Autoconhecimento Comportamento

O valor da liberdade humana

Pés descalços andando em gramado verde florido.
Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos
Todo ser humano, em algum momento da vida, haverá de duvidar da existência da liberdade. No entanto, ninguém pode duvidar de que a natureza humana é formada essencialmente pela liberdade. Ou seja, a liberdade é uma condição fundamental da vida humana.

Se não fosse a liberdade seríamos qualquer coisa, menos seres humanos. Nesse sentido, somos o que somos pela liberdade. E o que vem a ser liberdade? Liberdade é a condição de autonomia do sujeito. É poder dizer não quando todos dizem sim.

Braços algemados quebrando as algemas.

A liberdade é a matéria-prima da felicidade humana. Quem é livre tem mais chance de ser feliz do quer quem não o é. Dessa forma, não pode haver felicidade na escravidão, no sofrimento, na dor. Por isso, devemos lutar sempre pela liberdade, seja ela qual for.

Toda forma de radicalismo, seja religioso, científico ou político não colabora com a liberdade humana. Ou seja, toda ação que visa diminuir a liberdade humana deve ser prontamente repudiada. Quem ama a liberdade luta pela liberdade!

Nelson Mandela com o punho levantado.

Naturalmente, liberdade não é libertinagem. Liberdade implica responsabilidade. Responsabilidade com a própria vida, com a vida do outro e, consequentemente, com a vida das futuras gerações. Não se brinca com a liberdade, pois quem a perde tende a valorizar.

A liberdade é o bem maior da existência humana. Quem é educado na liberdade tem mais chance de ser um defensor da liberdade do que quem não o foi. Somente quem é livre sabe valorizar a liberdade. Geralmente quem não ama a liberdade comete injustiça.

Mulher dançando com lenço vermelho.

Portanto, a criação de um mundo mais justo e igualitário para todos passa necessariamente pela compreensão do conceito de liberdade. Liberdade de expressão, liberdade de culto, enfim, liberdade para o ser humano ser o que ele quiser ser.

Você também pode gostar de:

Alguém pode pensar que isso é religião, mas não, é filosofia pura: onde existe liberdade existe o amor. A liberdade une as pessoas, constrói novos sonhos, aponta novos caminhos. Somente livre o ser humano vive em paz e pode desejar a paz ao outro!

Duas pessoas pulando em dia ensolarado.

Todo opressor não suporta ouvir a palavra liberdade. Geralmente ele pensa que a opressão é culpa do outro. O opressor nunca se coloca no lugar do outro. A opressão nasce quando a liberdade é retirada. Por isso, toda forma de opressão deve ser denunciada.

A lição mais importante dessa narrativa é que a liberdade deve ser conquistada e não herdada. Conquista significa “luta”, enquanto que herança significa “passividade”. Temos que lutar sempre por nossos direitos. Os direitos não vêm de graça, pelas redes sociais, sem luta!

Por isso, a cidadania é um processo de conscientização do sujeito. Por exemplo, se eu desejo um país mais justo, mais economicamente sustentável, etc.; a mudança deve começar por mim, e não pelo outro. Ou seja, o outro pode não querer a mudança!

Mãos juntas levantadas para o Sol.

No entanto, quem é livre não compactua com o status quo. A liberdade é radicalmente contra a exploração do homem pelo homem. A injustiça é incompatível com a liberdade. Somente livre o ser humano pode realizar-se em sua plenitude.

Longe ou por dentro das amarras do poder, quem ama a liberdade luta pela liberdade. Em todas as suas formas a liberdade deve ser exaltada, como cantou o poeta: “Liberdade, liberdade abre as assas sobre nós”.

Pena branca voando de gaiola.

Enfim, parafraseando o filósofo medieval Santo Agostinho que dizia: “Ama e faz o que quiser”, eu termino este texto dizendo: “Seja livre e faça o que quiser”. Sim, liberdade é o que desejamos para o nosso país, para os professores, para os jovens.

Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).