Autoconhecimento

Como o autoconhecimento pode influenciar nos esportes

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Escrito por Eu Sem Fronteiras

Para um atleta alcançar o máximo desempenho em sua modalidade não bastam anos de dedicação e privação. Existe um outro fator além do talento e das horas de treinamento que é fundamental na hora de distinguir um atleta excepcional de um bom atleta: sua mente.

Pouco importa se você é um atleta de alta performance ou apenas um amador, estudos comprovam que o preparo mental é tão ou mais importante quanto o preparo físico, podendo ser o fator-chave numa conquista… ou numa derrota.

Isso mostra a importância do autoconhecimento como ferramenta para se destacar neste meio tão competitivo. Somente o autoconhecimento é capaz de nos proporcionar a busca interior das condições favoráveis à nossa performance. Isso acaba promovendo um nível de automotivação elevadíssimo, influenciando de forma positiva tanto o lado profissional quanto o lado pessoal.

Em sua obra A Arte da Guerra, o general chinês Sun Tzu diz: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem seu inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil (Author), CC Public Domain

Arnold Schwarzenegger, que revolucionou o mundo do bodybuilding graças a uma determinação e foco jamais vistos antes, sempre reconheceu o papel do controle emocional em sua vitoriosa carreira:

“O corpo nunca responderá completamente aos seus treinamentos até que você entenda como treinar a mente também. A mente é um dínamo, uma fonte de energia vital. Essa energia pode ser negativa e trabalhar contra você ou pode ser utilizada para dar-lhe treinamentos inacreditáveis e desenvolver um físico que se mantenha até suas mais entusiásticas expectativas.”

Basta olhar o mais recente e marcante desastre do esporte nacional, o famigerado 7 a 1, para entendermos o papel crucial do autoconhecimento e consequente controle emocional no mundo das competições. Sem querer desmerecer a superioridade técnica e coletiva da seleção alemã naquele momento, mas apenas uma completa desestruturação mental é capaz de explicar a vexaminosa atuação da equipe brasileira.

O autoconhecimento também exerce outro papel fundamental no campo esportivo pois, quando conhecemos a nós mesmos, damos o primeiro e fundamental passo para compreender como nosso adversário se comportará.
Isso explica porque os atletas de alto rendimento vêm investindo cada vez mais em estruturas multidisplinares, destacando-se aí o papel da psicologia esportiva. O equilíbrio psicológico permite que o atleta consiga manter um excelente estado de atenção e presença, além de dominar pensamentos e emoções negativas. E o melhor: esta não é uma habilidade inata e pode ser desenvolvida através de trabalhos específicos.

O mesmo se aplica ao atleta amador. Apesar de seu objetivo ser diferente do atleta de alto rendimento, o amador também precisa cuidar da mente para cumprir suas metas. O mais importante é entender o que a pessoa busca ao iniciar uma determinada prática esportiva. Com isso em mente, basta desenvolver um plano que atenda suas motivações e partir para a execução.

O autoconhecimento pode ser ainda mais importantes em modalidades que não exigem o esforço físico como é o caso dos esportes mentais, modalidades cujas táticas e estratégias exigem um nível de controle pessoal elevado. Saber identificar seus erros, persistir em suas qualidades e ter uma boa leitura do adversário evitam que o atleta entre em conflito mental nos momentos de grande tensão. Os esportes mentais, como já falamos aqui, também ajudam a deixar o cérebro mais afiado e longevo.

Por fim, precisamos entender que a mente não está separada do corpo e que ambos são diferentes expressões de uma mesma coisa: a vida. Ou seja: o que se passa com a mente tende a afetar o corpo e vice-versa. E é por isso que o esporte se destaca como uma das melhores (e mais prazerosas) maneira de trabalharmos o nosso autoconhecimento.

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