Autoconhecimento Terapia Anti Abuso Emocional

E quando a sua família é conivente com o abusador?

Menina sentada em uma cama olhando pela janela.
Silvia Malamud
Escrito por Silvia Malamud
Vítimas de pais narcisistas perversos, desde muito cedo em suas vidas, não têm espaço para desenvolver suas individualidades. Sempre existe uma fala que desconstrói a validade de suas percepções, de suas verdades pessoais e de tudo o que intencionam fazer. Se conquistam algo, a desqualificação massiva advinda desses pais patológicos tem o poder de minar todo o colorido da experiência vivenciada.

Filhos, vítimas dessa trama, sem terem noção de seus contornos psicológicos, costumam crescer inseguros e com enorme dificuldade para imporem limites saudáveis.

Pelo medo da perda afetiva, acabam oferecendo mais poder aos outros do que a si próprios e são os que mais têm tendência para se envolver em relacionamentos tóxicos. Sem discernimento para avaliar quem é quem na esfera da vida, costumam atrair todo tipo de pessoas, abrindo espaço para que toda sorte de abusadores mal-intencionados se deleitem sobre eles.

Tais vítimas, ao se perceberem em relacionamentos dessa ordem, quando ainda apostam em ter algum tipo de apoio e proteção por parte de suas famílias, costumam receber o que mais conhecem, que é exatamente tudo o que pode ser oposto do que se concebe como acolhimento.

Além de descrenças sobre os argumentos expostos, frequentemente são rechaçados e acusados como sendo os únicos culpados pelos supostos abusos sofridos, como se tivessem feito de muito ruim para receberem o tipo de retaliação que têm recebido da parceria afetiva, do ambiente de trabalho ou de qualquer outra fonte de maus tratos.

Por conta de pais narcisistas não validarem os argumentos de seus filhos – na maioria das vezes depreciando-os ainda mais – estes passarão por imensas dificuldades até poderem acessar o que de verdade ocorre.

Enquanto não despertarem desse drama diabólico e seus sentimentos permanecerem confusos variando entre inúmeras dúvidas sobre si mesmos – como a raiva, medo do abandono, da rejeição, mágoas e culpas – permanecerão à margem de tudo de bom que a vida pode oferecer.

Famílias com conteúdo narcísico exacerbado carecem de empatia e têm como pano de fundo o detrimento de um para o engrandecimento de outro, e continuarão agindo deste modo mesmo quando um filho clama por ajuda. Mesmo quando acontece um pedido desesperado de reconhecimento e proteção em relação aos maus tratos recebidos por alguém do universo externo ao núcleo familiar, as cenas de depreciação e de culpabilização continuarão sendo ativadas de modo cego, no alvo de dentro da família.

A maioria das vítimas necessita fazer terapia no intuito de despertar e de adquirir conhecimento sobre o tema. Enquanto isso não acontecer, a tendência é que elas enfrentem grandes dificuldades nas escolhas de outros mapas existenciais. Ao longo da vida, as vítimas, filhos de pais narcisistas perversos, podem passar por constantes episódios de ansiedade e medo de serem rejeitados, inclusive podendo evoluir para estados depressivos maiores e falta de sentido na vida.

Um bom processo terapêutico nesse sentido ajuda sobremaneira a saída desse tipo de padrão vivenciado desde a mais tenra infância.

Aprender que muitas famílias com adoecimento dessa ordem dificilmente mudam e fazer um luto destas experiências difíceis pode ser o começo de uma nova vida.

Quanto mais despertos, melhor!


Você também pode gostar de outros artigos dessa autora. Acesse: Antídoto contra abuso emocional e violência física

Sobre o autor

Silvia Malamud

Silvia Malamud

- Psicologa
- Especialista em temas relacionados ao Abuso Emociona com narcisistas perversos em relacionamentos afetivos, familiares, mãe/pai filhos, escolares, sociais e de trabalho.
– Especialista em Terapia Individual, Casal e Família /Sedes
- Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
- Terapeuta Certificada em Brainspotting - David Grand/ EUA
- Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.

EMDR e Brainspotting são terapias de reprocessamento cerebral que visam libertar a pessoa do mal estar causado devido à experiências difíceis de vida, vícios, traumas, depressões, lutos e tudo o mais que é perturbador e que seja uma questão para que a pessoa queria mudar. Este processo terapêutico, por alterar ondas cerebrais viciadas num mesmo tipo de funcionamento, abre espaço para que a vida mude como um todo, de modo muito melhor, surpreendente e inimaginável anteriormente.

Mais sobre Silvia Malamud: Além de psicóloga Clínica, é também formada em Artes plásticas- Terapia Breve - Terapia de Casais e Família pelo Sedes Sapientiai. Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e em Brainspotting David Grand/EUA. Desenvolveu-se em estudos e práticas em Xamanismo, Física Quântica, Bodymirror. Participou e se desenvolveu em metodologias de acesso direto ao inconsciente, Hipnose, Mindskape, Breakthrough e outras. Desenvolveu trabalho como psicóloga Assistente no Iasmpe, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, com pesquisa sobre o ambiente emocional de residentes durante o período de suas residências, de 2009 até 2013. Participou do grupo de atendimentos de casais do NAPC de 2007 à 2008. Autora dos Livros "Projeto Secreto Universos", uma visão que vai além da realidade comum e Sequestradores de Almas, sobre abuso emocional que podemos estar vivendo, sem ao menos saber, sobre como despertar e como se proteger.

· Conhecimento terapêutico: Cenários e imagens: Já presenciei diversos pacientes fazerem "viagens" às vidas anteriores, paralelas, sonhos e mesmo se reinventarem em cenas reais ocorridas ou não. Vi-os saindo do túnel do reprocessamento, totalmente mudados e transformados, inclusive em suas linhas de tempo. Para mim, fica uma pergunta de física quântica... O que acontece com a rede de memória da pessoa se a matriz do acontecimento muda totalmente não o afetando mais? A linha do tempo e todos os significados emocionais transformam-se simultaneamente. Todos os eventos difíceis que a pessoa teve em relação ao tema ao longo da vida perdem o sentido e até parece que nem existiram, embora se saiba. A pergunta que fica é: O que é o tempo quando podemos nos transformar e nos auto-superarmos nesta amplitude?

· Coexistimos em inúmeras camadas de realidades que são atemporais. Por exemplo, o seu “eu” criança pode estar existindo e atuando em você até hoje... Outros aspectos desconhecidos também podem estar, sem que você suspeite.

Silvia Malamud
Psicóloga clinica Especialista em Terapias Breves individual, casal e
família/Sedes - CRP: 06-66624
Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
Terapeuta Certificada em Brainspotting – David Grand PhD/EUA.
Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.
email.: [email protected]