Autoconhecimento Comportamento

Medo, por você e para você!

mulher assustada com a mão protegendo a cabeça
Silvia Jara
Escrito por Silvia Jara
Você se lembra de quantos medos você já passou em sua vida? Você consegue se lembrar de cada um deles? Alguns a gente consegue compreender e tomando consciência do que de fato é aquilo você pode deixar de ter esse medo.

Quando tinha uns 15 anos, lembro que estava no banco de trás do carro do meu primo e, de repente, olhei para o retrovisor e vi o rosto dele transformado, como um verdadeiro monstro, cheio de pelos, que mais o deixavam parecido com um macaco. Fiquei alguns instantes olhando aquilo sem conseguir compreender como ele tinha se transformado em algo tão assustador! Pensava… o que será que aconteceu? Será que ele é lobisomem e nunca soubemos? Sei lá quanto tempo durou essa sensação, mas custou muito para eu ter a coragem de olhar para o rosto dele, não através do espelho, mas diretamente em seu rosto.

Tomei coragem e olhei e qual não foi a surpresa? Não existia nada ali, apenas o reflexo da luz sobre o rosto dele, que, visto do retrovisor, causava uma distorção da imagem e EU via daquele jeito, contaminada pelas minhas crenças internas da existência de monstros e figuras folclóricas.

E hoje, vendo um vídeo do dr. Carlos Veiga, me lembrei disso. “O medo é uma ilusão para não reconhecermos quem somos.” Isso falou comigo, viu!

Homem no chão encolhido

Passamos a vida acumulando medos, raivas, frustrações e tantas outras emoções sem nem pensar nelas. Olhar pelo retrovisor e acreditar naquele monstro é o que normalmente fazemos. Criar coragem para encarar o rosto pura e simplesmente parece algo monumental, mas quando nos dispomos ou somos forçados a fazê-lo observamos que aquele medo era totalmente infundado. Não pense que a vida não vai trazer oportunidades para encará-los, porque ela vai, sim, geralmente quando você menos espera. Quando você achar que está no controle de toda a situação.

Ah, amigo, tenha certeza de que vai! Você pode escolher: olhar para seus monstrinhos agora ou esperar que a onda traga isso para você.

Pessoa no escuro com mãos no rosto

Já faz um bom tempo que tenho enfrentado meus medos, meus monstros no espelho e hoje, olhando esta trajetória (que ainda não acabou, claro!), vejo que muitos deles não existiam. Criações, quimeras de meu ego. Coisas que eu mais temia que acontecessem em minha vida simplesmente aconteceram e me deixaram completamente perdida, desorientada, e têm feito eu rever toda a minha vida.

Todos esses medos, um a um, têm sido enfrentados, desconstruídos e observados com verdade e profundidade. Se isso dói? Ah, sim, dói muito! Imensamente! Porém, passada a primeira impressão, elaborando cada sensação, cada sentimento, você é capaz de compreender que “aquilo que você mais teme é exatamente aquilo que pode te tornar livre”.

Silhueta de mão com céu de fundo

O primeiro a ser descortinado é o perder o medo de saber quem você é, o que você busca e o que move você pela vida. Sair da caixinha, olhar pra você não através do espelho da ilusão, mas virar do avesso, olhar lá dentro e perceber quantas coisas encaixotou, quanta acumulação, quanta coisa herdada que não tinha consciência que guardava. Aceitar que se tem isso tudo lá dentro é o primeiro passo.

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Já consigo agradecer aos medos, conversar com eles de igual para igual e dizer: – Ok, você está aí, mas segura aqui na minha mão e vamos juntos. Como dizem: vai com medo, mas vai! Tô indo! Mas feliz porque cada um dos que tenho encarado tem me trazido a consciência, a segurança, o crescimento e a liberdade.

Quando você resolve encarar o medo, escolhe pela verdade, escolhe olhar aquilo que te parecia ser, mas não era. E, muito provavelmente, se tiver a coragem de encarar um por um desses medos, você se sentirá cada vez mais livre: “mestre de si mesmo” e capaz de perceber que eles só existiam por você e para você.

Sobre o autor

Silvia Jara

Silvia Jara

Depois dos dois primeiros anos do Eu Sem Fronteiras, resolvemos atualizar nossas informações e isso foi um belo exercício de reflexão!
Nosso propósito sempre foi ajudar as pessoas na busca do autoconhecimento e eu, pessoalmente, não fiquei isenta disso.

Contato:
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Em meu perfil anterior disse: “olhando para trás percebo que, em minha vida, as coisas sempre aconteceram de maneira fluida, sem muito planejamento, embora tenha verdadeira admiração pelo planejamento ‘das coisas'”. Hoje entendo que foi o foco no presente que me fez seguir o fluxo da vida em muitos momentos, sem me preocupar com o ontem ou com o amanhã. As coisas caminharam como deveriam ser.

Minha paixão pela publicidade se transformou na paixão por pessoas, comportamentos, sentimentos, atitudes e, principalmente, na capacidade e necessidade do ser humano de se comunicar, compartilhar e crescer. Minha formação acadêmica em Publicidade não mudou, mas minha formação humana tem sofrido diversas e importantes mudanças no sentido de compreender que sozinhos não chegaremos longe. Somos um sistema e como tal, precisamos uns dos outros.

Minha capacidade analítica e observadora, aplicada à Pesquisa Qualitativa de Mercado que, até então, me serviu para compreender o comportamento de consumo das pessoas e grupos, agora parece muito mais voltada a me compreender, a olhar para dentro de mim e buscar minha essência verdadeira. É praticamente impossível ficar ilesa, isolada e desconsiderar tantas informações e conteúdos com os quais lidamos no dia a dia de nossa redação.

Hoje entendo que o trabalho em áreas comerciais, marketing de empresas, agências de publicidade e a atuação em pesquisa de mercado estavam me preparando para esse mergulho no autoconhecimento. Nada é coincidência!

A curiosidade pelo mundo espiritual, pela meditação, pela metafísica, pela energia vital está se transformando em novos conhecimentos e práticas: Reiki, Apometria, Constelação Familiar, Thetahealing, PNL, EFT, Florais e tantas outras técnicas. Sigo acreditando que o questionamento, a busca de informação e a vivência me levarão a conhecer minha missão de vida, meus caminhos e minha plenitude.

Trabalhando no Eu Sem Fronteiras desde 2014, tenho aprendido muitas coisas, vivenciado outras tantas e não sei onde isso chegará! O que me importa é continuar nessa busca. É um caminho sem volta no qual o grande objetivo é aceitarmos que somos sujeitos de nossa própria vida, os únicos capazes de transformá-la.

Grande abraço e muita luz!