Cultura

Heartstopper: Conquistas e Lições

Kit Connor e Joe Locke sentados um ao lado do outro em uma foto promocional de Heartstopper
Divulgação / Netflix
Escrito por Eu Sem Fronteiras

“Heartstopper” é uma série original Netflix, lançada em 2022, com oito episódios. Imediatamente, a produção tornou-se um sucesso, alcançando o top 10 de títulos mais assistidos na plataforma em vários países. Por isso, identificamos aprendizados com a série “Heartstopper” que vão abrir a sua mente.

O conteúdo a seguir vai te explicar por que essa série adolescente com temática LGBTQIA+ é tão importante para a sociedade, e como ela pode te ajudar a compreender melhor esse universo. Descubra o que o relacionamento entre dois jovens tem a ensinar para o mundo, a seguir.

Para pais e filhos

Por se tratar de uma série sobre adolescentes, “Heartstopper” tem uma linguagem simples, leve e divertida, ainda que apresente alguns momentos tensos e tristes. Isso faz com que ela seja apropriada para todos os públicos, tanto para os adultos quanto para os jovens.

Inclusive, a produção é inspirada em uma história em quadrinhos homônima, de seis volumes, escrita por Alice Oseman. Nela, os diálogos são profundos ao mesmo tempo em que são naturais, e os personagens são ilustrados de maneira lúdica. Também podemos identificar alguns dos desenhos dessa versão em algumas cenas da série.

Outro ponto que faz com que “Heartstopper” seja uma série para toda a família é que os pais dos adolescentes em questão também aparecem na trama, alguns com mais destaque do que outros. A partir disso, é possível entender como eles reagem diante de certas descobertas pelas quais os filhos estão passando.

Ou seja, se você está procurando alguma produção para assistir com seus filhos ou com seus familiares, “Heartstopper” é uma boa opção, principalmente se você quiser aprender mais sobre a experiência das pessoas LGBTQIA+ no mundo. No próximo tópico, saiba mais sobre isso.

Kit Connor e Joe Locke juntos debaixo de um guarda-chuva em uma cena da série Heartstopper
Reprodução / Netflix

Como a série contribui com a comunidade LGBTQIA+

O enredo de “Heartstopper” se desenvolve a partir das vidas de Charlie e Nick, dois adolescentes que estudam na mesma escola e que acabam se tornando amigos. No entanto, eles vivem em círculos sociais diferentes e precisam lidar com alguns desafios quando se deparam com a descoberta da própria sexualidade.

Nesse sentido, a produção é uma importante contribuição para a comunidade LGBTQIA+. Observe os principais pontos que fazem com que a série seja considerada um avanço no audiovisual para essa parcela da sociedade mundial:

1) Sem estereótipos

Quando um filme ou uma série abordava a temática LGBTQIA+, ou os personagens queer passavam por um sofrimento muito intenso, sendo excluídos da sociedade ou contraindo doenças, por exemplo, ou eles eram um alívio cômico, sendo sempre alegres e caricatos.

Mas não é isso o que vemos em “Heartstopper”. Na série, as pessoas LGBTQIA+ são representadas de uma maneira sensível e realista, distanciadas dos estereótipos associados a esses indivíduos. Elas são pessoas como todas as outras, que estão vivendo a adolescência.

2) Estímulo ao diálogo

Um ponto marcante de “Heartstopper” é o diálogo sobre sexualidade que ela proporciona na esfera pública. A partir das cenas apresentadas e dos personagens representados, as pessoas podem falar sobre as próprias alegrias, dúvidas e decepções, compartilhando as experiências delas com familiares, amigos e amores.

3) Final feliz

Até então, as narrativas do audiovisual para personagens homossexuais eram repletas de dor e de preconceito, como se as pessoas LGBTQIA+ não pudessem ser felizes.

Felizmente, enredos como esse não se parecem com o de “Heartstopper”. A série traz esperança, acolhimento e uma chance de final feliz para quem integra a comunidade LGBTQIA+.

Elenco de Heartstopper tomando milkshake em uma cena de série
Reprodução / Netflix

Mais temporadas para se inspirar

Com tantos pontos positivos em “Heartstopper”, o mundo inteiro ficou torcendo para que a Netflix renovasse a produção para mais uma temporada. E o que aconteceu foi que, em vez de a série ser renovada para mais uma temporada, na verdade foi renovada para mais duas temporadas.

A autora da história em quadrinhos que deu origem à série, Alice Oseman, antecipou que conteúdo é o que não falta para os novos episódios. Isso porque algumas cenas que duraram poucas páginas nos livros se tornaram mais longas na série, para que pudessem ser exploradas com mais profundidade.

Dessa maneira, podemos imaginar que os personagens vão enfrentar novos dilemas e passar por diferentes experiências comuns às pessoas LGBTQIA+, que precisam ser representadas nas telas com mais verossimilhança.

Quanto mais temporadas de “Heartstopper” pudermos acompanhar, mais capazes seremos de explorar e compreender as descobertas da adolescência e da sexualidade que, por enquanto, estão faltando no audiovisual.

Se as pessoas LGBTQIA+ forem representadas como elas realmente são, é possível que os estereótipos sobre esses indivíduos deixem de ser perpetuados. Sempre há tempo para mudar o imaginário popular, e as séries são uma ótima maneira de fazer isso.

Estamos sempre nos descobrindo

Até aqui você entendeu que “Heartstopper” é uma série que traduz as pessoas LGBTQIA+ de maneira exemplar. Porém, também é importante que você tenha em mente uma das principais lições da série, que servem para todos os espectadores, não só para aqueles que são queer: estamos sempre nos descobrindo.

Talvez você ainda não seja uma pessoa informada sobre essa questão social, mas isso não significa que não pode aprender mais sobre o assunto. Você pode descobrir toda a compreensão, todo o respeito e todo o acolhimento que há dentro de você, esperando para serem oferecidos para outras pessoas.

Ao mesmo tempo, se você é uma pessoa LGBTQIA+ e ainda tem dúvidas sobre isso, ou não se sente confortável para compartilhar seus pensamentos e sentimentos, cada episódio pode mudar a sua perspectiva. Você vai ver que o processo de se descobrir pode ser um pouco confuso, mas também é prazeroso e lindo.

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A partir dessas reflexões, o que você está esperando para dar o play em “Heartstopper”? Faça uma maratona com os episódios breves da série para começar a pensar mais sobre a experiência das pessoas LGBTQIA+ na sociedade, além de se conectar melhor com quem você é e com quem você pode ser. Aproveite!

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