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Deus nos permita…

Homem de cabeça baixa orando
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Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira

Certamente 2020 ficará gravado em nossas mentes como o mais estranho ano que coletivamente vivenciamos. Talvez quem viveu o período triste da Segunda Grande Guerra possa querer fazer comparação, mas acreditamos que o sentimento da pandemia que se abateu sobre o planeta mexeu mais com nossos sentimentos, pois foi fruto de algo a nós imposto, ao contrário de uma guerra, que é sempre causada pelo nosso livre-arbítrio.

Em razão de crença acreditamos que o Altíssimo permitiu tal peste para que por meio do amor conseguíssemos nos melhorar e nos aproximarmos mais solidariamente, isto para quem entendeu o recado. Tenho certeza de que se tratou de um chamamento a nossa responsabilidade, pois se esta sacudida viesse por meio de uma batalha bélica como estava se desenhando nos últimos tempos, a briga seria uns contra os outros e despertaria raiva entre os filhos do Altíssimo. O contrário então aconteceu, pois que sendo inimigo oculto nos juntamos todos para enfrentar o momento difícil e também a ciência se aproximou mais da fé.

Certo é que a aura da Terra estava bastante pesada e foi necessária esta convocação para que nos uníssemos em preces a exemplo de “minuto de silêncio” por ocasião de competições esportivas e tantas outras manifestações coletivas, possibilitando que pensamentos depurados fossem exteriorizados para refletir uma aura mais leve do nosso planeta Terra.

Mulher de olhos fechados orando em casa
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Toda vez que pensamos em coisas edificantes, amor, fraternidade, humildade, honestidade e tantos outros adjetivos de benesses, passamos a vibrar numa frequência mais alta em termos de pureza, e assim se reflete no todo da Terra e tudo é beneficiado. Cabe a cada um tirar desse triste período a lição que veio do Criador, pois não foi por acaso esse acontecimento.

Temos convicção de que em 2021 ainda estaremos vivenciando resquício ruim do ano recente, mas vamos sair mais fortes e ficará na lembrança os momentos tristes que perdemos pessoas amadas, mas daremos mais valor a partir de agora ao abraço, ao toque físico, ao beijo no rosto, ao aperto de mãos, às mãos entrelaçadas, ao sorriso sem máscaras, à higiene pessoal, à liberdade de ir e vir. Vamos também valorizar mais a natureza, praias, rios, recantos agradáveis que ficamos privados de compartilhar com pessoas que amamos. E, principalmente, vamos enaltecer mais a vida e o cuidado com a nossa matéria, corpo carnal que é o envoltório que utilizamos para o espírito que somos se manifestar, evoluir, interagir na vida material aqui.

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Vamos pedir em prece que volte o que foi bom, mas que fique enterrado o que não mereceu ser destacado e o que foi fruto de empáfia, soberba, intransigência, enfim, falta de amor.

Que Deus nos permita protagonizar um novo ano de verdade!

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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