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Como recuperar competências de leitura e de escrita assoladas pela pandemia?

Criança asiática lendo livro.
Jerry Wang / Unsplash

A pandemia devastou todos, mundialmente. Crianças, jovens, adultos e idosos tiveram suas rotinas e saúdes afetadas, sem mencionar as milhões de vidas que foram ceifadas. A escola e o docente de educação infantil, bem como o de ensino fundamental e médio, possuem papel cabal e indiscutível na caminhada escolar dessas crianças e jovens sobreviventes à Covid-19. Mas como retomar as atividades e recuperar as tão essenciais competências de leitura e de escrita?

É necessária, mais do que nunca, a união de governo, família e escola, visando atenuar os efeitos tão arrebatadores do vírus, que repercutiram nas mais diversas esferas. No cotidiano escolar, é sabido que o afastamento e a inibição das aulas presenciais ocasionaram, acentuadamente, a perda da fluidez nas aprendizagens de leitura e de escrita que, bem sabemos, são processos que não podem ser descontinuados. Assim, as entidades governamentais precisam buscar soluções e recursos para, na atual normalização do cotidiano das pessoas, atender às demandas da escola, fornecendo verbas e estrutura para a retomada das atividades. O papel da escola jamais pode ser menosprezado, mas a condição em que a educação se sustenta, no Brasil de hoje, sabemos ser deficitária, muito porque os governantes não dedicam a ela o cuidado necessário. Ter a educação como uma das prioridades é fundamental.

Criança branca lendo livro.
Stephen Andrews / Unsplash

Do mesmo modo, cabe aos professores e aos dirigentes escolares a tarefa de reunir práticas educacionais efetivas, planejamentos sólidos e atividades ricas, com o suporte de boa literatura. A reinvenção da práxis, adaptando nossos modos de ministrar aulas à realidade da pandemia e à nova realidade dos alunos, deve ser a base do novo método de ensino. O professor consciente e progressista, dotado do verdadeiro espírito docente, que reconhece seus alunos como indivíduos capazes de escrever seus próprios destinos, sempre os apoiará nessa caminhada, e os livros são “a melhor invenção do homem”, já dizia Carolina Maria de Jesus, notória escritora brasileira.

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À família é dado o objetivo de apoiar seus tutelados e fornecer a estrutura necessária aos estudos, incentivando leituras em casa, presenteando os menores com livros e realizando contações conjuntas, no caso dos bem pequenos.

Não é fácil superar uma inesperada pandemia, mas a dedicação mundial aos cuidados, à ciência e à retomada da rotina escolar vão, certamente, ofertar o progresso que almejamos. Acreditar na ciência é confiar nela, acreditar na escola é apoiá-la e ver a educação como arma poderosa a modificar o mundo, parafraseando Nelson Mandela.

Sobre o autor

Caroline Gonçalves Chaves

Sou pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em psicopedagogia e TICs, também pela UFRGS. Como educadora, atuei na educação infantil e na educação de jovens e adultos (EJA). Sempre gostei de escrever, e nos últimos anos tenho me aventurado à escrita de contos infantis (meu primeiro livro, "Dorminhoca", foi lançado em 2019). Tenho afinidade, ainda, por temas como direitos dos animais, abolicionismo animal e veganismo, por acreditar que os animais não humanos são merecedores de respeito e possuem direitos como os animais humanos – eles são nossos irmãos nesta caminhada de evolução. Sou também estudante do espiritismo kardecista, trabalhando em uma sociedade espírita da minha região.

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Livro: autografia.com.br/?s=dorminhoca