Autoconhecimento Espiritualidade

Espada de São Jorge, pimenta, ferradura…

Estátua gigante de São Jorge em um cavalo, segurando sua espada, com um dragão morto embaixo.
123rf/evrenkalinbacak
Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira

Para quem não conhece como funcionam as energias, pode ser pego de surpresa por alguns acontecimentos, afinal não é porque não acreditemos em certas coisas que elas não existam.
Muitos não sabem explicar, por exemplo, o motivo pelo qual bocejamos, quando alguém que está perto de nós boceja. Também não acham explicação para o sentir-se sonolento ao conversarem com determinada pessoa.

Lâmpada redonda entortada, com luz neon dentro.
Pexels/kitterphoto

Tais acontecimentos têm relação com a energia que emanamos ou se exterioriza de nós involuntariamente e é captada por outra pessoa, involuntariamente também.

Os supersticiosos são os que mais sofrem as influências dos ambientes. As pessoas que valorizam o poder de certas plantas, tais como espada-de-são-jorge, pimentas, arruda, alho, comigo-ninguém-pode, ou também alguns amuletos como elefantes, corujas, crucifixos, fitas, colares, ferraduras, pé de coelho, trevo, tatuagens e tantos outros, certamente quando adentram recintos ou se deparam com tais aparatos, recebem impacto energético na mesma proporção que emanam.

É lógico que, por trás de todos esses aparatos, existe uma força espiritualista vinculada, mas que só atingirá quem estiver desprovido de defesas. E, quando falo em defesas, quero dizer desprovido de fé. Lembremos sempre que Jesus nos alertava para vigiar e orar.

Estando nós em vigilância, isto é, vigiando nossa mente para não desejar o mal ao próximo e procurando sempre perseverar no bem, certamente não seremos atingidos por qualquer força alheia.

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Por outro lado, todo aquele que se utiliza de plantas, amuletos ou símbolos na intenção de intimidar outrem está envolto em uma energia negativa, e certamente logo ali será alvo de problemas que podem variar de doméstico, funcional ou físico, com pequenas ou até grandes consequências, pois afinal desconfiam de todos que estão a sua volta, motivo pelo qual, demonstrando insegurança, tentam a intimidação através de parafernália.

É enaltecedor demonstrar a fé, mas ela deve ser de foro íntimo. Uma prece dentro da carteira, uma medalhinha no pescoço sem exibição, uma tatuagem discreta são atitudes particulares que nos fortificam, e não afrontamos os outros.

Homem com a mão e o pescoço tatuado, tem as duas mãos entrelaçadas e apoia sua cabeça nelas, como se estivesse rezando.
Pexels/Ric Rodrigues

A base de tudo é Jesus, e pelos ensinamentos Dele vemos que Ele se utilizava apenas da prece para exteriorizar fé e se conectar com o Pai. Portanto o restante passou a ser invenção nossa, porque ainda não conseguimos nos livrar dos apegos materiais. Precisamos ainda do visual para fortificar o pensamento que vamos exteriorizar.

Tenhamos a certeza de que tudo vai influir em nosso comportamento. Enquanto estivermos ligados a sentimentos menos elevados, as energias vão sempre procurar nos desequilibrar, em confronto com quem persevera no bem.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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