Autoconhecimento

Ensaio sobre o Tempo

Antes e depois de uma mulher jovem e envelhecida
Roberto Guelfi
Escrito por Roberto Guelfi

“Livre Pensar é ousar saber uma verdade que lhe cai bem”.

Quando reduzimos nossa percepção de qualquer coisa à sua mais ínfima expressão, constatamos que a própria essência do tempo, do espaço e da matéria não é atingível pelos nossos sentidos nem pela mensuração tridimensional, para perplexidade da ciência.

Tomemos um processo da existência, o envelhecimento. Sabemos que envelhecemos, mas não conseguimos perceber o momento em que o evento “envelhecer” ocorre. Não vemos o envelhecimento acontecer; apenas sabemos, a cada maior ou menor intervalo de tempo de nossas vidas, o quanto estamos mais velhos que antes.

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Chamemos a expressão mais ínfima do processo de envelhecimento, mesmo que não captada pelos nossos sentidos, de “unidade mínima de envelhecimento”, analogamente à “unidade mínima de tempo” registrada pelos ponteiros de um relógio.

Mas, o registro do tempo é um mero artifício que se baseia na duração dos ciclos cinéticos de nosso planeta e atende aos propósitos pragmáticos da existência. Porque, em tese, o segundo, unidade mínima de tempo dos relógios comuns, é infinitamente divisível.

Casal de senhores sentados de costas em banco

Nas competições esportivas, os instrumentos de medição do tempo se aprimoram cada vez mais, para aferir o desempenho dos atletas. Uma vitória pode ser determinada por milésimos de segundos. Porque não em milionésimos, bilionésimos, e assim por diante? Porque, embora o tempo seja infinitamente divisível, ele não pode ser infinitamente mensurável na terceira dimensão, o que define como uma limitação de nossos sentidos à percepção unitária (segundos, décimos de segundos…) que temos do tempo.

Assim, qualquer que seja o lapso de tempo da “unidade mínima de envelhecimento”, esta unidade temporal de envelhecimento é também infinitamente divisível, acompanhando a natureza do fluxo do tempo, em que o processo ocorre.

Senhor de perfil com sol ao fundo

Se a “unidade mínima de envelhecimento” ocorre num lapso infinitesimal de tempo, e se no infinito, em verdade não pode haver “lapso de tempo”, porque se houvesse ele poderia ainda ser dividido em lapsos menores, o tempo, em sua essência é infinito, ou seja, sem dimensão. No infinito, o tempo se converte em não tempo, extrapolando, portanto, a 3ª. dimensão em que vivemos.

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Assim é que a unidade mínima de envelhecimento, ocorre no infinito, na atemporalidade, assim como, por extensão, ocorre com todos os processos da existência humana no planeta.

Os leitores que se identificaram com a reflexão acima, convido-os a aplicarem-na também em relação ao conceito de “espaço”.

Tempo e espaço – Ilusões dimensionais criadas pelo movimento da matéria na densidade em que ela se apresenta, em cada dimensão em que se manifesta

Sobre o autor

Roberto Guelfi

Roberto Guelfi

Espiritualista, escritor, revisor literário, músico amador. Seu trabalho é divulgado na mídia digital e por meio de livros que propaguem a Luz.

De formação profissional na área de gestão de empresas e na área acadêmica, particularmente em finanças, desde muito jovem tem se lançado ao desafio de seguir o roteiro, imposto pela consciência de olhar para cima, para fora do sistema socioeconômico-cultural (a matrix), fazendo do desenvolvimento da consciência seu projeto de vida, o que só parece fazer sentido se compartilhado com quem quer que se coloque na trajetória dessa intenção.

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Livro: Ousar Saber