Saúde Integral

Mastectomia: tudo o que você precisa saber sobre este procedimento

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

O câncer de mama é o tipo mais comum e que mais mata mulheres em todo o mundo, incluindo no Brasil, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva) e da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, agência interna da ONU (Organização das Nações Unidas). Ainda segundo as mesmas fontes, cerca de 25% dos casos de câncer em mulheres no mundo são de mama. Ou seja, a cada quatro mulheres com câncer, uma tem câncer de mama. Ou seja, é preciso disseminar o máximo de informações possíveis sobre essa doença, bem como sobre exames preventivos e seu tratamento.

É preciso disseminar o máximo de informações possíveis sobre o câncer de mama.

A mastectomia é um importante fator influenciador na vida das mulheres com câncer de mama. A mastectomia é a cirurgia que remove a mama das mulheres diagnosticadas com esse tipo de doença. Esse procedimento pode ser realizado na mulher que possui o câncer, como também pode ser feito em caráter preventivo, para diminuir os riscos de a mulher desenvolver a doença.

Tipos de mastectomia

Como dito acima, a mastectomia pode ser realizada em mulheres que já tiveram câncer de mama, tem o câncer de mama ou naquelas em que o risco de ter a doença é considerado alto. Por isso, há mais de um tipo de cirurgia. São eles:

  • Mastectomia simples: a mastectomia simples consiste na retirada das glândulas mamárias e da aponeurose no músculo peitoral;
  • Mastectomia preventiva: acontece como prevenção ao câncer de mama. É o tipo de cirurgia indicada para mulheres que já tiveram o câncer em uma das mamas e querem diminuir os riscos de contrair a doença na outra mama. Indicado, também, para mulheres com alto risco de desenvolver a doença;
  • Mastectomia radical: a mastectomia radical consiste na retirada de toda a glândula mamária do músculo peitoral e dos linfonodos da região da axila;
  • Mastectomia radical modificada: nesse caso, são retiradas as glândulas mamárias e os linfonodos da região das axilas. O músculo peitoral é mantido.

Quando a mastectomia é necessária?

Como todos os médicos dizem, cada caso é um caso. Mas, no geral, a mastectomia pode ser necessária em mulheres que já tiveram o câncer, em mulheres que descobrem o câncer logo no início da doença, como forma de tratamento complementar à radioterapia e à quimioterapia e em mulheres com histórico familiar importante de câncer de mama (mãe, tias, irmãs e avó).

Recuperação

Após a realização da mastectomia, a mulher precisará realizar sessões de fisioterapia para recuperar todos os movimentos e não sentir mais dores. A fisioterapia é considerada tranquila e, normalmente, consiste em sessões de massagens localizadas com movimentos específicos para estimular a região.

Em alguns casos, também é recomendado o uso de analgesia para controlar a dor (remédios analgésicos indicados pelo médico). A recuperação total da cirurgia demora, em média, de um a dois meses e não é comum ver qualquer tipo de complicação.

Dreno

Muitas mulheres precisam ficar com um dreno no local operado, por algum tempo após a cirurgia. O período no hospital varia entre dois a cinco dias pós-cirúrgicos e o dreno costuma ser tirado dentro desse período de tempo. O objeto é inserido para, literalmente, drenar excessos de sangue e líquidos acumulados, o que alivia a dor. O dreno não costuma machucar, apenas causar um pequeno incômodo.

Cicatriz

Muitas mulheres se preocupam com a cicatriz deixada pela cirurgia. O tamanho da cicatriz depende do tipo de mastectomia realizada, bem como do tamanho do tumor que a mulher possivelmente tenha. O importante é realizar os cuidados passados pelo médico nos dias que sucedem a cirurgia, principalmente enquanto os pontos ainda não foram retirados, para que a cicatrização aconteça de forma mais tranquila.

 

Vale dizer, inclusive, que o câncer de mama também pode atingir os homens, apesar de ser considerado raro. Por isso, é importante estarmos sempre atentos à nossa saúde e ao nosso bem-estar!


Escrito por Giovanna Frugis da Equipe Eu Sem Fronteiras

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