Comportamento Convivendo

Home Office: por que nunca mais volto para o presencial

Imagem de uma mulher trabalhando no conforto de sua casa. Ela está sentada, em frente à sua mesa de trabalho, usando o notebook. Ao lado, seu cachorro de estimação.
Olga Niekrasova / Studio Germany / Canva
Escrito por Giselli Duarte

Trabalhar de casa devolve tempo, autonomia e vida. No silêncio do próprio ritmo, a produtividade cresce e o peso do trânsito desaparece. Home office é escolha por qualidade de vida, limites conscientes e um trabalho que se integra, sem engolir quem somos.

Trabalho em home office desde o final de 2018. São mais de seis anos assim. E posso te dizer: nunca mais volto para o escritório.

Home office me fez trabalhar melhor, render mais e viver com muito mais qualidade.

E quem ainda acha que trabalhar de casa é moleza não entende nada do assunto.

O que mudou na minha vida

Antes de trabalhar em casa, eu gastava quatro horas por dia no trânsito. Quatro horas. Ida e volta. Todos os dias.

Acordava às 5h da manhã, pegava ônibus e metrô lotados, enfrentava trânsito, chegava cansada no trabalho.

Passava o dia ali. Saía à noite e pegava metrô e ônibus de novo, trânsito de novo, chegava em casa exausta. Sem energia para mais nada.

E tinha os imprevistos. Ônibus que quebrava no meio do caminho e metrô interditado porque algo aconteceu nas linhas de transmissão. Trânsito parado por acidente. Chuva que atrasava tudo. Dias em que eu perdia mais de cinco horas só para ir e voltar.

Quando comecei a trabalhar de casa, recuperei essas quatro horas. Quatro horas por dia que eu uso para trabalhar melhor, para cuidar de mim, para viver.

Acordo, tomo café, tomo banho, me arrumo, medito, me alongo, abro o computador. Pronto. Estou trabalhando.

Quando termino, fecho o computador e estou em casa. Posso descansar, cozinhar, fazer exercício, estudar. Ficar com meus gatinhos. Viver.

Se você acha que home office é moleza

Tem gente que acha que trabalhar de casa é ficar de pijama vendo Netflix. Que é trabalhar meia hora e fingir que está online o resto do dia.

Mentira.

Quem trabalha em home office sabe: a gente trabalha mais. Muito mais.

Porque não tem horário fixo de saída. Não tem aquela pressão de todo mundo levantando às 18h para ir embora. Você está em casa, o computador está ali, sempre tem mais uma coisa para fazer.

E você faz. Porque está confortável, porque está focado, porque não tem interrupção.

Imagem de quatro pessoas trabalhando em um escritório, porém todas estão conversando e tirando o foco do trabalho.
Bojan89 / Getty Images Pro / Canva

No escritório, tem conversa paralela o tempo todo. Fulano vem te perguntar algo que não tem nada a ver com trabalho. Reunião que podia ser um e-mail. Barulho, distração, gente passando.

Em casa, você controla seu ambiente. Trabalha quando está produtivo. Para quando precisa? Volte quando estiver pronto. E rende muito mais.

O problema é que muita gente não sabe separar. Trabalha até tarde, trabalha fim de semana, não desliga nunca. E aí vira burnout.

Mas isso é falta de limite. E limite você precisa ter em qualquer lugar.

Empresas que obrigam o presencial estão presas em 2010

Tem empresa que obriga funcionário a ir para o escritório todo dia. Para fazer reunião no Microsoft Teams… sentidos mil (só que não). Para ficar sentado oito horas em frente ao computador, fazendo exatamente o que faria em casa.

Por quê? Porque o chefe não confia. Porque acha que, se não estiver vendo, o funcionário não está trabalhando.

Isso é mentalidade antiga. Mentalidade de controle, não de resultado.

Quem não trabalha, não trabalha em lugar nenhum. Pode estar no escritório, pode estar em casa. Vai fingir, vai enrolar, vai entregar mal feito.

E quem trabalha de verdade, trabalha em qualquer lugar. Sem supervisor em cima. Sem ponto eletrônico. Sem escritório.

O que importa é o resultado. Você entregou o que tinha que entregar? Entregou bem? Entregou no prazo? Então, não importa onde você estava.

Obrigar o presencial quando o trabalho pode ser remoto é desperdício. De tempo, de dinheiro, de energia. Do funcionário e da empresa.

Os benefícios do home office

Além de economizar tempo de deslocamento, home office traz outros benefícios que ninguém fala.

Você come melhor. Porque pode cozinhar em casa, controlar o que come, não depender de marmita ou restaurante caro perto do trabalho.

Você gasta menos. Sem transporte, sem roupa de trabalho, sem almoço fora, sem cafezinho todo dia. No fim do mês, a diferença é enorme.

Imagem de uma mulher sentada à frente do seu notebook, trabalhando de casa, em home office, ao lado do seu gato e de sua xícara de café.
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Você cuida melhor da saúde. Pode fazer exercício no horário que funciona para você. Pode ir ao médico sem precisar pedir meio dia de folga. Pode dormir melhor porque não precisa acordar na madrugada.

Você tem mais autonomia. Organize seu dia do jeito que funciona melhor para você. Trabalha nos horários em que rende mais. Para quando precisa? Volte quando estiver pronto.

E você vive mais. Porque tempo é vida. E, quando você não gasta quatro horas por dia no trânsito, você tem mais vida para viver.

As desvantagens que existem

Home office tem desafios.

Solidão é um deles. Se você mora sozinho, passa o dia inteiro sem ver ninguém. Sem conversa, sem interação, sem socialização. E isso pesa para algumas pessoas.

Falta de limite é outro. Você pode trabalhar demais, não desligar nunca, misturar trabalho com vida pessoal de um jeito que vira bagunça.

E tem a questão da infraestrutura. Você precisa de internet boa, de computador adequado, de espaço minimamente organizado. Se você não tem isso, home office fica difícil.

Mas tudo isso tem solução. Você pode trabalhar em coworking alguns dias. Pode marcar encontros com amigos depois do trabalho. Pode criar rotina de desligar o computador em horário fixo. Pode investir em equipamento.

Nada disso invalida os benefícios. Só exige ajuste.

Quem trabalha, trabalha em qualquer lugar

A questão é: a pessoa trabalha ou não trabalha?

Quem é comprometido, entrega resultado em qualquer lugar. Pode estar em casa, pode estar no escritório, pode estar viajando. Vai fazer o que precisa ser feito.

Quem não é comprometido, não adianta trancar no escritório. Vai fingir que está trabalhando, vai enrolar, vai entregar mal feito.

Pare de achar que local define produtividade. Local é detalhe. O que define é a pessoa.

E para quem trabalha de verdade, home office é liberdade. Liberdade para trabalhar melhor, para viver melhor, para ter controle sobre o próprio tempo.

Imagem de uma mulher sentada em um sofá branco de frente para a piscina, trabalhando. A foto traz o conceito de quem trabalha, trabalha de qualquer lugar, inclusive no conforto de um hotel.
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Eu nunca mais volto para o presencial. Descobri que posso trabalhar muito melhor, render muito mais e viver com muito mais qualidade sem precisar passar quatro horas por dia no trânsito.

E qualquer empresa que não entende isso está ficando para trás. Porque o mundo do trabalho mudou. Prender gente em escritório quando o trabalho pode ser remoto é atraso. É dar autonomia, confiar em resultado e permitir que as pessoas trabalhem do jeito que funciona melhor para elas.

Home office é evolução. E quem não evoluir, vai perder os melhores profissionais para quem evoluiu.

Sobre o autor

Giselli Duarte

Sempre fui movida pela curiosidade e pela busca constante por aprendizado. Minha trajetória percorreu diferentes áreas, da carreira corporativa a experiências menos convencionais, como um curso de DJ. Esse caminho diverso ampliou meu repertório e me trouxe a compreensão de que cada fase contribui de forma concreta para o trabalho que realizo hoje.

Com espírito empreendedor desde cedo, iniciei minha vida profissional aos 14 anos como jovem aprendiz e, aos 21, legalizei meu primeiro negócio. Desde então, criei, conduzi e participei de projetos diversos, sempre unindo visão estratégica, organização e consistência na execução.

Atuo na interseção entre marketing, negócios e comportamento humano, apoiando profissionais e empresas na construção de estratégias claras, posicionamento consistente e processos de crescimento bem estruturados. Ao longo da minha trajetória, trabalhei como profissional PJ em projetos para empresas de diferentes segmentos, como engenharia, startups, agências de comunicação e administração de condomínios. Essa vivência trouxe uma visão prática sobre modelos de negócio, tomada de decisão, estrutura e posicionamento em contextos variados.

Sou formada em Marketing, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, pós-graduação em Design Gráfico e Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing. Em paralelo, aprofundei meus estudos em comportamento humano, autoconhecimento e processos de autorregulação, com formações e pós-graduações em Psicanálise Clínica, Constelação Familiar Sistêmica e Inteligência Emocional.

A experiência com o burnout foi um ponto de inflexão na forma como conduzo minha vida e minha atuação profissional. A partir desse momento, o Yoga e a Meditação passaram a fazer parte do meu caminho, levando à formação em Hatha Yoga, à Especialização em Atenção Plena e Educação Emocional, à Formação de Instrutores de Yoga para Crianças, Jovens e Yoga na Educação e Terapias Integrativas. Esse percurso ampliou minha compreensão sobre saúde emocional, atenção e desenvolvimento humano em diferentes fases da vida.

Compartilho esse conhecimento como colunista aqui no Eu Sem Fronteiras. Também atuo como instrutora de meditação nas plataformas Insight Timer e Aura Health, onde desenvolvo práticas e conteúdos em áudio e formato de podcast, voltados ao cultivo de presença, clareza e equilíbrio.

Como autora, publiquei os livros No Caminho do Autoconhecimento, Lado B e Histórias de Jardim e Café, reunindo reflexões e vivências ligadas ao comportamento humano e à forma como nos relacionamos com a vida e o trabalho.

Atualmente, estou à frente da Terapeutas Digitais, uma agência de marketing especializada em profissionais da área terapêutica. Desenvolvo planejamento de marketing, mentoria, estratégia digital, gestão de redes sociais premium e estruturação de posicionamento, comunicação e processos que conectam marca, público e objetivos de negócio.

Minha atuação como mentora de negócios integra marketing, estratégia e autoconhecimento. Parto do princípio de que empreender exige clareza interna, postura e decisões conscientes, e que, muitas vezes, os desafios do negócio estão diretamente ligados à forma como a profissional se posiciona, escolhe e se relaciona com o próprio trabalho.

Também realizo trabalho voluntário como mentora na RME, Rede Mulher Empreendedora, idealizada por Ana Fontes, participando de mentorias pontuais voltadas ao apoio estratégico de mulheres empreendedoras.

Acredito que negócios alinhados com quem somos ganham mais sentido, direção e impacto. É assim que escolho atuar e é esse caminho que sigo construindo.

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Meditação para quem não sabe meditar

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