Comportamento

Coragem!

Roberto Guelfi
Escrito por Roberto Guelfi

Coragem; cor agem (lat. coracticum)

Coragem = ato de agir com o coração

A origem da palavra já mostra seu verdadeiro significado. Ter coragem significa agir com o coração, cujo chacra correspondente – o cardíaco – é a sede das emoções. Portanto, ter coragem significa agir com base nas emoções.

No ser humano, as emoções pertencem a dois níveis diferentes de frequência vibratória: a emoção menor, ligada aos instintos, e a emoção maior, ligada ao espírito. As duas, no entanto, têm como sede o coração.

No grupo das emoções menores, encontram-se o ódio, o medo, a paixão, o ciúme, a inveja, a raiva, a arrogância, o apego, o vício e todas as demais que se considerem emoções negativas e que têm como referência o ego. No grupo das emoções maiores, distinguem-se o amor incondicional, a generosidade, a confiança, a honestidade, o desapego, entre outras que se considerem emoções positivas e que têm como referência o espírito.

sentimentos positivos e negativos

Assim, a coragem pode ter como motivação emoções de qualquer um dos grupos: o da emoção menor ou o da emoção maior. Portanto a coragem, por si só, não é uma virtude, pois a virtude depende de que a ação seja motivada pelo grupo das emoções maiores. No entanto, a coragem, qualquer que seja sua motivação, é um instrumento fundamental do processo evolutivo do ser. Vejamos.

Coragem de matar, de roubar, de ofender, de brigar, por conta das emoções menores, não é virtude. A coragem-virtude é aquela que nos faz ser verdadeiros diante da falsidade, nos faz ser humildes diante dos arrogantes, nos faz ter fé, diante do medo, nos faz amar diante do ódio, nos faz liberar entes que amamos, pelo Amor que temos por eles.

Existem, pois, dois tipos de coragem: a coragem maior, permeada com emoções maiores, e a coragem menor, motivada pelas emoções menores.

pessoa com coragem

Evoluir demanda coragem, sem a qual iniciativas inusitadas, de consequências imprevisíveis que nos impulsionem para o desconhecido, jamais seriam tomadas. O estado de consciência de cada ser é que vai determinar qual tipo de emoção ativará a coragem para o novo. Nos patamares mais baixos de consciência, as emoções menores são a alavanca que desperta a coragem para a ação. Mas, à medida que o ser desperta para o espírito, as motivações da coragem assumem suas qualidades maiores.

A coragem para dirigir em altas velocidades, ultrapassando todos à sua frente, converte-se em coragem para, com humildade, ceder a ultrapassagem a quem prefere dirigir mais rapidamente. A coragem para enfrentar um desafeto em uma briga se converte na coragem para interferir com gestos e palavras de conciliação, diante de um desentendimento entre inimigos. A coragem de mentir, para encobrir malfeitos, converte-se na coragem de reconhecer e assumir a responsabilidade por erros cometidos.

Ao avançar a consciência, a coragem induzida pelas motivações menores mostra suas consequências pedagogicamente deletérias e passa a ser evitada, ao ponto em que valores emocionais mais sutis passem a ser percebidos como disponíveis para a indução da coragem. Por outro lado, o percurso do comportamento humano induzido pela coragem maior, ao longo da escala evolutiva, mostra seu valor, motivando seus protagonistas a investirem cada vez mais em emoções maiores como combustível para sua coragem de agir. Essa é a estratégia cósmica para garantir a evolução do ser humano.

Homem refletindo

Assim sendo, a coragem, em qualquer nível de consciência, é a mola da evolução. Aqueles que se paralisam diante das crises ou das oportunidades perdem o trem do crescimento pessoal.

Siga seu coração!! Mas, antes, tenha a certeza de que é ele que está falando…

Sobre o autor

Roberto Guelfi

Roberto Guelfi

Espiritualista, escritor, revisor literário, músico amador. Seu trabalho é divulgado na mídia digital e por meio de livros que propaguem a Luz.

De formação profissional na área de gestão de empresas e na área acadêmica, particularmente em finanças, desde muito jovem tem se lançado ao desafio de seguir o roteiro, imposto pela consciência de olhar para cima, para fora do sistema socioeconômico-cultural (a matrix), fazendo do desenvolvimento da consciência seu projeto de vida, o que só parece fazer sentido se compartilhado com quem quer que se coloque na trajetória dessa intenção.

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Livro: Ousar Saber