Autoconhecimento

Felicidade: condição moral ou circunstancial?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Um dos debates mais acalorados da filosofia e no qual provavelmente nunca chegaremos a uma conclusão é sobre: o que seria a tal da felicidade? Objeto almejado desde sempre pela humanidade, onde relatos desde a Grécia Antiga trazem que homens e mulheres deram suas vidas buscando-a, onde muitos morreram e outros julgaram tê-la conseguido, a busca pela felicidade é o principal objetivo de vida da maioria das pessoas. Alguns, mais sortudos, conseguem colocar em suas mentes o que precisam para serem felizes: dinheiro, cônjuge, filhos, emprego, saúde, paz e/ou uma série de outras coisas que varia entre cada um de nós. O problema unânime é: o que fazer para conseguir essas coisas que nos levarão à felicidade?

Considerando a tristeza como o oposto da felicidade, muitos se julgam tristes ou infelizes pelo fato de que não obtiveram aquilo que almejavam para serem felizes. Portanto, a felicidade para esses indivíduos é algo que está além do corpo externo, algo que precise ser obtido em algum lugar e de alguma maneira.

Por mais que seja uma explicação simplória, ela tem um grande furo que precisa ser pontuado: como, então, algumas pessoas não têm aquilo que você almeja para ser feliz, mas se dizem felizes e satisfeitas? “Ué, talvez porque a felicidade dessas pessoas está numa outra coisa que está em poder delas”, poderia responder um cético. De fato, vemos aí uma resposta válida, mas, e se a história de vida dessa pessoa fosse considerada mais difícil e sofrida do que a sua, como você explicaria a felicidade dela?

Essas pessoas têm a verdadeira felicidade porque não estão atrás dela; ela está dentro de cada um. Como diz um velho ditado, as desilusões e frustrações são inevitáveis, porém o sofrimento é opcional. Essas pessoas com uma trajetória de vida difícil não se abatem pelos problemas igual você se abate por coisas muito menores. Mas não se envergonhe ou se culpe, caro leitor, pois é provável que não seja culpa sua. Você pode precisar de ajuda profissional ou até mesmo medicação para lidar com isso.

Uma maneira simples que nos ajuda a transformar a tristeza em felicidade é agradecer pelo que temos ao invés de lamentarmos pelo que falta. Como diz outro pensamento, este ainda mais sábio: “Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho”. Se você amar o que tiver, pode ter certeza de que será uma pessoa feliz e preparada para qualquer desafio.


Texto escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras

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