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O Ho’oponopono, limpando as memórias para uma vida mais plena – Parte 2

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Escrito por Leticia Vidigal

Conforme contamos no texto anterior, o Ho’oponopono é um método de cura criado pelos antigos povos havaianos que entendiam – sabiamente – que tudo o que ocorre no mundo exterior tem origem naquilo que carregamos interiormente.

Para eles, quanto mais realizarmos limpezas de memórias, principalmente as memórias da infância, mais permitimos que a Divindade – termo utilizado por eles – atue sobre nós e se manifeste através de nossos pensamentos, gestos e ações.

Um dos relatos mais impressionantes e famosos sobre como essas limpezas têm a capacidade de modificar também outras pessoas e o ambiente em que estamos é relatado por Joe Vitale, em seu livro ‘Limite Zero’.

Vitale nunca tinha ouvido falar do Ho’oponopono até um amigo lhe perguntar se ele conhecia a história do doutor Hew Len, médico havaiano que havia curado, através do Ho’oponopono, uma ala psiquiátrica de criminosos perigosos – sem nunca ter estado com nenhum deles.

Surpreso, pois nunca havia ouvido falar de tal método, o autor entrou em contato com Dr. Len para obter mais informações a respeito e acabou indo conhecê-lo pessoalmente.

Segundo ele, Dr. Len relatou sua experiência com os criminosos da seguinte forma: ele escolhia a ficha de um deles – portanto, não se encontravam – e se fazia a seguinte pergunta: “O que está acontecendo em mim para que eu cause esse problema, e como posso corrigir esse problema em mim?”

Joe Vitale é um dos autores que relatou suas experiências de transformação e sobre o poder da lei da atração no filme “O segredo”. A força do pensamento não era novidade para ele quando entrou em contato com o Ho’oponopono. Ainda assim, ele se impressionou com a capacidade de transformação que a limpeza do Ho’oponopono era capaz de realizar, pois uma pessoa poderia realizá-la em si mesmo e curar quem e o que ela desejasse.

E como isso acontece?

O Ho’oponopono propõe que, quando nascemos, possuímos uma forte conexão com uma Força Superior chamada por seus praticantes de Divindade. Estamos, assim, abertos para receber, intuitivamente, orientações sobre como agir conectados a essa Força, pois a carregamos dentro de nós.

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Entretanto, durante o nosso crescimento, entramos em contato com pessoas que estão há mais tempo na Terra, como pais, professores, familiares e amigos e que perderam essa conexão há muito tempo. Com elas, vivenciamos experiências e passamos a registrar memórias oriundas dessas experiências, memórias que são contaminadas de sentimentos – bons ou ruins.

As memórias ruins passam, portanto, a nos “poluir”. E a nossa conexão com a Divindade perde a força, pois passamos a ocupar nosso inconsciente com lembranças dolorosas de medo, vergonha, raiva, inveja, ciúmes, etc. E apenas quando conseguimos ouvir a Divindade para que ela possa agir através de nós, é que conseguimos encontrar Paz. E Paz não apenas para nós mesmos, mas também para aqueles e para aquilo que nos rodeia, pois, para o Ho’oponopono, tudo o que acontece conosco e com quem e o que temos contato é gerado por aquilo que carregamos dentro de nós mesmos.

Há um ditado que diz: “Eu não vejo o mundo como ele é, eu vejo o mundo como eu sou”. E é por isso que você se transforma através das limpezas de sua própria memória e também transforma o mundo e as pessoas à sua volta.

E como o Ho’oponopono realiza essas limpezas? Através de uma meditação que deve ser feita diariamente voltada para si mesmo e para tudo que gera incômodo: eu sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grato.

Ao dizer eu sinto muito você entra em contato com o que está lhe incomodando e reconhece esse incômodo.

Ao dizer me perdoe você não encaminha um pedido de perdão para a Divindade ou para o que ou quem está lhe fazendo mal. O pedido de perdão é para si mesmo, pois somos também o que nossas crenças limitantes – geradas por nossas memórias – determinam. Portanto, perdoando a si mesmo, entendemos que essas crenças não podem mais nos impedir de entramos em contato com a Divindade que há em nós. Deixamos de ser nossos próprios algozes, pois nos perdoamos e nos aceitamos como somos.

Ao dizermos te amo a transmutação e limpeza da energia que gera a memória é realizada, e esta é entregue à Divindade. É a frase mais poderosa, pois nos conectamos, através dela, com a força curadora do amor.

E sou grato permite que sejamos capazes de receber mais, pois apenas quando agradecemos isto ocorre.

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Para finalizar, gostaria de relatar o que Joe Vitale observou sobre o Dr. Len. Segundo o autor, Dr. Len realiza a meditação do Ho’oponpono em pessoas que irá conhecer, em objetos, quartos de uma casa e rios de cidades onde visita. Sua percepção de conexão permite-lhe realizar curas em si mesmo e no mundo à sua volta. Assim, entendo que o nosso desafio é, portanto, também percebermos essa conexão e, assim como Dr. Len, meditarmos constantemente para que, através da nossa transformação, possamos, finalmente, mudar o mundo.

Leia a primeira parte deste artigo aqui.

  • Leticia Vidigal

    Leticia Vidigal

    Pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono
    [email protected](31) 99152-6843@hooponoponoanjos@HooponoponoAnjoshooponoponoanjos

    Letícia Vidigal é pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono, com mais de 20 anos de experiência na área da educação. Ao longo de sua trajetória, atuou como professora, coordenadora pedagógica, gestora e, mais recentemente, na gestão de projetos educacionais e sociais.

    Seu encontro com o Ho'oponopono começou a partir das conhecidas frases “sinto muito, me perdoe, te amo e sou grata”. O interesse despertado por elas a levou a pesquisar e estudar a prática em uma época em que o tema ainda era pouco difundido no Brasil.

    Sua primeira leitura foi “Limite Zero”, de Joe Vitale. Em 2015, participou do curso online Zero Limits, com Joe Vitale e Dr. Hew Len, e posteriormente aprofundou seus estudos em formações internacionais promovidas pelo IZI LLC, Pacifica Seminars e Global Science Foundation.

    É autora do Oráculo Ho'oponopono, ilustrado por sua sobrinha Marie Amorim, além de produzir conteúdos, e-books e textos sobre Ho'oponopono, espiritualidade, autoconhecimento e experiências da vida.

    Aos 50 anos, também passou a direcionar sua escrita para temas relacionados à maturidade, aos recomeços e às transformações que acontecem quando aprendemos a olhar para nossa própria história não apenas como passado, mas como ferramenta para construir aquilo que ainda desejamos viver.