Autoconhecimento

Desculpe o transtorno, mas precisamos falar sobre suicídio

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

A cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo. No Brasil são registrados 12 mil casos de morte autoprovocada por ano. São mais de 800 mil pessoas por ano que cometem suicídio em todo o planeta.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o suicídio e suas respectivas tentativas como uma das prioridades da agenda global de saúde. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens entre 15 e 29 anos. Então, desculpe o transtorno, mas é preciso falar sobre suicídio.

Muitos acham que quem comete suicídio tem a famosa “cabeça fraca”. É inseguro, carente, ansioso, estressado, medroso, fraco, e tantos outros adjetivos ruins, regressivos e com carga ruim. Engana-se quem pensa que somente pessoas assim tentam tirar a própria vida.

Há pessoas famosas (ou não), com carreiras profissionais consolidadas, com uma família de base sólida, bem resolvidas, cheias de saúde; e que mesmo assim entendem que sua única saída é tirar a própria vida, porque essa seria a única forma de acabar com o sofrimento e angústia que sentem.

Entender que acabar com a própria vida é a única saída, única solução, única alternativa viável. É entender que não há mais como escapar daquela dor que o consome totalmente por dentro.

É entender que não há mais o que fazer. Como cessar a dor? Como ser feliz novamente? Como fugir do sofrimento? Não há como. Angustiante. Frustrante. Amedrontador. Assustador. Enlouquecedor.

É preciso muita coragem para tirar a própria vida. É preciso ser muito bem resolvido para decidir parar de respirar para sempre. Prenda sua respiração pelo máximo de tempo que conseguir. Não respire! Faça isso. Com certeza chegará um momento que você vai desistir e vai puxar uma longa e profunda respiração.

Imagine não desistir de segurar a respiração. Tem que ser realmente muito corajoso. Para fazer isso, é preciso realmente entender que não há mais escapatória. É pensar que, não importa o que aconteça, a morte é melhor do que a vida. Ou a vida após a morte é melhor que a vida nesse plano. A vida da alma, a próxima vida, o inferno, o céu. Seja lá o que nos espera.

E não pode ser assim. É preciso achar uma saída. Se não sozinho, com a ajuda do outro, do próximo, do amigo, do familiar. É preciso ajudar! Vamos ajudar? Porque não é possível continuarmos aceitando que pessoas tirem a própria vida.

E a culpa não é delas! Ninguém tem culpa de se sentir sem saída. Ao contrário! Deve ser realmente desesperador. É preciso dar auxílio para essas pessoas, abrigo, abraço, carinho. É verdade que, muitas vezes, é difícil identificar essas situações.

Eles não podem se sentir sozinhos. Aliás, ninguém pode.

Por isso que é preciso ter políticas públicas, propaganda, anúncios, informações vindas de todos os lados. Ninguém deve ficar sozinho. Todos merecem um abraço quando precisam. Todos precisam daquele aconchego que encontramos no cafuné de quem amamos, naquela voz doce que diz “vai ficar tudo bem, respira e vai em frente”.

Porque vai ficar tudo bem mesmo. Para tudo na vida há uma saída, uma solução, um arranjo, uma reviravolta. É que é difícil ver isso sozinho. A sociedade precisa se unir contra o suicídio, e não contra as pessoas que o cometem. Vamos nos ajudar! Ajudar uns aos outros a vencer esse inimigo, que não avisa quando chega, que é silencioso, astuto e, infelizmente, destrutivo.


Texto escrito por Giovanna Frugis da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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