Convivendo Energia em Equilíbrio Terceira Idade

Trabalho e utilidade na vida moderna

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Com as recentes mudanças na lei da aposentadoria, muitos lamentaram que provavelmente trabalharão a vida toda. Se já é difícil para aqueles que vivem nas cidades sobreviver por muito tempo às “rotinas de escritório”, mais complicado ainda será para os trabalhadores do campo, que enfrentam uma rotina árdua ao cultivarem a terra, rotina que ficará ainda mais severa conforme a idade avançar.

De fato, ninguém merece uma rotina exaustiva e a velhice é o período em que deveríamos descansar. Porém, não querendo defender essa reforma previdenciária, mas apenas levantando outro ponto de vista: se é ruim trabalhar muito, não ter a possibilidade de sentir-se útil também não é nada prazeroso.

É claro que para quem lê esse texto às oito horas da manhã em pleno expediente não encontrará muito sentido nestas palavras, mas é preciso ter sensibilidade também em relação àqueles que se abatem por não ter um emprego ou que chegarem numa idade avançada sem se sentirem úteis para a sociedade. Pesquisas recentes apontam que os idosos que não se sentem úteis têm uma expectativa de vida menor. Embora não seja tão claro, há maneiras muito além do simples trabalho remunerado para que nos sintamos úteis.

“Se acendermos uma tocha para os outros, iluminaremos também o nosso próprio caminho”, diz um velho pensamento de origem budista. Geralmente restringirmos o que consideramos “ser útil” à materialidade, ou seja, aos esforços físicos ou monetários, mas a utilidade é algo muito além disso. Podemos ser úteis aos outros das mais variadas maneiras, seja fazendo algum tipo de trabalho voluntário ou simplesmente ouvindo outra pessoa. Já pensou em passar uma tarde num asilo, por exemplo, ouvindo os idosos e suas histórias?

Prestar apoio e solidariedade a outra pessoa, ouvindo-a e mostrando-se atencioso ao problema dela é uma das maneiras mais eficazes de ser útil para alguém. Num tempo pautado pelas redes sociais e pela necessidade de termos uma opinião sobre qualquer coisa, a audição torna-se algo cada vez mais raro na sociedade e, consequentemente, torna-se ainda mais útil para todos.


Texto escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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