Convivendo

Contato de Emergência

Corpo físico indo em direção ao seu Eu Interior
Carolina Zambelo
Escrito por Carolina Zambelo

Esses dias tive que preencher uma ficha cadastral burocrática que com certeza foi usada como ferramenta pelo Universo para me obrigar a olhar algumas questões internas. A ficha começava com perguntas simples como nome, números de documentos e terminava com perguntas relacionadas à saúde. Depois de eu preencher informações sobre o convênio médico e as minhas alergias, lá estava: Contato de Emergência!

Paralisei por alguns longos minutos. Nenhum nome me vinha à cabeça. Fiquei encarando aquele espaço em branco e foi desesperador. Se alguma coisa grave acontecer comigo, para quem eles devem ligar? E nada! Quando dei por mim, estava com as mãos suando, coração acelerado e uma baita vontade de chorar. Respirei fundo e me concentrei em ficar calma.

O que senti naquele momento foi uma desesperadora sensação de abandono e solidão, pensei comigo mesma: Mano do céu, estou sozinha no mundo!

Eu já vivenciei esse sentimento outras vezes. E naquele momento toda dor do passado emergiu como um vulcão em erupção espalhando suas lavas sem controle para tudo quanto era lado.

Após esse primeiro momento de pânico, comecei a trocar uma ideia com meu EU interior. Sei que não estou sozinha na vida, que estou cercada de pessoas queridas com quem posso contar para milhões de coisas. E no final de tudo, consegui colocar dois nomes lá de pessoas que estão por mim.

Copo de água transbordando

Mas isso mexeu tanto comigo que 3 dias depois ainda reverbera aqui dentro. Porque, por mais que você possa, sim, contar com outras pessoas, no final das contas, somos nós e ponto. Pensei no meu ex-namorado, que seria um dos primeiros nomes, mas olha que coisa, pude contar com ele por um período X, terminamos e ele não faz mais parte da minha vida. Pensei em minha mãe e meu irmão, eles moveriam céus e terras por mim, mas estão morando em outro país. Pensei em algumas amigas, tios, mas sei que cada um está ali vivendo o seu caos e sua história.

E no final disso tudo a conclusão a que eu chego é a de que pessoas se mudam, têm suas prioridades; elas entram e saem da nossa vida, mas nós sempre ficamos. Seremos sempre nós por nós mesmos. Por isso, tenho certeza de ser cada vez mais essencial buscar por mim e por quem realmente sou, sem me importar com a opinião e o julgamento alheio. O compromisso precisa ser comigo e ponto, doa a quem doer. Não faz sentido querer seguir o fluxo, agradar quem quer que seja.

Entendi tudo isso como mais um chacoalhão. Como um: “você não pode desistir!”, “não se desconecte”, “continue, pois você está no caminho certo!”.

E, dessa forma, estou seguindo e descobrindo cada dia algo novo, encontrando a ordem em meio ao caos e escrevendo a minha história!

Namastê!


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Sobre o autor

Carolina Zambelo

Carolina Zambelo

Jornalista, aquariana, mãe do Dudu (um maltês de 6 anos), tia da Bella e do Matheus, otimista por vocação, muita fé em Deus e na vida e sempre em busca da minha melhor versão.

Desde pequena sou ligada aos assuntos que envolvem esse mundo “oculto”, sempre acreditei em forças superiores e que a vida é algo muito além do que nossos olhos são capazes de enxergar, pelo menos, os olhos físicos.

Como um ser que ainda não se iluminou, coleciono tropeços, lágrimas, recomeços, mas também acertos lindos, sorrisos e muito amor!

Meu desejo é que meus conhecimentos humanos, espirituais e profissionais possam levar muita coisa boa para o maior número de pessoas possível e transformar vidas. Inclusive, foi por esse motivo, que ainda criança, decidi ser jornalista. Sempre acreditei que a informação revoluciona e é capaz de mudar o mundo.

Que essa missão perpetue e que seja incrivelmente linda para todos nós.

Gratidão. Namastê!

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