Alimentação consciente Nutrição

Evite o desperdício utilizando o alimento integralmente

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informam que cerca de mais de 7 milhões de pessoas ainda sofrem com o problema da falta de alimento em suas casas. Entrando em paradoxo, o World Resources Institute (WRI) divulgou, no ano passado, que o país desperdiça em média, 41 mil toneladas de comida por ano. E não é preciso ser nenhum PHD em matemática para constatar que as proporções destes números entram em total desordem no que poderia ser a solução para a erradicação da fome, de uma vez por todas.

Essa cultura de armazenar quantidades fora do necessário em casa é um dos fatores contribuintes para a situação de desperdício que vivemos
Segundo Gustavo Porpino, analista de comunicação e marketing da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o brasileiro tem o que é praticamente uma mania em ter a mesa farta. E não apenas isso: preparar refeições além do consumível também entra nessa estatística. Para o analista, é muito comum ver em lares brasileiros parte da comida ser jogada fora devido à ideia de se ter fartura. No entanto, após as refeições, o que sobra é despejado direto no lixo sem dó nem piedade.

Existem alternativas para aproveitar muito do que é considerado não comestível, como cascas, folhas e talos. E, desta maneira, não só o problema da fome entraria nos eixos, já que o meio ambiente também é uma das áreas mais afetadas com tudo isso. Para Viviane Romeiro, coordenadora de mudanças climáticas na WRI, a discussão engloba diversos aspectos que devem ser levados em consideração: “É um assunto que envolve uma questão social e de segurança alimentar, de impacto econômico, mas também de impactos ambientais e aí destacamos essencialmente a perda da biodiversidade, impactos na biodiversidade, impactos no uso do solo, na questão da água, da escassez da água e também a questão do clima, das emissões de carbono”, afirma.

Diante disso, a contribuição para que haja um melhoramento neste quadro deve vir de casa. Preparamos algumas dicas para ajudar a evitar o desperdício alimentar que podem ser feitas sem grandes complicações.

Faça uma lista de compras

Primeiro de tudo, se organize na hora de ir ao supermercado. Coloque na ponta do lápis apenas o que precisa e compre apenas o que for necessário, principalmente os produtos da sessão de hortifrúti. Como são naturais, o tempo de vida tende a ser menor. Fique de olho no prazo de validade dos alimentos, isso evita grandemente seu descarte.

Armazenamento correto

Depois de comprar verduras, frutas e verduras, não deixe de lavá-los corretamente, secá-los e guardá-los na geladeira. Assim que consumi-los, utilize embalagens herméticas para que não haja a proliferação de bactérias.

A palavra de ordem é reaproveitar!

O ditado popular “com um limão se faz uma limonada” pode ser o mais pertinente aqui, já que a questão em debate é o reaproveitamento e o fato de que muita gente descarta partes dos alimentos ricas em fontes de nutrientes. Um exemplo disso são as cascas, onde se escondem uma série de benefícios ignorados por descuido, falta de informação ou até mesmo atenção. Para não deixar que isso aconteça, veja a seguir o que você pode fazer com as sobras de alguns alimentos!

– Raspadinhas: ao preparar sucos naturais de laranja ou limão, utilize as cascas das frutas no preparo das raspadinhas. Basta usar um ralador para fazer as raspas e colocá-las no freezer. Além de excelente opção para se refrescar, você evitará o desperdício e aproveitará mais das propriedades da vitamina C;

– Batatas fritas saudáveis: quando usar a batata para elaborar algum prato, não jogue fora as cascas. Elas podem ser reaproveitas para fazer batatas fritas. Isso mesmo. No caso, a troca por uma assadeira ao invés de uma fritadeira atribuirá mais saúde ao prato. Depois de lavadas, leve as ao forno com azeite e limão e deixe dourar por cerca de dez minutos em temperatura de 400 graus. Tempere a gosto e aproveite;

– Sopa: a sopa é uma ótima oportunidade para dar serventia a talos e folhas antes ignorados e deixados de lado. Dá pra incluir os legumes e as verduras que estão há mais tempo na geladeira e abusar da imaginação na hora de levar a mistura ao fogo;

– Vitaminas: aquelas frutas que ficam com aspecto mais maduro e quase entrando para a lista do que vai ao lixo podem ser transformadas em coisas deliciosas. Vitaminas, geleias, compotas, doces e bolos são algumas das receitas que você pode fazer;

– Derivados do pão: a capacidade do pão em se reciclar é enorme. Depois de um tempo guardado, o aspecto duro já não é mais atraente, mas isso não significa que ele se perdeu. Você pode fazer torradas, pudim e até mesmo a sua própria farinha de rosca;

– Feijão: nada melhor do que comer um feijãozinho novo, não é mesmo? Mas isso não é motivo para abandonar o antigo. Se o alimento apresentar características favoráveis ao consumo, ele pode vir à mesa em forma de tutu ou sopa;

– Arroz: o mesmo acontece com o arroz que, após um período, começa a não agradar. Adicionando iguarias como bacon, queijo, salsinha, legumes e itens de sua preferência, você fará um bolinho de arroz maravilhoso;

– Carne: a carne não precisa, necessariamente, ser consumida apenas de modo tradicional. Como este é um item que requer muito cuidado na manutenção, após um tempo, se perde com mais facilidade que os outros, mas você pode incluí-lo em risotos, omeletes, tortas, sanduíches e em uma série de receitas caseiras.


Escrito por Juliana Alves de Souza da equipe Eu Sem Fronteiras

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