Autoconhecimento

Ser gay, escolha ou uma condição inata?

Sandra Magrini
Escrito por Sandra Magrini
Deixo claro no meu artigo cientifico publicado neste site que ser gay ou homossexual não é uma questão de escolha por si só, mas sim uma situação em que o indivíduo já nasce com esta precondição genética por conta dos feromônios, ou seja, ninguém opta ou quer gostar ou não de homem ou mulher. A pessoa já nasce gostando ou não de determinada coisa como, por exemplo, já nasce com a cor dos olhos, a raça, o cabelo de determinada cor ou jeito e a cor da pele.

Muitas pessoas tentam se esconder ou mesmo tentam gostar do sexo oposto para dar conta de uma máscara social ou religiosa como um dispositivo imposto na nossa sociedade atual. No entanto, isto se torna inútil, muitas vezes doentio e predispõe a uma psicopatologia mental, desenvolvendo transtornos psiquiátricos e trazendo um prejuízo significativo para o individuo, a família e a sociedade de um modo geral. Tudo isto porque, o fato da pessoa ser homossexual, se trata de uma condição, de uma identidade do sujeito, de algo inato – e não de uma simples escolha. Trata-se do campo do desejo. De algo do campo da sexualidade sadia e que sim pode determinar comportamentos e estilos saudáveis de se formar novas famílias, felizes na sociedade.

Para jogar um pouco mais de pimenta no tema, gostaria de abordar que, como uma cientista da mente e psicanalista, discordo totalmente do mestre e gênio Sigmund Freud(1836-1939), na medida em que não penso que possa existir o sujeito bissexual. Sou contra a teoria da bissexualidade. Quero dizer que o individuo é gay ou não é. Ou gosta de homem ou de mulher. As duas coisas em conjunto se tornam uma equação impossível do ponto de vista da lógica. Não se pode ter nascido na África ou no Brasil ao mesmo tempo. Não se pode ser branco ou negro ao mesmo tempo. Posso até pintar meus cabelos ou minha pele e colocar uma lente de contato para camuflar a cor dos meus olhos. De outro modo, posso fingir algo que não sou. Mas aquilo que é inato não pode ser modificado pelo comportamento. Perdoem-me os psicólogos comportamentais, mas suas teorias servem muito bem para comportamentos de animais que agem por instinto e não servem para o ser humano que tem uma alma e a qualidade de falar dentro da linguagem.

Este tema será posteriormente melhor dissecado. Quero apenas deixar uma pitada de tempero que demonstra o quanto existe um engano e uma falácia clara quando se fala a respeito da homossexualidade humana.

O problema principal refere-se a sociedade moderna, ou seja, a sociedade atual ocidental e falso cristã que tenta implicar o sujeito numa determinada norma social, quer dizer, tenta enquadrar o ser humano numa heterossexualidade em prol de uma família perfeita – homem e mulher, e filhos. Mesmo que sejam mentirosos e infelizes, mesmo que não tenha amor e nem desejo.

Existe a problemática da pessoa que por questões comportamentais ou de modernidade “tentam”ser gays e ficar com alguém do mesmo sexo. Seja pela cultura da traição, da pornografia ou da modernidade. Isto se refere a algo irreal que atrapalha no conceito daquele que verdadeiramente é homossexual. E não entra na tese ora proposta.

Em suma, ser gay ou homossexual trata-se de algo inato, ou seja, a pessoa já nasce assim por mais que tente se esconder atrás de uma cultura heterossexual. E isto pode, posteriormente, desenvolver o sujeito em patologias e transtornos mentais e comportamentais futuros.

Sua opinião é bem-vinda, sempre que colocada com a educação e o respeito que todos merecem. Os comentários deixados neste artigo são de exclusiva responsabilidade de seus autores e não representam a opinião deste site.

Sobre o autor

Sandra Magrini

Sandra Magrini

Escreve sobre áreas da Psiquiatria, Psicologia, Psicanálise, doenças mentais, medicações, Teologia, Psicopatologia, abuso sexual infantil e questões relacionadas à homossexualidade.

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