preciosas que pude aprender nestes 40 anos de vida, em relação a viver em paz, e que se tornaram as cinco valiosas formas de eliminar da vida o algoz que tanto mal faz a você:

1. Olhe para dentro sempre que algo o ofender ou desestabilizar – se gerou esse efeito, houve identificação;
2. Perdoe-se e corrija o erro sempre que possível – e não volte a cometer;
3. Compreenda o outro, só assim será possível perdoar – mesmo que não tenha a oportunidade de conhecer a história dele, certamente as experiências ou as más escolhas forjaram seu algoz;
4. Dê um tempo a si mesmo(a) – muitas vezes os sentimentos momentâneos não permitirão a você “digerir” a situação, é preciso dissolver o ocorrido e isso só se faz cumprindo o próximo item;
5. Invista no desenvolvimento da sua Inteligência Espiritual – isso está além da religiosidade – é uma competência decorrente do autoconhecimento, centramento, ampliação da consciência, maturidade e muito treino.

O pior algoz que você pode ter na vida é uma consciência pouco desenvolvida e presa em julgamentos. Assuma a responsabilidade dos resultados que você pode gerar.

Gratidão


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Sobre o autor

Vanessa Milis

Vanessa Milis

Desde 2010, quando fundei o Instituto Realize, atendo organizações, como Imex, Seventh, SC Gás, Nith Treinamentos, Titia Avó Maria Coxinha, Renaux View, SBT, Damásio Educacional, Costão do Santinho, Petrobras, UATT?, Motorfort, Aemflo/CDL, e outras centenas de organizações que treinei e assessorei nas áreas de liderança, vendas, desenvolvimento de equipes e atualmente na ampliação da mentalidade 4.0 e inovação.

O meu porquê é: despertar e habilitar nas pessoas a incrível capacidade de transformação e geração de resultados que elas têm.

Tenho trabalhado para conectar o EU DIVINO de cada ser humano à capacidade de inovar e fazer a diferença nos negócios e na vida.

Acredito que é por meio da atuação profissional que revelamos nosso poder de promover transformações positivas no mundo. Nesse sentido, creio que a Transformação Digital e a Era dos Negócios 4.0 ampliem esse poder.

Minha experiência de 15 anos no universo do e-business, paralelamente às experiências em T&D e à vivência no ecossistema de startups, me credibiliza para dar contribuições substanciais neste momento de mercado e cumprir minha missão.

Meus números | Comprovação Técnica:
• Mais de 10 mil horas em atendimentos em coaching e mentory
• Mais de 5.700 pessoas impactadas diretamente
• Mais de 230 empresas atendidas

Formei e consolidei uma abordagem de trabalho eficaz, que virou acrônimo do meu sobrenome M.I.L.I.S (Mentalidade 4.0, Inovação, Liderança, Inteligência Espiritual e Sucesso). Por meio desses elementos, navego pelo contexto da Transformação Digital – Inovação, Cultura e Gestão 4.0. Gosto muito do atual momento de mercado, que traz inúmeras oportunidades e excelentes desafios que serão um divisor de águas para aqueles que estiverem preparados para lidar com a era 4.0 dos negócios. A 5.0 bate à porta, então vamos lá!

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